Trump pode anunciar hoje tarifas de 15% em produtos importados globais
São Paulo registra menor taxa de desemprego em 13 anos
Agência SP
O estado de São Paulo alcançou, em 2025, a menor taxa anual de desemprego dos últimos 13 anos, atingindo um patamar de 5%. Este índice representa a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica, estabelecida por levantamentos oficiais em 2012. O desempenho paulista se destaca não apenas pela sua marca histórica, mas também por superar a média nacional, que foi de 5,6% no mesmo período, e a da região Sudeste, que registrou 5,3%. A significativa redução reflete um cenário de recuperação e fortalecimento do mercado de trabalho, com impactos positivos na economia e na vida dos cidadãos. A diminuição da taxa de desemprego em São Paulo tem sido consistente, com quedas notáveis nos últimos anos.
Desempenho histórico e comparativo do mercado de trabalho paulista
O cenário de emprego no estado de São Paulo em 2025 é marcado por uma série de indicadores positivos que consolidam uma trajetória de recuperação e crescimento. A taxa de desemprego anual de 5% não é apenas um recorde histórico, mas também um reflexo de políticas e condições econômicas favoráveis. Essa marca representa uma diminuição de 1,2 ponto percentual em relação a 2024 (6,2%), de 2,5 pontos percentuais em comparação com 2023 (7,5%), e de expressivos 4,1 pontos percentuais frente a 2022 (9,1%).
Aprofundando os indicadores anuais e tendências
A análise da série histórica anual de desemprego em São Paulo revela a magnitude da melhora. Desde 2012, quando a taxa era de 7,2%, o estado enfrentou períodos de alta, como o pico de 14,4% em 2021, reflexo dos desafios econômicos e da pandemia. Contudo, a partir de então, a curva tem sido de queda constante e acentuada, atingindo os atuais 5%. Esse panorama é atribuído por autoridades estaduais ao compromisso com a modernização da gestão pública e à criação de um ambiente de negócios confiável, que fomenta a geração de empregos formais e seguros, impactando positivamente famílias e comunidades.
Além da redução da desocupação, observa-se uma importante transição para o emprego formal. Enquanto a população ocupada com carteira assinada registrou um aumento de 5,2% entre 2024 e 2025, a parcela sem carteira assinada apresentou uma queda de 8,7%. Essa formalização do mercado de trabalho é crucial para a segurança e os direitos dos trabalhadores. A taxa anual de informalidade em São Paulo foi de 29% da população ocupada, a terceira menor entre os estados brasileiros, e significativamente abaixo do índice nacional de 38,1% e da média da região Sudeste de 33%.
No que tange ao rendimento médio real habitual, São Paulo também se destaca. Com um valor de R$ 4.190 em 2025, o estado superou a média nacional de R$ 3.560 e a da região Sudeste (R$ 3.958). Inclusive, o rendimento paulista se mostrou superior ao de outros estados da região, como Rio de Janeiro (R$ 4.177), Espírito Santo (R$ 3.497) e Minas Gerais (R$ 3.350), indicando um poder de compra mais elevado para o trabalhador paulista.
Crescimento robusto no quarto trimestre de 2025
A performance do mercado de trabalho paulista foi ainda mais impressionante no último trimestre de 2025, confirmando a tendência de melhora e consolidando os resultados anuais.
Recordes de ocupação e rendimento
No período de outubro a dezembro de 2025, São Paulo registrou uma taxa de desemprego de 4,7%. Este é o menor índice trimestral da série histórica iniciada em 2012, reforçando a força da economia do estado. Tal desempenho superou tanto a taxa de desocupação nacional (5,1%) quanto a da região Sudeste (4,8%) para o mesmo período. A trajetória trimestral de desemprego em 2025 mostra uma queda constante, iniciando em 6,3% no primeiro trimestre e alcançando o recorde de 4,7% no quarto, com marcos como 5,1% no segundo e 5,2% no terceiro trimestre. Esta evolução contrasta fortemente com taxas mais elevadas em trimestres anteriores, como 7,4% no primeiro trimestre de 2024 e picos históricos de 14,4% no primeiro trimestre de 2017.
O número total de pessoas ocupadas com carteira assinada no setor privado em São Paulo atingiu 11,593 milhões, o maior entre todas as unidades da Federação, representando um aumento de 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O estado é responsável por cerca de 30% do total de trabalhadores com carteira assinada em todo o país, que somou 39,409 milhões. A proporção de empregados com carteira assinada alcançou 82,2% dos trabalhadores do setor privado em São Paulo, o segundo maior percentual nacional, superando a média do Brasil de 74,4%.
