Quando a política e o esporte se misturam: Neymar deve ser convocado?

 Quando a política e o esporte se misturam: Neymar deve ser convocado?

Foto: Raul Baretta / Santos FC

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Por Jairo Giovenardi – @jairogiovenardi

Recentemente, em entrevista à TV 247, feita em parceria com a Revista Fórum e DCM, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revelou ter conversado com Carlo Ancelotti sobre Neymar. Ou seja, a convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo é tão importante que vai além do esporte.

Lula disse que o atual comandante canarinho perguntou sobre a situação do jogador do Santos. Claro que o italiano tomará a decisão e anunciará a lista final para a Copa do Mundo no dia 18 de maio, mas parece disposto a dialogar, ouvir pessoas importantes mesmo que fora do ambiente do futebol, para entender completamente o cenário, uma vez que os apelos de torcedores aconteceram, como nos dois últimos amistosos nos Estados Unidos, e devem persistir.

Lula disse à Ancelotti que se Neymar “estiver fisicamente preparado, ele tem futebol. É preciso saber se ele quer. Se quiser, tem que ser profissional”. Concordo com Lula. E aqui estamos falando apenas do aspecto “campo”.

Neymar tem futebol, inclusive, para decidir uma Copa do Mundo. Se utilizarmos como exemplo os três Mundiais em que o atleta esteve em campo, em nenhum deles o Brasil foi eliminado por culpa exclusivamente dele. Pelo contrário.
Na Copa de 2014, o vexame do 7 a 1 para a Alemanha aconteceu muito porque Neymar não estava em campo na catastrófica semifinal, no Mineirão. O jogador se machucou nas quartas de final após entrada do colombiano Zúñiga.

Em 2018, na Rússia, Neymar até não começou bem o Mundial, mas melhorou e fez um grande jogo contra a Bélgica, nas quartas de final, quando o Brasil perdeu por 2 a 1 e acabou eliminado. A derrota, porém, está mais ligada a erros coletivos e à grande atuação do goleiro belga Thibaut Courtois.

Já no Catar, em 2022, o Mundo viu o francês Kylian Mbappé fazer uma grande Copa, Messi ser praticamente perfeito e levantar a taça para a Argentina, mas Neymar não decepcionou. Foi dele, aliás, o golaço na prorrogação, nas quartas de final, contra a Croácia. Ali ele poderia ter levado a Seleção Brasileira à semifinal contra a Argentina. Curiosamente, o Brasil de Tite, um treinador que sempre montou ótimos sistemas defensivos, se atirou e levou um gol faltando três minutos para o fim do jogo. Resultado? Perdeu nos pênaltis e Neymar sequer cobrou, pois seria o último batedor e antes disso os croatas fecharam a partida.

Se Neymar entender o seu papel, que não será de titular absoluto, mas sim de um jogador importante, que pode entrar e decidir numa prorrogação ou mesmo nos pênaltis, o Brasil tem chances, sim, de vencer a Copa do Mundo.

O presidente Lula falou. Ancelotti segue analisando. E você, caro leitor: convocaria Neymar para disputar sua quarta Copa do Mundo?

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