Câncer de mama hereditário: risco e prevenção no brasil

 Câncer de mama hereditário: risco e prevenção no brasil

© José Cruz/Agência Brasil

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Em torno de 10% dos diagnósticos de câncer de mama possuem uma ligação hereditária, o que corresponde a mais de 7 mil novos casos anuais no Brasil. Em famílias com histórico da doença, cada membro pode ter até 50% de probabilidade de herdar a mutação genética.

Durante a campanha Outubro Rosa, a Sociedade Brasileira de Mastologia do Rio de Janeiro enfatiza a importância do acompanhamento médico preventivo e da detecção precoce, visando aumentar as chances de um tratamento eficaz.

De acordo com a presidente da Sociedade, a médica Maria Júlia Calas, a busca por um oncologista o mais cedo possível é fundamental para aumentar as chances de prevenção. Ela recomenda que pessoas com histórico familiar de câncer, especialmente em casos diagnosticados em idades jovens, em homens, ou com múltiplos casos na mesma família, procurem um oncogeneticista. “Converse sobre a possibilidade de realizar um teste genético. Tire suas dúvidas. Fale com um mastologista, mas não espere os sintomas aparecerem. E quanto mais cedo esse risco for identificado, maiores são as chances de prevenção ou de tratamento em fase inicial”, afirma.

A capital fluminense se destaca como a primeira cidade no mundo a oficializar uma data dedicada à conscientização sobre o câncer de mama hereditário: 21 de outubro. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, essa iniciativa reforça o reconhecimento da oncogenética como uma área essencial da medicina, permitindo um cuidado mais individualizado e eficiente para pessoas com predisposição genética.

“Significa que hoje estamos com ferramentas poderosas. Temos testes genéticos acessíveis, um acompanhamento especializado, um rastreamento individualizado do tipo de câncer específico, tratamentos preventivos e medicamentos específicos”, explica Maria Júlia Calas.

Entre os sinais de alerta que indicam a necessidade de uma investigação genética estão o diagnóstico de câncer de mama antes dos 40 anos, tumores bilaterais (em ambas as mamas), múltiplos casos da doença na mesma família e a ocorrência de câncer de mama em homens. A identificação desses fatores de risco pode direcionar para medidas preventivas e um acompanhamento médico mais próximo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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