O número total de pessoas ocupadas, abrangendo trabalhadores do setor privado e público , domésticos, informais e por conta própria, atingiu 24,576 milhões no estado. Este é o maior número em toda a série histórica desde 2012, com um aumento de 1,1% em relação ao trimestre anterior e 1,3% em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. Paralelamente, o número de desocupados na força de trabalho caiu para 1,212 milhão, a menor cifra trimestral desde o início da pesquisa em 2012, registrando quedas de 9,3% em relação ao trimestre anterior e de 20,7% ante o mesmo período do ano passado.
A taxa de informalidade no quarto trimestre de 2025 em São Paulo foi de 29,7% da população ocupada, a terceira menor entre os estados, enquanto a média nacional ficou em 37,6%. O rendimento médio em São Paulo para o período foi de R$ 4.324, superior à média da região Sudeste (R$ 4.033) e à média do país (R$ 3.613). Mais uma vez, o estado apresentou o maior rendimento entre os demais da região, à frente do Rio de Janeiro (R$ 4.183), Espírito Santo (R$ 3.508) e Minas Gerais (R$ 3.353).
Iniciativas de apoio ao trabalhador e ao desenvolvimento econômico
Os resultados positivos alcançados pelo mercado de trabalho paulista estão alinhados com as diretrizes do programa “São Paulo na Direção Certa”. Essa iniciativa visa tornar o estado mais eficiente, capaz de atrair investimentos e gerar mais oportunidades de emprego e renda para a população.
Plataformas e postos de atendimento impulsionam oportunidades
Para dar suporte aos trabalhadores na busca por novas colocações e qualificação profissional, o estado de São Paulo mantém uma rede abrangente de serviços. Mais de 200 unidades dos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs) estão distribuídas por todo o território paulista. Esses postos realizam a intermediação de mão de obra, conectando candidatos a vagas de emprego, e oferecem serviços gratuitos como a habilitação ao seguro-desemprego, proporcionando assistência financeira temporária a trabalhadores dispensados sem justa causa. O objetivo é reduzir os custos e o tempo de espera tanto para quem busca uma vaga quanto para os empregadores.
Complementarmente, a plataforma digital “Trampolim” reúne em um único local vagas de emprego e cursos de qualificação. Gratuita e de fácil acesso, a ferramenta permite que o candidato aplique filtros por área e localização, além de oferecer testes de habilidades e uma ferramenta para a criação de currículos profissionais. O “Trampolim” também dispõe de uma seção dedicada exclusivamente ao público idoso (60+) em busca de recolocação profissional, com acesso a microcrédito e cursos de qualificação específicos para essa faixa etária. Essas iniciativas demonstram o compromisso em criar um ecossistema de apoio abrangente para todos os segmentos da força de trabalho.
Perspectivas e o fortalecimento do mercado de trabalho
Os dados anuais e trimestrais do mercado de trabalho em São Paulo reforçam um cenário de otimismo e recuperação econômica. A queda expressiva na taxa de desemprego, aliada ao aumento da formalização e à elevação do rendimento médio, consolida o estado como um polo de oportunidades e desenvolvimento. As políticas de atração de investimentos e os programas de apoio ao trabalhador continuam a impulsionar essa trajetória, prometendo um futuro de maior estabilidade e prosperidade para a população paulista.
Perguntas frequentes
Qual foi a taxa de desemprego anual registrada em São Paulo em 2025 e como ela se compara historicamente?
Em 2025, a taxa anual de desemprego em São Paulo foi de 5%, a menor em 13 anos, desde o início da série histórica em 2012. Este índice representa uma queda significativa em relação aos anos anteriores, com uma melhora contínua desde 2021, quando a taxa atingiu um pico.
Como o mercado de trabalho paulista se compara ao cenário nacional e regional em termos de desemprego e rendimento?
São Paulo demonstrou um desempenho superior, com a taxa de desemprego (5% anual) abaixo da média nacional (5,6%) e da região Sudeste (5,3%). Da mesma forma, o rendimento médio (R$ 4.190 anual) foi superior ao nacional (R$ 3.560) e ao da região Sudeste (R$ 3.958), refletindo maior poder aquisitivo.
Quais programas o estado oferece para auxiliar os cidadãos na busca por emprego e qualificação profissional?
O estado de São Paulo oferece os Postos de Atendimento ao Trabalhador (PATs), que realizam intermediação de mão de obra e oferecem serviços como habilitação ao seguro-desemprego. Além disso, a plataforma digital gratuita “Trampolim” disponibiliza vagas de emprego, cursos de qualificação, testes de habilidades e ferramentas para criação de currículos, incluindo uma seção dedicada a pessoas com 60 anos ou mais.
Mantenha-se atualizado sobre as oportunidades e iniciativas do mercado de trabalho paulista. Visite as plataformas e postos de atendimento oficiais para mais informações.
Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br