Osasco discute em seminário internacional a importância de políticas públicas para as famílias

 Osasco discute em seminário internacional a importância de políticas públicas para as famílias
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A Secretaria da Família, Cidadania e Segurança Alimentar (Sefam) da Prefeitura de Osasco realizou quinta-feira, 29/10, na Associação Comercial e Empresarial de Osasco (ACEO), na Avenida Dyonisia Alves Barreto, 701, Vila Osasco, o II Seminário Internacional de Família e Políticas Públicas: Parentalidade, Trabalho e Saúde Mental.
Em formato híbrido (participação presencial e online, com transmissão ao vivo no canal oficial da Prefeitura no Youtube), o evento reuniu especialistas nacionais e internacionais, gestores públicos, pesquisadores e representantes da sociedade civil para promover o diálogo e a troca de experiências sobre família e políticas públicas (veja abaixo a programação com a participação de palestrantes).
Nesta edição, o seminário propôs reflexões sobre a importância das políticas públicas para famílias, o impacto da parentalidade e da saúde mental no desempenho escolar, e as boas práticas empresariais. Sobre esse último ponto, houve o lançamento do Selo Empresa Mais – Família, iniciativa desenvolvida em parceria entre a Sefam e a Secretaria de Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico (Setide), voltada ao reconhecimento de empresas comprometidas com a promoção do equilíbrio entre trabalho e família.
Mediadora da primeira mesa de palestras – o tema foi Família e políticas sociais: por que a família Importa? –, a secretária da Sefam, Gisela Solymos, discorreu sobre a importância de políticas públicas direcionadas às famílias, e da necessidade do diálogo familiar que contribua não apenas para o incentivo e aprendizado escolar dos filhos, mas também na construção de uma “educação para vida” dessas crianças e adolescentes.
“Tem uma relação direta. Na verdade, existem inúmeros estudos que mostram a relação e o impacto dos vínculos familiares sobre uma série de fatores. Podem ser comportamentos violentos na vida adulta, consumo de álcool e drogas. E um desses fatores é o desempenho escolar.
O fato de os pais perguntarem para o filho ou filha: ‘Como foi na escola?’, o fato de eles terem uma refeição juntos durante o dia, isso muda completamente o desempenho que essa criança vai ter na escola. Então, tanto que, atualmente, o último Plano Nacional de Educação inseriu a parentalidade e o fortalecimento de vínculos parentais para garantir qualidade de educação para as crianças da educação infantil e do ensino fundamental 1 e 2”, pontuou Gisela.
A secretária da Família analisou ainda o impacto do uso e acesso às redes sociais, em muitos casos sem controle dos pais, na educação escolar e social desses jovens. “As crianças imitam o que elas veem os pais fazerem. Nos programas de parentalidade que a gente desenvolve, um dos temas é discutir a nossa relação com as mídias sociais. A gente ajuda os pais a olharem para si, como eles estão vivendo isso, e a olharem para como as crianças estão vivendo isso. Porque, às vezes, é muito simples: você chega em casa, tem um monte de coisa para fazer, preparar a janta, e dá o celular para o filho ou para a filha. Até o dia que você descobre que o filho não faz mais nada, só fica em frente ao celular. E a gente tem depoimentos, nos dois programas que a gente aplica na cidade, depoimentos de pais falando: ‘Eu não conseguia nada. A partir da minha participação nesse programa (no ACT, no Famílias Fortes), eu descobri um jeito de conversar com ele/ela e de colocar limites para isso. Hoje a nossa relação é completamente diferente’. E a criança, que antes fazia escândalo (porque não queria ficar sem o celular) hoje entende”.
Gisela Solymos também analisou outro aspecto muito discutido nos últimos tempos, o bullyng, sobretudo na convivência escolar, e a importância da participação dos pais na discussão do tema. “O que a gente percebe com as famílias com quem a gente tem trabalhado é que existem comportamentos violentos que a gente não se dá conta. Os próprios pais têm esses comportamentos com os filhos na forma de educar, porque estão sem ferramentas e utilizam ferramentas coercitivas para educar. Mas também expondo as crianças a situações de violência, tipo às vezes um desenho animado, que parece inofensivo e, quando a gente para para refletir, as famílias dizem: ‘Nossa, mas eu nem tinha me dado conta de que era tudo isso em termos de violência’. Então, enfrentar o bullying começa por essa percepção do que é violento e do que não é violento, e de que violência não faz bem, não é legal, machuca, né? A partir daí, os pais acabam eles mesmos aprendendo a ter outras formas de se comportar, ensinando as crianças a respeitar os amigos na escola, a não reproduzir isso na escola e a enfrentar isso”.
Criados em Osasco em 2023, os programas “Famílias Fortes” e “ACT – Para educar crianças em ambientes seguros”, já certificaram mais de 1.900 famílias, segundo a Secretaria da Família, Cidadania e Segurança Alimentar.
Também estiveram presentes no evento o ex-secretário da Família de Osasco, Marcelo Couto Dias, atualmente secretário de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, e que também palestrou no seminário, os deputados estaduais Rogério Santos e Reinaldo Alguz e Enrico Misasi (federal), José Carlos Vido (secretário de Assistência Social de Osasco), Felipe Fausto, secretário adjunto da Família, de São Carlos (interior paulista), e a vereadora osasquense Stephane Rossi.
Programação:
Mesa 1 – Família e políticas sociais: por que a família importa?
• Elisabetta Carrà – italiana, Professora da Università Cattolica del Sacro Cuore/Milão, especialista em políticas familiares e sociologia da família;
• José Alejandro Vázquez – equatoriano, Diretor de Relações Internacionais da International Federation for Family Development – IFFD;
• Marcelo Couto Dias – Secretário de Estado de Desenvolvimento Social do Governo de Minas Gerais, especialista em programas de parentalidade,
• Mediadora: Gisela Solymos – Secretária da Família, Cidadania e Segurança Alimentar de Osasco/SP.
Mesa 2 – Parentalidade, saúde mental e desempenho escolar: qual a relação?
• Juliana Valente – Professora Assistente do Departamento de Medicina Preventiva (UNIFESP), especialista em prevenção ao uso de drogas e violência;
• Tânia Pietrobon – Psiquiatra especializada em prevenção de riscos psicossociais para adolescentes,
• Mediador: Rodolfo Canônico – Cofundador e Diretor Executivo da Family Talks, especialista em políticas para a família.
Mesa 3 – Equilíbrio, trabalho e família
• Jorge Nishimura – Presidente do Instituto de Desenvolvimento Familiar Chieko Nishimura, ex-membro do Conselho Administrativo do Grupo Jacto;
• Bruno Santos – Gerente de Recursos Humanos do Grupo Hirota, com atuação estratégica no desenvolvimento de pessoas e na disseminação da cultura organizacional,
• Mediadora: Letícia Barbano – Diretora da Secretaria da Família, Cidadania e Segurança Alimentar do Município de Osasco/SP.

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