Arcebispo de Aparecida prega paz, perdão e diálogo na missa de Ano

 Arcebispo de Aparecida prega paz, perdão e diálogo na missa de Ano

G1

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No primeiro dia do ano, a Basílica de Aparecida foi palco de uma poderosa mensagem de esperança e renovação. O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, conduziu a Missa de Ano Novo com uma homilia centrada na pregação da paz, do perdão e do diálogo. Em meio a um cenário global de tensões, a celebração matinal, realizada no Altar Central do Santuário Nacional, ressoou como um apelo veemente para o fim do ódio e da indiferença. Dom Orlando enfatizou a importância de iniciar o novo ciclo com uma atitude de proximidade a Jesus, carregando alegria e cultivando a palavra divina no coração, afastando-se de qualquer negativismo. Sua mensagem ecoou a necessidade de uma “paz desarmada”, um convite à reflexão sobre um futuro mais harmonioso.

A mensagem de renovação e esperança para o novo ano

O arcebispo Dom Orlando Brandes iniciou sua homilia de Ano Novo na Basílica de Aparecida com um convite à reflexão e à renovação de atitudes. A celebração, realizada no Altar Central do Santuário Nacional, foi marcada por um tom de otimismo e fé, instigando os fiéis a abraçarem o ano que se inicia com um espírito positivo e construtivo. A mensagem central focou na importância de uma vivência intensa da fé e na busca por uma existência plena de alegria e propósito, longe da negatividade e dos problemas cotidianos que muitas vezes obscurecem a visão.

O encontro com Jesus e a alegria contagiante

Durante sua pregação, Dom Orlando Brandes enfatizou a urgência e a proatividade necessárias para um bom início de ano, inspirando-se na agilidade dos pastores ao irem ao encontro de Jesus. “O Evangelho de hoje nos ensina a viver bem o Ano Novo. Ir depressa, como os pastores, ao encontro de Jesus. Isso todo dia, fazer a experiência do encontro com Jesus, mas ir às pressas, disse o Evangelho. A gente não vai se arrastando ao encontro de Jesus”, afirmou o arcebispo.

Ele exortou os presentes a guardarem a Palavra de Deus no coração e na mente, cultivando os afetos e meditando sobre as coisas para evitar a precipitação. A ideia central é que o novo ano não deve ser apenas um período de lamentos e discussões sobre problemas, mas sim uma oportunidade para semear e colher alegria. Dom Orlando ressaltou a inspiração dos pastores que, após seu encontro com o divino, comunicavam essa alegria aos outros, lembrando que “a alegria traz saúde, a alegria traz esperança”. Essa perspectiva convida cada indivíduo a ser um vetor de bem-estar e otimismo em seu ambiente, transformando a realidade ao seu redor por meio de uma postura proativa e espiritualmente enriquecedora.

O clamor por uma paz desarmada e o fim da violência

A mensagem principal da pregação de Dom Orlando Brandes transcendeu o âmbito pessoal, expandindo-se para um veemente apelo global por paz, diálogo, perdão e o fim de todas as formas de conflito. O arcebispo articulou uma visão de “paz desarmada”, ressoando com mensagens históricas de líderes religiosos que clamaram por um mundo livre da beligerância. Sua homilia foi um convite à reflexão profunda sobre as raízes da violência e do ódio, propondo alternativas pautadas na humanidade e na fraternidade.

Diálogo, perdão e justiça como armas da paz

Em um dos momentos mais impactantes da Missa de Ano Novo, Dom Orlando Brandes fez um chamado direto para que “cessem o barulho dos canhões, das armas de guerra. Cessem o ódio, a indiferença e a vingança”. Ele alertou sobre o perigo de permitir que esses sentimentos “roubem a paz” das pessoas e da sociedade. Em um exercício de engajamento com os fiéis, o arcebispo propôs uma série de antíteses, convidando-os a repetir em voz alta princípios que deveriam guiar o ano que se inicia: “Cordialidade sim, vingança não. Amabilidade sim, violência não. Harmonia sim, divisão não. Gentileza sim, grosseria não. Cortesia sim, indiferença não”.

