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Cruzeiro Faz Estreia Histórica na Libertadores Feminina Enquanto Palmeiras Inicia Defesa do Título
© Gustavo Martins/Cruzeiro
O futebol feminino brasileiro marca presença e protagonismo na Conmebol Libertadores, com o Cruzeiro fazendo sua aguardada estreia e o Palmeiras iniciando a defesa do título conquistado em 2022. A competição, que reúne os principais clubes do continente, acontece em Quito, Equador, e promete fortes emoções com a participação de 15 equipes do Brasil ao longo de suas 18 edições. Enquanto as Cabulosas se preparam para seu debute em um cenário desafiador, as Palestrinas já entraram em campo, conquistando uma vitória inaugural que as coloca na liderança de seu grupo.
Cruzeiro: Debut Pioneiro e Superação Diante de Desafios
O Cruzeiro, bicampeão da Libertadores na categoria masculina, faz sua primeira incursão no cenário feminino do torneio, um marco não apenas para o clube, mas para Minas Gerais, tornando-se o primeiro representante do estado na história da competição. A estreia das Cabulosas está marcada para esta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), contra a anfitriã LDU, no Estádio Casa Blanca, em Quito. O Grupo C ainda conta com Bolívar, da Bolívia, e Olimpia, do Paraguai, prometendo um início de jornada intenso para as debutantes.
A equipe celeste chega ao Equador enfrentando uma série de adversidades relacionadas a lesões. O técnico Jonas Urias teve que lidar com desfalques importantes, como as zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene, todas em recuperação de graves lesões ligamentares no joelho. A goleira Cláudia também se juntou à lista de baixas, lesionando a coxa direita, o que motivou a contratação emergencial de Taluane, do América-MG, para integrar a lista final da Conmebol. Camila Rodrigues, que iniciou a temporada como titular, deverá assumir a meta.
No entanto, nem tudo são notícias desfavoráveis. A atacante Letícia Ferreira, artilheira do Cruzeiro na temporada com 27 gols antes de sua pausa, está de volta aos gramados após se recuperar de uma cirurgia no ombro direito que a afastou por dois meses. Seu retorno representa um reforço significativo para o poder ofensivo da equipe neste momento crucial.
O Legado Brasileiro na Conmebol Libertadores Feminina
A participação do Cruzeiro é o mais recente capítulo de uma história de sucesso e protagonismo do futebol brasileiro na Libertadores Feminina. O Brasil é o país com maior número de títulos, somando cinco clubes campeões em 13 edições disputadas: Corinthians, São José, Santos, Ferroviária e Palmeiras. O Corinthians se destaca como o maior vencedor, com três títulos e seis conquistas se somada a parceria com o Audax, solidificando sua posição como uma das potências do continente.
A representatividade brasileira na competição se estende por diversas regiões do país. O futebol paulista lidera com folga, tendo oito equipes diferentes participado do torneio, incluindo os já citados campeões e outros clubes como Centro Olímpico e São Paulo. Além de Minas Gerais, agora representado pelo Cruzeiro, outros seis estados já tiveram suas bandeiras levadas à Libertadores Feminina: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Foz Cataratas e Iranduba, inclusive, alcançaram a final em 2012 e 2018, respectivamente, demonstrando a força e o potencial regional.
Palmeiras Inicia Jornada Rumo ao Bicampeonato com Vitória Apertada
Enquanto o Cruzeiro aguarda seu momento, o Palmeiras, atual campeão de 2022, já começou sua busca pelo bicampeonato. Na última quinta-feira (15), as Palestrinas enfrentaram o Universitario (Peru) e garantiram uma vitória magra por 1 a 0 no Estádio Banco Guayaquil. O resultado as coloca na liderança do Grupo B, que também inclui Belgrano (Argentina) e Dragonas (Equador). O próximo desafio do Verdão será no domingo (18), às 17h, contra o Belgrano.
A técnica Rosana Augusto optou por preservar algumas de suas atletas que estiveram com a seleção brasileira, começando o jogo com a lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão no banco. A equipe já lida com as ausências da goleira Kate Tapia, por questões disciplinares, e da lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito em amistoso pela seleção colombiana. Apesar das dificuldades, o Palmeiras controlou o jogo e abriu o placar aos 15 minutos com Brena, que aproveitou uma sobra de bola após um chute de Emily Assis defendido pela goleira Mia Shalit.
O jogo, no entanto, não foi sem seus percalços. Um segundo gol de Diany foi anulado por impedimento após revisão do VAR, e a altitude de Quito (2.850 metros) teve um impacto notável no ritmo da partida, especialmente no final do primeiro tempo. A lateral Milagros Rolón, do Universitario, precisou ser substituída após sentir os efeitos da falta de ar e necessitar de oxigênio. No segundo tempo, as Palestrinas seguiram criando oportunidades, mas esbarraram nas boas defesas de Shalit e na trave, que impediu um pênalti cobrado por Pati Maldaner e um chute de Duda Santos nos acréscimos.
Conclusão: O Cenário Promissor do Futebol Feminino Brasileiro na Libertadores
A edição atual da Conmebol Libertadores Feminina destaca a crescente força e diversidade do futebol feminino brasileiro. A estreia histórica do Cruzeiro, somada à busca do Palmeiras por um inédito bicampeonato e ao legado de conquistas de outros clubes, reflete o investimento e o desenvolvimento da modalidade no país. Com desafios a serem superados e grandes atuações em campo, as equipes brasileiras prometem novamente ser protagonistas na busca pelo título continental, consolidando a relevância do Brasil no cenário sul-americano.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br