Brasília sedia marcha histórica de mulheres negras por reparação

 Brasília sedia marcha histórica de mulheres negras por reparação

© Joédson Alves/Agência Brasil

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Brasília se prepara para receber uma significativa manifestação do movimento negro nesta terça-feira (25), reunindo mulheres de todas as regiões do Brasil e de mais de 40 países. A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver marca uma década da mobilização histórica contra o racismo que, em 2015, levou mais de 100 mil mulheres negras às ruas da capital federal.

Um dos símbolos do feminismo negro, Dona Maria dos Santos Soares, de 100 anos, confirmou presença no evento. Ela encara a marcha como uma oportunidade crucial para protestar contra as injustiças que persistem em atingir a população negra. “A emoção agora foi muito mais forte, porque, além do Brasil, inúmeros países, principalmente aqui da América Latina, presentes aqui. Então, eu vejo que a nossa força está se expandindo por todo lado”, declarou Dona Maria, demonstrando esperança na luta por mudanças. “Temos conseguido muito pouco, mas esse movimento me dá esperança que a gente vai conseguir mudar essa realidade cruel que atinge o povo negro.”

Com uma trajetória de militância desde a juventude, Dona Maria enfatiza a importância de continuar a luta para que as mulheres negras conquistem espaços de poder e alcancem maior representatividade na sociedade. “Eu sou muito audaciosa, e eu tenho um espírito político desde pequena. Eu não tinha essa consciência que tenho hoje, conhecimento, mas desde o interior que eu já via algo de errado em relação a negros e brancos. Não só no movimento negro, qualquer coisa que eu vejo que eu não concordo, eu não sei ficar passiva, eu vou falar, eu vou intervir.”

A programação do dia se inicia às 9h, com uma sessão solene no Congresso Nacional. Às 10h, milhares de mulheres marcharão pela Esplanada dos Ministérios, em um ato de força e representatividade. O dia será encerrado com uma audiência às 19h30, na qual representantes da marcha serão recebidas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. A comitiva tem o objetivo de apresentar ao STF a urgência de se enfrentar a política de segurança pública no Brasil, em particular após a recente violência ocorrida na Penha, no Rio de Janeiro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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