Essa sequência de contrapontos destacou a escolha consciente por virtudes que promovem a convivência pacífica. Reforçando a relevância do tema, Dom Orlando citou a perspectiva de que “o Papa diz, ‘use a arma do diálogo, do perdão, da justiça, da reconciliação e teremos um ano de paz’”. Esta afirmação sublinha a crença de que as ferramentas para construir um futuro mais pacífico não são bélicas, mas sim éticas e morais. O diálogo, com sua capacidade de construir pontes; o perdão, que liberta de ressentimentos passados; a justiça, que busca equidade; e a reconciliação, que restaura relacionamentos rompidos, são apresentados como os verdadeiros pilares para alcançar um ano de genuína e duradoura paz em todas as esferas da vida.

Nossa Senhora Aparecida: a mãe da paz e guia para o ano novo

Ainda durante sua homilia, Dom Orlando Brandes trouxe uma rica analogia, conectando a figura de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, à personificação da Mãe da Paz. Ele convidou os fiéis a caminharem ao lado da santa durante o ano que se inicia, enxergando nela uma guia e um refúgio. A presença de Nossa Senhora no início do ano foi apresentada como um presente da Igreja, um lembrete da riqueza da esperança.

O colo materno e a mão estendida

O arcebispo discorreu sobre o papel materno de Nossa Senhora com sensibilidade, descrevendo-a como a Mãe de Deus que “olha nos olhos dos filhos”, incentivando uma “troca de olhares” de fé e confiança. Ele convidou os presentes a se sentirem no “colo de Nossa Senhora”, mesmo diante das inevitáveis provações que o ano novo pode trazer. Essa imagem do colo materno evoca segurança, acolhimento e proteção em momentos de dificuldade.

Recordando sua própria infância, Dom Orlando narrou a memória de sua mãe segurando sua mão e caminhando juntos por longas distâncias. Ele traçou um paralelo com Nossa Senhora, afirmando que ela “pega na nossa mão, desde o dia primeiro do ano, até o fim do ano”, garantindo uma companhia constante e amorosa. “E claro, irmãos e irmãs, Nossa Senhora Aparecida, a nossa Mãe, ela quer ser a Mãe da Paz”, concluiu o arcebispo, consolidando a imagem da Padroeira como a intercessora e provedora da paz para todos os seus filhos e para a nação. A presença de Nossa Senhora, portanto, é vista não apenas como um conforto espiritual, mas como um motor ativo na busca e manutenção da paz ao longo de todo o ano.

Um chamado à união e esperança para o futuro

A homilia de Dom Orlando Brandes na Missa de Ano Novo em Aparecida se consolidou como um poderoso manifesto pela paz, pelo diálogo e pelo perdão. Mais do que uma simples pregação, foi um convite à ação e à transformação pessoal e coletiva. A ênfase na proximidade com Jesus, na busca pela alegria e na rejeição do ódio e da violência delineia um caminho para um ano mais próspero e harmonioso. Ao convocar os fiéis a abraçarem a “paz desarmada” e a seguirem o exemplo de Nossa Senhora Aparecida como Mãe da Paz, o arcebispo reiterou a importância de cultivar valores cristãos como alicerces para a construção de um futuro de união e esperança.

Perguntas frequentes

Qual foi a principal mensagem do arcebispo Dom Orlando Brandes na Missa de Ano Novo?
A mensagem principal foi um veemente apelo à paz, ao perdão, ao diálogo e ao fim do ódio, da indiferença e da violência. O arcebispo clamou por uma “paz desarmada”, baseada em virtudes como cordialidade, amabilidade e gentileza.

Como Dom Orlando Brandes sugeriu que os fiéis iniciassem o Ano Novo?
Ele sugeriu iniciar o ano com uma atitude proativa de “ir depressa ao encontro de Jesus”, cultivando a Palavra de Deus no coração e na mente, afastando-se da negatividade e comunicando alegria, que, segundo ele, traz saúde e esperança.

Qual a analogia feita com Nossa Senhora Aparecida na homilia?
Dom Orlando Brandes apresentou Nossa Senhora Aparecida como a Mãe da Paz, convidando os fiéis a sentirem-se em seu colo materno e a caminharem com sua mão estendida, buscando nela guia e refúgio para as provações e a promoção da paz ao longo do ano.

O que significa o conceito de “paz desarmada” mencionado pelo arcebispo?
“Paz desarmada” significa o abandono das armas de guerra, do ódio, da indiferença e da vingança. Em vez disso, propõe-se o uso de “armas” como o diálogo, o perdão, a justiça e a reconciliação como os verdadeiros instrumentos para construir um ano de paz.

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Fonte: https://g1.globo.com

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