Precisamos falar sobre saúde mental!

 Precisamos falar sobre saúde mental!
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Por Elsa Oliveira, vereadora de Osasco

Você sabe o que é a Campanha Setembro Amarelo? Trata-se de uma oportunidade para ampliar a conversa sobre saúde mental e prevenção do suicídio. Mas uma questão tão séria não pode ser lembrada apenas durante um mês. Falar em prevenção significa reconhecer que o sofrimento psíquico faz parte da realidade de milhares de pessoas e que enfrentá-lo exige informação, acolhimento, profissionais preparados e uma rede pública capaz de oferecer atendimento quando ele é necessário.

Os dados mostram a dimensão desse desafio. O Ministério da Saúde já disponibiliza dados de mortalidade de 2025, embora as informações mais recentes ainda possam passar por atualizações à medida que são consolidadas. Paralelamente, os números do Centro de Valorização da Vida (CVV) mostram uma procura expressiva por apoio emocional: somente em 2025, foram realizados mais de 2 milhões de  atendimentos por telefone, chat, e-mail e presencialmente. O principal canal do CVV, o 188, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, oferecendo escuta sigilosa e acolhedora.

Em Osasco, a população conta com uma rede pública de saúde mental que precisa ser conhecida e acessada por quem necessita de atendimento. A cidade possui três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): o CAPS Adulto, o CAPS Infantojuvenil e o CAPS Álcool e Drogas, que atendem diferentes públicos em situações de sofrimento psíquico. Os CAPS são serviços especializados que trabalham com equipes multiprofissionais e podem ser procurados diretamente, sem a necessidade de encaminhamento prévio por uma unidade básica de saúde.

A cidade também ampliou recentemente sua estrutura para situações de maior gravidade. Em março de 2026, foi inaugurada uma nova ala de atendimento psiquiátrico no Pronto-Socorro André Sacco, no Pestana, com leitos de estabilização e observação destinados a pacientes em situações de urgência. Trata-se de um avanço importante porque uma política de saúde mental precisa contemplar desde o acompanhamento contínuo até o atendimento de emergência.

Como vereadora de Osasco, considero fundamental que a saúde mental permaneça na agenda das políticas públicas para além da Setembro Amarelo. Isso envolve acompanhar a qualidade dos serviços existentes, defender investimentos para ampliar o atendimento, valorizar os profissionais e, principalmente, garantir que as pessoas saibam onde procurar ajuda antes que o sofrimento se transforme em uma situação de emergência.

Também precisamos compreender que a prevenção não depende apenas dos serviços de saúde. Muitas pessoas continuam trabalhando, estudando e cuidando de suas famílias enquanto enfrentam situações emocionais extremamente difíceis, muitas vezes sem que ninguém perceba. Por isso, informação, acolhimento e atenção aos sinais de sofrimento são importantes, assim como a existência de uma rede pública preparada para receber quem decide pedir ajuda.

Saúde mental é uma questão de saúde pública e deve ser tratada com a mesma seriedade dedicada às demais áreas do cuidado. A Setembro Amarelo tem valor quando transforma o silêncio em conversa, mas também quando nos lembra que essa conversa precisa encontrar políticas públicas concretas, serviços acessíveis e profissionais capazes de acolher quem precisa.

Em Osasco, quem estiver enfrentando sofrimento psíquico pode procurar os serviços da rede municipal de saúde mental. Em situações de urgência, o Pronto-Socorro André Sacco oferece atendimento psiquiátrico; em emergências, também é possível acionar o SAMU pelo 192. E para quem precisa conversar e encontrar uma escuta acolhedora, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia.

 

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