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Final da Copinha 2026: parceria em São Paulo promove inclusão e acessibilidade
A grande final da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026, popularmente conhecida como Copinha, transcendeu o âmbito esportivo neste domingo, 25 de janeiro, às 11h, na Arena Mercado Livre Pacaembu. Além da emocionante disputa pelo título entre São Paulo e Cruzeiro, a partida marcou a culminância de uma iniciativa pioneira que consolidou a inclusão e acessibilidade no futebol paulista. Esta edição da Copinha não apenas celebrou o aniversário da cidade de São Paulo, mas também consagrou uma parceria estratégica entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e a Federação Paulista de Futebol (FPF), estabelecendo um novo padrão de acolhimento e respeito em eventos esportivos, impactando diretamente a experiência dos torcedores com deficiência.
O grande palco da inclusão: A final da Copinha 2026
A Arena Mercado Livre Pacaembu foi o cenário de uma decisão histórica da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026, onde São Paulo e Cruzeiro se enfrentaram pelo tão cobiçado título. No entanto, o significado deste evento foi muito além da performance em campo. Realizada no dia 25 de janeiro, data que celebra o aniversário da capital paulista, a final representou o ápice de um torneio que adotou a inclusão e a acessibilidade como pilares fundamentais. Este compromisso foi visível na preparação de todos os aspectos operacionais do evento, assegurando que a experiência dos torcedores fosse universalmente positiva. A partida não foi apenas um espetáculo esportivo, mas uma declaração poderosa sobre a capacidade do futebol de ser uma plataforma para a mudança social, promovendo a igualdade de acesso para todos os entusiastas do esporte.
Um marco para o futebol paulista
Esta edição da Copinha se distingue como um marco importante para o futebol de São Paulo. A parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e a Federação Paulista de Futebol (FPF) foi a força motriz por trás de uma série de ações que visavam aprimorar a experiência de pessoas com deficiência nos estádios. O sucesso dessa colaboração foi evidente na organização e execução da final, que contou com diretores de jogos especialmente treinados para atender às necessidades específicas desse público. A iniciativa estabeleceu um novo patamar para a recepção e o acolhimento, garantindo que a paixão pelo futebol fosse acessível a todos, independentemente de suas condições individuais. O secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, enfatizou a importância dessa abordagem, destacando a meta de fortalecer um padrão de acolhimento que não apenas corresponda à grandeza do futebol paulista, mas também sirva de inspiração para todo o país. O foco primordial, segundo ele, é assegurar um atendimento respeitoso, que valorize as individualidades e promova a autonomia de cada pessoa com deficiência, transformando a ida ao estádio em uma experiência verdadeiramente inclusiva e gratificante.
Formação especializada: Capacitando profissionais para a diversidade
No final de novembro de 2025, um treinamento inovador e essencial foi conduzido pela SEDPcD, direcionado a 98 diretores de jogos da FPF. Esta formação pioneira teve como foco principal aprimorar a recepção, o atendimento e a inclusão de pessoas com deficiência em arenas esportivas. Os profissionais participantes, que desempenham um papel crucial na coordenação operacional das partidas – desde a organização dos acessos e o fluxo de torcedores até os aspectos gerais do funcionamento dos eventos –, foram preparados para transformar a experiência nos estádios em um ambiente mais respeitoso, empático e alinhado às necessidades individuais de todo o público. Esta capacitação estratégica reflete um compromisso sério com a eliminação de barreiras e a promoção de um ambiente esportivo verdadeiramente democrático. A intenção era equipar esses profissionais com o conhecimento e as ferramentas necessárias para lidar com a diversidade do público de forma eficaz e humanizada, garantindo que ninguém se sinta excluído ou mal atendido.
Detalhes do programa de treinamento
O programa de treinamento foi abrangente e detalhado, elaborado para fornecer aos diretores de jogos uma compreensão profunda sobre as diferentes realidades das pessoas com deficiência. Coordenadores da Secretaria apresentaram os principais tipos de deficiência e condições equiparáveis, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), detalhando suas características específicas e orientando sobre as melhores práticas para acolher diversos perfis de público. Os especialistas enfatizaram a importância de um atendimento humanizado, ensinando como agir em situações comuns do ambiente esportivo com foco na prevenção de práticas excludentes. Um exemplo crucial abordado foi a necessidade de compreender que a cadeira de rodas é uma extensão do corpo da pessoa e, portanto, não deve ser tocada sem permissão prévia. Esse cuidado, que pode parecer simples, é fundamental para preservar a autonomia, o conforto e a segurança do indivíduo. Além disso, os participantes foram informados sobre as diferentes categorias de barreiras que dificultam o acesso e a participação de pessoas com deficiência em espaços públicos, sejam elas barreiras físicas (arquitetônicas), comunicacionais, tecnológicas, pedagógicas ou atitudinais. O treinamento também abordou estratégias eficazes de combate ao capacitismo, uma forma de discriminação contra pessoas com deficiência, visando promover uma mudança cultural duradoura e garantir que todos os torcedores se sintam valorizados e respeitados em cada visita aos estádios. A formação buscou desmistificar preconceitos e construir uma cultura de empatia e proatividade.
