Cão desaparecido em Sertãozinho reencontra família após quase um ano em adoção

 Cão desaparecido em Sertãozinho reencontra família após quase um ano em adoção

G1

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A emoção marcou um reencontro improvável e comovente na cidade de Sertãozinho, interior de São Paulo, onde um cachorro da raça Fila, chamado Gibi, de 12 anos, voltou para o lar após passar cerca de dez meses desaparecido. A família Strini, que já havia perdido as esperanças de rever seu companheiro, reconheceu o animal em uma publicação de adoção feita pelo Canil Municipal de Sertãozinho nas redes sociais. A história de Gibi, que envolve um desaparecimento misterioso, a luta pela sobrevivência e a dedicação de um canil, serve como um poderoso lembrete da resiliência animal e do profundo laço que une tutores e seus pets. O caso destaca também a importância das plataformas digitais e dos serviços municipais no processo de recuperação de animais perdidos e na promoção da adoção responsável.

O desaparecimento e a angústia da família

O sumiço de Gibi ocorreu em um momento delicado, há quase um ano, quando o cão se recuperava de um ferimento na orelha na propriedade da família Strini, um sítio em Sertãozinho. Pedro Strini, seu tutor, dedicava-se diariamente aos curativos, mas, em um fatídico dia, Gibi simplesmente não foi mais encontrado. A ausência repentina do animal, que fazia parte da família desde filhote, gerou grande consternação e uma intensa busca.

A procura incansável e a perda da esperança

A família Strini mobilizou-se para encontrar Gibi. Durante uma semana inteira, eles o procuraram incansavelmente pelo sítio e arredores, questionando vizinhos e conhecidos. No entanto, nenhum rastro do cão foi encontrado. A proximidade da propriedade com uma vasta área de mata, habitada por animais silvestres como cobras e até mesmo onças, levou a família a uma conclusão dolorosa. Eduardo Strini, pai de Pedro, compartilhou a angústia da família: “Procuramos ele uma semana inteira, perguntando para todo mundo. Ninguém viu, ninguém viu. Aí a gente não tinha mais opção de procurar. Então a gente imaginou que ele pudesse ter morrido. Aqui no fundo da área tem um mato, com cobra, com onça. Então a gente achou que algum desses bichos pudesse ter pego e matado ele.” A tristeza e a resignação tomaram conta de todos, que se conformaram com a ideia de que haviam perdido Gibi para sempre.

O reencontro inesperado: um post, uma vida

Cerca de dez meses após o desaparecimento, quando as esperanças já haviam se esvaído, um vídeo publicado pelo Canil Municipal de Sertãozinho em suas redes sociais transformou a vida da família Strini. A publicação exibia cães disponíveis para adoção, e entre eles, um animal que, para surpresa de todos, parecia ser Gibi, embora estivesse sendo chamado de “Thor” no canil.

A confirmação e o resgate emocionante

Foi o filho de Eduardo Strini quem primeiramente identificou o cachorro no vídeo. Imediatamente, ele alertou a família, que rapidamente confirmou a identidade de Gibi. Eduardo relembrou o momento da descoberta: “A gente viu um vídeo que o pessoal do canil publicou falando do Thor, para quem quisesse adotar o cachorro e tal. E aí o meu filho viu o vídeo e falou: ‘não, isso não é o Thor, não, esse é o Gibi’. E aí mandou para gente no grupo da família e eu olhei e falei: ‘é o Gibi mesmo’.” A confirmação foi um choque de alegria e emoção. Na manhã seguinte, sem perder tempo, Pedro e seu pai dirigiram-se ao canil para buscar o “meninão”. O reencontro foi descrito por Pedro como extremamente emocionante, mobilizando todos que vivem na propriedade. “Fiquei muito emocionado e feliz demais. Porque, assim, a gente pega desde novinho, cuida, cria e a gente fica sentido com a perca. E aí, quando ele apareceu de novo, todo mundo aqui ficou muito contente”, expressou o tutor. A família, unida, ajudou a acomodar o cão, já mais pesado pela idade, no carro para a tão esperada volta para casa.

A jornada de Gibi: do abandono à ajuda

Após seu desaparecimento do sítio, Gibi não teve uma jornada fácil. Ele foi encontrado na beira de uma pista por uma família que, percebendo sua situação de vulnerabilidade, agiu rapidamente e acionou o Canil Municipal de Sertãozinho para realizar o resgate.

O tratamento no canil e a inesperada contribuição

Ao chegar ao canil, a condição de Gibi era preocupante. O veterinário responsável pelo local, Rômulo Scaranello, relatou que o animal apresentava miíase, uma doença causada por larvas de moscas, concentrada em sua orelha esquerda, que estava severamente machucada. A equipe do canil agiu prontamente, submetendo Gibi a uma cirurgia para remover todas as larvas e iniciar um tratamento rigoroso com curativos e medicações. Graças aos cuidados e dedicação dos profissionais, Gibi se recuperou completamente.

No entanto, a história de Gibi no canil foi além de sua própria recuperação. O veterinário Scaranello revelou que, após restabelecido, o cão demonstrou um espírito altruísta, tornando-se um doador de sangue. “Ele ajudou muita gente aqui, doou sangue depois, futuramente, para os cães que a gente precisou. Foi um verdadeiro guerreiro”, afirmou Scaranello. Gibi, o cão que quase foi dado como morto e foi resgatado em condições precárias, transformou-se em um herói para outros animais acolhidos, contribuindo significativamente para salvar vidas no canil antes de finalmente ser reconhecido e retornar ao aconchego de sua família original.

Um final feliz e uma lição de esperança

A história de Gibi é um testemunho da força da conexão entre humanos e animais e da esperança que nunca deve ser abandonada. Seu reencontro com a família Strini, após tantos meses de incerteza e tristeza, é um alento para todos aqueles que buscam um animal de estimação desaparecido. O caso ressalta a importância vital do trabalho realizado por canis municipais e organizações de proteção animal, não apenas no resgate e tratamento de animais em situação de rua, mas também na utilização de ferramentas como as redes sociais para facilitar reencontros e promover a adoção responsável. Gibi, agora de volta ao lar em Sertãozinho, desfruta do carinho de seus tutores, provando que, às vezes, as histórias mais improváveis têm os finais mais felizes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quanto tempo Gibi ficou desaparecido?
Gibi, o cachorro da família Strini, ficou desaparecido por aproximadamente dez meses, quase um ano.

Como a família reencontrou Gibi?
A família reconheceu Gibi, que havia sido renomeado como Thor, em uma publicação de fotos e vídeos de cães disponíveis para adoção feita pelo Canil Municipal de Sertãozinho nas redes sociais.

Quais eram as condições de Gibi ao ser encontrado e levado para o canil?
Ao ser resgatado na beira da pista e levado ao canil, Gibi apresentava miíase (doença causada por larvas de moscas) em sua orelha esquerda, que estava bastante machucada.

Gibi ajudou outros animais no canil?
Sim, após sua recuperação e tratamento, Gibi se tornou um doador de sangue, auxiliando outros cães acolhidos no Canil Municipal de Sertãozinho que necessitavam de transfusões.

Se você perdeu seu animal de estimação ou deseja oferecer um lar a um cão ou gato, procure o canil municipal de sua cidade ou organizações de proteção animal e utilize as redes sociais para divulgar e buscar informações. A história de Gibi nos mostra que a esperança e a solidariedade podem fazer toda a diferença.

Fonte: https://g1.globo.com

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