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Barueri devolve 185 animais silvestres à região de origem e reforça combate ao tráfico de fauna
Crédito das fotos: Divulgação/Sema Barueri
O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Barueri, mantido pela Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), promoveu a repatriação de 185 animais silvestres para o Centro de Triagem do Ibama em Aracaju, no Estado de Sergipe. Entre os animais transportados estavam 175 jabutis e 10 aves, sendo três corrupiões e sete galos-de-campina.
Os animais são vítimas do tráfico de fauna, além de casos provenientes de apreensões realizadas pela Polícia Ambiental e de entregas voluntárias feitas pela população. Por serem espécies nativas da região Nordeste, a destinação para Sergipe é fundamental para garantir a preservação de seus ciclos naturais.
A repatriação consiste no retorno dos animais à região de origem, respeitando as características ecológicas de cada espécie. Esse cuidado evita impactos ambientais e contribui para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas, já que cada animal desempenha um papel específico em seu habitat natural.
Saiba mais
Antes da transferência, os animais passam por um processo de acolhimento, avaliação clínica, tratamento e recuperação no Cetas de Barueri. Ao chegarem ao Cetas regional de Aracaju, eles ainda serão submetidos a procedimentos de reabilitação e adaptação antes da soltura definitiva na natureza.
O tráfico de animais silvestres é considerado uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e de armas. Além dos danos à biodiversidade, a prática submete milhares de animais a condições precárias de transporte, resultando frequentemente em ferimentos, sofrimento e morte.
Sobre o Cetas
Criado em 2012 e mantido pela Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema), o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Barueri já recebeu cerca de 22 mil animais silvestres e se consolidou como referência nacional na reabilitação e conservação da fauna. Além do atendimento a animais vítimas de tráfico, maus-tratos e posse irregular, o órgão desenvolve ações de conscientização ambiental, apoia o combate ao comércio ilegal de fauna e contribui para a formação técnica de estudantes e profissionais ligados à preservação da vida silvestre.