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Vencer Messi em seu último tango valorizou ainda mais o título da Espanha
Foto: Facebook / Selección Española de Fútbol (SeFutbol)
Por Jairo Giovenardi – @jairogiovenardi
A Copa do Mundo terminou com o merecido título da Espanha, agora bicampeã mundial, assim como França e Uruguai. Mas também teria sido especial ver o tetra argentino no último tango de Lionel Messi, o maior gênio dessa geração e, simplesmente, um dos maiores jogadores de todos os tempos.
Aos 39 anos, Messi fez mais uma grande Copa do Mundo. Conduziu a Argentina pela terceira vez a uma final de Mundial. Foi campeão em 2022, no Catar, e encerrou sua trajetória em Copas com dois vice-campeonatos, ambos após derrotas por 1 a 0 na prorrogação: para a Alemanha, em 2014, no Brasil, e agora para a Espanha, nos Estados Unidos.
A Argentina jogou com garra durante toda a competição e mostrou que venderia caro qualquer derrota, como aconteceu na decisão. Por isso, as lágrimas de Messi ao receber a medalha de vice-campeão valorizam ainda mais a conquista espanhola e também doem na minha alma, porque sempre fui um grande admirador do camisa 10 da Scaloneta.
O bicampeonato da Fúria, que havia levantado a taça pela primeira vez na África do Sul, em 2010, coroa o trabalho coletivo do técnico Luis de la Fuente e de uma geração talentosíssima, formada por jogadores como Rodri, eleito o melhor da Copa, Oyarzabal, Dani Olmo, Ferran Torres, Pedri e Cubarsí, entre outros. A equipe ainda se isolou como dona da maior sequência invicta da história das seleções nacionais, com 38 partidas sem perder.
Depois de uma semifinal praticamente perfeita diante da França, uma das grandes favoritas, a Espanha encarou a final da mesma maneira: buscando o gol a todo momento, impondo seu estilo de jogo e fazendo por merecer o título, mesmo que ele só tenha sido confirmado na prorrogação.
Vejo uma seleção espanhola pronta para lutar pelo tricampeonato em 2030, ano em que o Brasil voltará a perseguir o sonho do hexacampeonato e em que, infelizmente, já não deveremos ter o privilégio de ver Messi desfilar pelos gramados de uma Copa do Mundo.
Conquistar um Mundial já é algo extraordinário. Mas fazê-lo justamente na despedida de um craque que representa tanto para a história do futebol torna esse título ainda mais valioso.
Parabéns, Espanha!
A minha Seleção da Copa
Ao longo do Mundial, acompanhei jogadores que brilharam intensamente e outros que ficaram abaixo das expectativas. Sendo assim, esta é a minha Seleção da Copa do Mundo de 2026:
Pickford (Inglaterra); Pedro Porro (Espanha), Cubarsí (Espanha), Cuti Romero (Argentina) e Cucurella (Espanha); Rodri (Espanha), Declan Rice (Inglaterra) e Jude Bellingham (Inglaterra); Messi (Argentina); Mbappé (França) e Haaland (Noruega). Técnico: Lionel Scaloni (Argentina).
Quem é o Jairo?
Jairo Giovenardi é jornalista. Foi assessor de imprensa do Palmeiras, produtor do Bandsports, repórter dos jornais Lance e Folha Universitária e das rádios ABC e Trianon. Atualmente é CEO da JGCOM, empresa especializada em Comunicação e comanda o Podcast “Bora Saber +”.