Educação centrada no aluno: orientação educacional evolui para o bem-estar

 Educação centrada no aluno: orientação educacional evolui para o bem-estar

© Tomaz Silva/Agência Brasil

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O Dia do Orientador Educacional, celebrado em 4 de dezembro, reconhece o papel crucial desse profissional no acompanhamento e aconselhamento de estudantes. A atuação abrange desde o auxílio na definição de metas e organização diária até o apoio à gestão escolar, mediando conflitos e promovendo um ambiente acolhedor.

A profissão, majoritariamente feminina (78% de mulheres entre cerca de 81 mil profissionais, de acordo com dados recentes), ganha destaque com a expansão do ensino integral e a implementação de métodos que priorizam a saúde mental e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. O orientador educacional atua em colaboração com o corpo docente e outros especialistas, como coordenadores pedagógicos, ou diretamente com alunos e suas famílias, principalmente em disciplinas voltadas ao planejamento e desenvolvimento pessoal.

“Acredito que a orientação educacional evoluiu com a necessidade de acompanhar as crianças e os jovens em seu desenvolvimento integral. A educação se transformou e hoje as escolas são fundamentais para promover o autoconhecimento, habilidades emocionais e de vida”, afirma Ana Claudia Favano, psicóloga, pedagoga e gestora de uma escola internacional.

O foco da educação moderna desloca-se das disciplinas para o indivíduo, reconhecendo a ligação entre a qualidade da aprendizagem e a maturidade emocional. A atuação do orientador se direciona para a promoção de uma cultura de bem-estar. O acolhimento é outra habilidade essencial, especialmente no contexto de pesquisas e políticas de combate ao bullying.

“Minha vivência como orientadora educacional me revelou o poder transformador do olhar atento, da escuta afetiva e do cuidado genuíno. São gestos que, embora simples, têm impacto profundo na trajetória de estudantes que encontraram em mim um ponto seguro de apoio”, acrescenta Ana Cláudia.

O orientador atua como mediador entre alunos, professores, famílias e profissionais externos, como psicólogos e fonoaudiólogos, formando uma rede de apoio para o desenvolvimento integral de cada criança e adolescente, com estratégias de acompanhamento personalizadas. Escolas que não contam com essa escuta especializada perdem oportunidades de compreender profundamente as necessidades de seus alunos, ocupando um espaço vital de diálogo, mediação e cuidado.

Outra função importante é auxiliar na superação das dificuldades de aprendizagem. O professor de matemática Carlos Augusto Lima encontrou na psicopedagogia e na psicologia da educação as ferramentas para abordar esses problemas, área em constante atualização e cada vez mais integrada a outras ciências.

“Também faz parte do papel do orientador educacional colaborar com os professores e a equipe escolar para identificar e lidar com os desafios de aprendizagem, trabalhar em parceria com os pais, oferecendo informações sobre desenvolvimento acadêmico e comportamental dos alunos”, explica Lima.

O grande desafio atual é trabalhar a saúde emocional dos alunos e compreender seus processos de aprendizagem. “Percebo que muita coisa que o aluno traz para dentro da sala de aula fica ali escondido e passa desapercebido pelo professor”, conclui Lima.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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