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Cachorro morre após fogos de artifício na virada do ano em Guaíra,
G1
A virada do ano em Guaíra, interior de São Paulo, foi marcada por uma tragédia que reacende o debate sobre o uso de fogos de artifício. Um husky siberiano de três anos, chamado Tony, morreu em 1º de janeiro após sofrer ferimentos graves ao tentar escapar do barulho ensurdecedor dos artefatos. O incidente não é isolado e ecoa a preocupação de tutores de animais por todo o estado, que veem seus pets em risco devido à queima de fogos, muitas vezes em desacordo com a legislação vigente. A perda de Tony, um cão considerado manso e dócil, companheiro de caminhadas de seu tutor, Leandro Marinaldo Lelis, destaca a vulnerabilidade dos animais frente a uma tradição que, para muitos, se tornou um pesadelo.
A tragédia em Guaíra: a perda de Tony
A morte do husky siberiano Tony, em 1º de janeiro, chocou a comunidade de Guaíra e trouxe à tona a dor de tutores de animais de estimação que frequentemente enfrentam os efeitos devastadores dos fogos de artifício. Tony, um cão de três anos de idade, conhecido por sua natureza calma e dócil, era um companheiro inseparável de Leandro Marinaldo Lelis, seu tutor. A alegria da celebração do Ano Novo foi abruptamente substituída pela angústia e pelo luto, revelando a face mais cruel de uma prática que ignora o bem-estar animal.
O impacto dos fogos e a perda de Tony
Segundo o relato de Leandro, os fogos de artifício começaram a ser soltos por volta das 20h30 na região, não pela prefeitura, mas por moradores locais. O barulho intenso e inesperado desencadeou uma reação de pânico em Tony. Já durante o Natal, o animal havia demonstrado medo, chegando a ficar preso na grade do portão ao tentar fugir. Na virada do ano, a situação foi ainda mais grave. Em sua desesperada tentativa de escapar do som aterrorizante, o husky siberiano se feriu gravemente. Ele sofreu uma perda significativa de sangue, e apesar da rápida intervenção de um veterinário, que foi prontamente chamado ao local, Tony não resistiu aos ferimentos e teve uma parada cardíaca fatal. A dor da perda de um membro da família, expressa pelo tutor, ressalta a urgência de conscientização e fiscalização sobre o tema.
Legislação e o cenário de desrespeito
O incidente em Guaíra não é apenas um caso isolado, mas um reflexo de um problema maior: o desrespeito generalizado à lei que proíbe fogos de artifício com estampido no estado de São Paulo. A legislação estadual 17.389/2021, em vigor desde 2021, é clara ao vetar não apenas o uso, mas também a comercialização, o armazenamento e o transporte desses artefatos sonoros em qualquer período do ano. A proibição abrange tanto ambientes fechados quanto áreas abertas, sejam elas públicas ou privadas. Contudo, a cada celebração de fim de ano, os relatos de descumprimento da lei se acumulam, evidenciando a necessidade de uma fiscalização mais efetiva por parte das autoridades competentes.
Casos similares e o apelo por fiscalização
A falta de fiscalização adequada e a persistência na utilização de fogos de artifício com estampido geram uma série de incidentes que afetam não só animais, mas também pessoas sensíveis ao barulho. Em Ribeirão Preto, por exemplo, um morador de um prédio na Ribeirânia foi flagrado soltando fogos de artifício da janela de seu apartamento em 30 de dezembro, aterrorizando os vizinhos. No dia seguinte, na mesma cidade, a queima de fogos da virada do ano resultou no desaparecimento de Lika, uma cadela vira-lata de dois anos e meio. Sua tutora, Laís Siqueira, relatou que Lika fugiu desesperada, tremendo intensamente, e desde então a família realiza buscas incessantes e apelos nas redes sociais.
Para os animais, especialmente cães e gatos, o risco é imenso devido à sua capacidade auditiva superior à dos humanos, tanto em distância quanto em frequência dos sons. O estampido provoca pânico, fugas, acidentes e, em casos extremos como o de Tony, pode ser fatal. O apelo do tutor de Tony, Leandro, por mais fiscalização e pelo cumprimento das leis, ecoa a voz de muitos que buscam um ambiente mais seguro e respeitoso para todos. “O intuito não é prejudicar ninguém, é cumprir as leis pra que mais Tonys não se vão”, afirmou Leandro, reiterando a importância de ações concretas para proteger os animais.
Perspectivas e a busca por um ano novo mais silencioso
A trágica morte de Tony em Guaíra e os diversos incidentes reportados em outras cidades paulistas sublinham a urgência de uma mudança cultural e o rigor na aplicação da lei estadual sobre fogos de artifício com estampido. A legislação existe para proteger a todos, especialmente os mais vulneráveis, como os animais, que sofrem intensamente com os ruídos estrondosos. É fundamental que as autoridades intensifiquem a fiscalização e que a população se conscientize sobre os perigos e danos causados por essa prática. A celebração do Ano Novo não precisa ser sinônimo de medo e sofrimento para os pets. É possível comemorar de forma segura e inclusiva, respeitando a vida e o bem-estar de todos os seres.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual é a lei que proíbe fogos de artifício com estampido em São Paulo?
A lei estadual 17.389/2021 proíbe o uso, comercialização, armazenamento e transporte de fogos de artifício que produzem barulho alto em todo o estado de São Paulo, tanto em áreas públicas quanto privadas.
2. Por que os fogos de artifício são tão perigosos para os animais?
Os animais possuem uma audição muito mais sensível do que os humanos, tanto em alcance quanto em frequência. O barulho alto e repentino dos fogos pode causar pânico extremo, estresse, taquicardia, convulsões, desorientação, fugas e, em casos graves, acidentes ou até a morte por parada cardíaca.
3. O que fazer se meu animal de estimação tiver medo de fogos de artifício?
Recomenda-se criar um ambiente seguro e isolado acusticamente para o animal, com janelas e portas fechadas. Mantenha o animal dentro de casa, com um tutor, ofereça brinquedos ou petiscos para distraí-lo e, se necessário, consulte um veterinário sobre a possibilidade de sedativos leves ou florais específicos para reduzir a ansiedade durante períodos de fogos.
Compartilhe essa informação e ajude a conscientizar sobre os perigos dos fogos de artifício para animais.
Fonte: https://g1.globo.com