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Cesta básica sobe 0,22% em agosto em São Paulo, segundo Procon-SP
Imagem: iStock
A batata teve a maior redução de preço do mês, enquanto arroz, creme dental e biscoito maisena registraram as maiores altas; custo médio passou de R$ 1.335,04 para R$ 1.338,03
A cesta básica na cidade de São Paulo ficou 0,22% mais cara em agosto, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, em convênio com o Dieese. O custo médio passou de R$ 1.335,04 para R$ 1.338,03 em um mês. Apesar de somente 15 dos 39 itens da cesta terem aumentado os preços, foram suficientes para pressionarem tal alta, em especial, o arroz e a carne de primeira.
O arroz teve a maior alta do mês, de 4,89%, passando de R$ 19,63 para R$ 20,59 o pacote de cinco quilos. Segundo o relatório, as cotações foram sustentadas pela baixa disponibilidade de matéria-prima e pela necessidade de recomposição de estoques pelo setor industrial. As chuvas também dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões.
No caso da carne de primeira, o preço médio passou de R$ 48,54 para R$ 50,49 o quilo. O relatório aponta comportamentos distintos no mercado da carne bovina em agosto: enquanto a arroba negociada no mercado paulista perdeu força, os preços da carne no atacado permaneceram firmes.
Também apresentaram aumento relevante o creme dental (4,81%), o biscoito maisena (4,79%), e a água sanitária (3,05%). O preço médio do creme dental passou de R$ 4,99 para R$ 5,23 o tubo de 90 gramas, enquanto o biscoito maisena subiu de R$ 3,55 para R$ 3,72 o pacote de 200 gramas.
Batata 21% mais barata
O destaque do período foi a batata, cujo preço médio caiu 21,83%, passando de R$ 8,20 para R$ 6,41 o quilo. A cebola também apresentou redução significativa, de 9%, enquanto arroz, creme dental e biscoito maisena estiveram entre os produtos que mais pressionaram a alta da cesta.
De acordo com a análise dos especialistas, a queda no preço da batata está relacionada à intensificação da safra de inverno, que elevou a oferta e provocou a desvalorização do produto. A cebola, por sua vez, ficou mais barata com o aumento da oferta nacional, especialmente de produtos provenientes do Triângulo Mineiro (MG), de Cristalina (GO) e de São Paulo.
Entre os produtos que ficaram mais baratos no período também estão o açúcar refinado (-4,44%), o desodorante spray (-3,94%), o feijão carioquinha (-3,68%), a salsicha avulsa (-3,48%) e a carne de segunda sem osso (-2,34%). No caso do feijão, a redução dos preços foi atribuída ao avanço da colheita da terceira safra.
Demais indicadores
– Dos 39 produtos que compõem a cesta, 15 apresentaram aumento de preço, 22 tiveram redução e dois permaneceram estáveis.
– O grupo Alimentação apresentou alta de 0,17%, enquanto Limpeza subiu 0,28% e Higiene Pessoal teve aumento de 0,70%.
– No acumulado do ano, a cesta básica registra alta de 4,05%.
– Na comparação com agosto de 2025, o custo médio da cesta apresenta alta de 3,25%.
Acumulado de 12 meses
Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, entre os produtos alimentícios com maiores altas estão a cebola (89,95%), a batata (55,21%) e o feijão carioquinha (48,54%). A cebola passou de R$ 3,78 para R$ 7,18 o quilo no período.
Também registraram aumentos expressivos o extrato de tomate (22,54%), a carne de primeira (10,97%), o queijo muçarela (7,73%), a margarina (7,67%) e o leite UHT (6,92%). Entre as maiores reduções ficaram o açúcar refinado (-23,66%), o alho (-20,73%), o café em pó (-17,35%) e o arroz (-6,79%).
Veja aqui a pesquisa completa https://www.procon.sp.gov.br/wp-content/uploads/2026/09/CB-agosto-2026-com-comparativo-anual.pdf