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Agenda Cultural: Quando a fofoca vira poder – O perigo silencioso das páginas que moldam comportamentos!
créditos: reprodução IA
Por Marluci Zanelato
A prisão de nomes como MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e do fundador e responsável pela página “Choquei ” Raphael Sousa Oliveira, reacende um debate que há tempos vem sendo ignorado: até onde vai o limite entre entretenimento e influência?
Não estamos mais falando de “fofoca” no sentido inocente da palavra. O que se construiu nas redes sociais foi um sistema de distribuição de narrativas rápidas, emocionais e, muitas vezes, irresponsáveis. Páginas que começaram com humor e curiosidades hoje operam como verdadeiros veículos de impacto massivo, sem o compromisso ético que o jornalismo exige.
O problema não é apenas o conteúdo, mas a lógica por trás dele o engajamento a qualquer custo. Quanto mais polêmico, mais compartilhado. Quanto mais sensacionalista, mais lucrativo. Nesse ciclo, a verdade se torna secundária e as consequências, invisíveis para quem publica. Mas elas existem e são graves.
Vivemos uma era em que reputações são destruídas em minutos, julgamentos acontecem sem defesa e, em casos extremos, a pressão social gerada por essas exposições contribui para quadros de ansiedade, depressão e até tragédias irreversíveis. Não é exagero é realidade.
Além disso, há um elemento ainda mais delicado, a manipulação indireta. Essas páginas não apenas informam elas direcionam opiniões, reforçam narrativas e influenciam comportamentos coletivos. Em um país já polarizado, isso se torna combustível para conflitos sociais e políticos. É nesse cenário é preciso questionar sobre quem responsabiliza e quem influencia?
Liberdade de expressão não pode ser confundida com liberdade de impacto sem consequência. Assim como qualquer veículo de comunicação, páginas com milhões de seguidores exercem poder e poder exige responsabilidade.
O público também precisa rever seu papel. Cada curtida, cada compartilhamento, cada comentário alimenta esse sistema. O algoritmo não cria tendências sozinho, ele responde ao que consumimos.
Talvez o maior desafio do nosso tempo não seja apenas regular plataformas, mas desenvolver consciência coletiva. Entender que nem tudo que viraliza merece atenção. E que, por trás de cada “notícia quente”, pode existir uma vida sendo afetada de forma irreversível.
No fim, a pergunta que fica não é sobre quem foi preso e sim sobre o tipo de influência que estamos legitimando todos os dias.
Pense nisso!!!
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