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Comissão de Educação debate fluxo para diagnóstico neurológico na rede municipal
Reunião discutiu atendimento a crianças com deficiência e criação de grupo de trabalho intersetorial
A Câmara Municipal de Osasco, por meio da Comissão de Educação, Cultura e Esportes, realizou, na manhã desta quinta-feira (13), no Plenário Tiradentes, reunião ordinária para discutir o fluxo para diagnóstico neurológico de crianças da rede municipal. O encontro reuniu representantes das secretarias municipais de Educação e Saúde e da Comissão de Gestores da Educação.
Presidida pelo vereador Guilherme Prado (PRD), a reunião contou com a participação dos vereadores Délbio Teruel (União); Elania Silva (PSD) e Laércio Mendonça (PDT); de Gabriel Saúde (Agir), que é presidente da Comissão de Saúde e Assistência Social; e de integrantes da Comissão de Educação.
A discussão foi motivada por relatos da Comissão de Gestores sobre a demora na obtenção de laudos neurológicos, situação que pode interferir no desenvolvimento pedagógico e no atendimento adequado aos alunos, além de gerar impactos para as famílias e os profissionais da Educação.
Alessandra Guetti, da Comissão de Gestores, destacou que, somente no CEU Saramago, há 138 alunos com deficiência que possuem laudo. Segundo ela, o transtorno do espectro autista (TEA) é um dos principais desafios para a Educação, devido à diversidade de comportamentos e necessidades dos estudantes.
A educadora também relatou o aumento de afastamentos e de casos de burnout entre profissionais da Educação, além da judicialização de questões relacionadas ao atendimento de alunos com transtornos. “Temos muitos casos de famílias em que um dos membros para de trabalhar para se dedicar aos cuidados com essas crianças e isso faz com que o rendimento familiar caia, provocando problemas para as famílias”, afirmou.
Gisleine de Cássia Soares Vianni, gerente do Atendimento Educacional Especializado, criticou laudos médicos que, além do diagnóstico, determinam procedimentos a serem adotados pelas escolas. “Ao médico compete o diagnóstico, a prescrição terapêutica e os medicamentos, mas há muitos laudos que chegam para nós determinando o que a escola precisa fazer e até quantas horas a criança deve ficar na escola”, disse.
O secretário de Educação, José Toste, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as secretarias. Segundo ele, a rede municipal possui cerca de 3.500 crianças com laudo. “A Educação sozinha não consegue resolver todas as questões. Precisamos de parcerias para encontrar soluções para essas situações”, afirmou.
Representando a Secretaria de Saúde, a diretora da Atenção Secundária, Vanderleia Abreu, informou que as filas para atendimento neurológico infantil estão praticamente zeradas, mas destacou a necessidade de ampliar os espaços destinados à realização de terapias.
Ao final da reunião, os participantes defenderam a criação de um grupo de trabalho com representantes de diferentes secretarias e órgãos, incluindo Governo, Assistência Social e Conselho Tutelar. O vereador Guilherme Prado afirmou que a Câmara pretende contribuir para a formação do grupo.
“Vamos trabalhar intensamente para ajudar o sistema de ensino. Precisamos entender e buscar soluções que beneficiem as crianças e os profissionais da Educação”, declarou Prado.