Legado duradouro e o futuro da acessibilidade nos estádios
A colaboração entre a SEDPcD e a FPF transcende a realização da Copinha de 2026, estabelecendo um novo e elevado padrão de inclusão para o futebol paulista e, potencialmente, para o cenário esportivo nacional. Com a competição principal dos jovens atletas organizada sob uma perspectiva rigorosa de inclusão e acessibilidade, a expectativa é que essa experiência inovadora inspire outras competições e federações a adotarem práticas similares. O objetivo é catalisar uma transformação cultural definitiva na forma como os estádios operam e interagem com seu público diversificado, garantindo que a acessibilidade não seja uma exceção, mas a regra. O secretário Marcos da Costa reconheceu os desafios inerentes a essa jornada, especialmente considerando que muitas das infraestruturas esportivas foram construídas em épocas anteriores, com menor preocupação com a inclusão. No entanto, ele reiterou o foco inabalável da iniciativa em alcançar um nível de qualidade de acolhimento que respeite profundamente cada pessoa e faça com que todos se sintam verdadeiramente em casa no estádio. Esta final da Copinha, nesse sentido, representa não um ponto de chegada, mas um passo significativo e estratégico em uma jornada contínua rumo à plena acessibilidade e inclusão.
Desafios e o compromisso contínuo
A dimensão da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026, que reuniu 128 equipes divididas em 32 grupos, com jogos realizados em diversas cidades do estado de São Paulo, amplifica o impacto e a relevância dessa iniciativa de inclusão. O sucesso na implementação das diretrizes de acessibilidade em um torneio de tal envergadura demonstra a viabilidade e a necessidade de expandir essas práticas. A grande final entre São Paulo e Cruzeiro, coincidindo com o aniversário da capital paulista, transcendeu o simbolismo de uma disputa esportiva, tornando-se um emblema do compromisso renovado com um futebol mais inclusivo e acessível. Este compromisso implica na superação de barreiras estruturais e atitudinais que ainda persistem, mas a experiência da Copinha 2026 serviu como um modelo prático de como essas barreiras podem ser abordadas e gradualmente superadas. A continuidade dos treinamentos, a fiscalização e a adaptação das infraestruturas existentes são passos essenciais para consolidar esse legado e garantir que o esporte mais popular do Brasil seja, de fato, para todos. A meta é que a conscientização gerada por esta parceria se dissemine, fomentando um ambiente onde a diversidade é celebrada e a participação plena é uma realidade para cada torcedor.
O futuro do futebol acessível
Perguntas frequentes
1. Qual foi a principal iniciativa de inclusão na Copinha 2026?
A principal iniciativa foi a parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e a Federação Paulista de Futebol (FPF), que resultou no treinamento de 98 diretores de jogos para oferecer atendimento acolhedor e acessível a pessoas com deficiência.
2. O que o treinamento para os diretores de jogos abordou?
O treinamento cobriu diversos tipos de deficiência e condições equiparáveis (como autismo), orientou sobre atendimento humanizado, como agir em situações específicas (ex: não tocar cadeiras de rodas sem permissão), e discutiu barreiras (físicas, comunicacionais, atitudinais) e estratégias para combater o capacitismo.
3. Qual o legado esperado dessa parceria para o futebol paulista?
Espera-se que a parceria estabeleça um novo padrão de inclusão no futebol paulista, inspirando outras competições e federações a adotarem práticas similares. O objetivo é transformar a cultura de atendimento nos estádios, tornando-los mais acessíveis e acolhedores para todas as pessoas.
4. Por que a final da Copinha 2026 foi considerada um marco?
A final, além de ser uma disputa esportiva de alto nível, foi realizada no aniversário da cidade de São Paulo e simbolizou a consolidação de um trabalho que visava garantir um atendimento respeitoso e a autonomia de cada pessoa com deficiência, servindo de exemplo para o país.
Para se manter atualizado sobre as próximas etapas dessa e de outras iniciativas que promovem a inclusão e a acessibilidade no esporte, acompanhe as notícias e os comunicados oficiais da Federação Paulista de Futebol e da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Fonte: Governo de SP