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Mês do Trabalhador: a íntima história de Osasco com a classe operária
Creditos: Robson Cotait
Osasco carrega em sua essência o significado do trabalho. Não por acaso, somos reconhecidos como a “cidade-trabalho”, construída por mãos que vieram de diferentes lugares, mas que encontraram aqui oportunidades, dignidade e futuro. Nossa história é marcada pelo empreendedorismo, pela indústria e, mais recentemente, pela força dos setores de comércio e serviços, que consolidam o município como um dos principais polos econômicos do país.
Hoje, como vereadora da segunda maior economia do Estado de São Paulo, e presidente da Frente Parlamentar de Geração de Emprego e Renda Retoma Trabalho, tenho a responsabilidade de olhar para o presente sem perder de vista o caminho que nos trouxe até aqui.
Os números reforçam aquilo que sentimos no dia a dia. Osasco é o 2º maior PIB do Estado de São Paulo e figura entre as maiores economias do Brasil. Mais do que riqueza, isso representa oportunidades: em 2024, o município registrou cerca de 322 mil empregos formais, com crescimento superior a 4% em relação ao ano anterior.
Esse dinamismo é fruto de uma trajetória construída desde o final do século XIX, quando o imigrante italiano Antonio Agu impulsionou o desenvolvimento industrial local. Com o passar das décadas, Osasco se transformou, diversificou sua economia e hoje abriga grandes empresas, centros comerciais e um dos maiores polos de serviços da região metropolitana.
Mas o dado mais importante não é apenas o crescimento — é a capacidade de inclusão. Cada vaga de emprego gerada significa mais dignidade, mais renda e mais qualidade de vida para as famílias osasquenses.
No mês do Trabalhador, celebrado em maio, é fundamental lembrar que o 1º de maio não surgiu por acaso. Ele é fruto de uma longa história de mobilização dos trabalhadores ao redor do mundo por melhores condições de trabalho, jornada justa e direitos básicos.
No Brasil, o Dia do Trabalho foi oficializado em 1925, mas já vinha sendo marcado por importantes movimentos, como a greve geral de 1917, que reuniu milhares de trabalhadores em defesa de direitos.
Em Osasco, essa história ganha contornos ainda mais fortes. Nossa cidade foi palco de um dos movimentos mais emblemáticos da luta operária durante a ditadura militar: a Greve de 1968, quando trabalhadores se organizaram para reivindicar melhores condições e resistir à retirada de direitos.
Esses episódios não são apenas lembranças, são fundamentos que sustentam as políticas públicas que defendemos hoje.
Como presidente da Frente Parlamentar de Geração de Emprego e Renda, entendo que nosso papel é conectar passado, presente e futuro. Precisamos honrar a história da classe trabalhadora, mas também inovar para enfrentar os desafios contemporâneos.
Isso significa investir em qualificação profissional, apoiar o empreendedorismo, fortalecer o comércio local e criar políticas públicas que ampliem o acesso ao mercado de trabalho, especialmente para jovens, mulheres e trabalhadores em situação de vulnerabilidade.
Osasco já demonstrou que sabe crescer. Agora, nosso desafio é garantir que esse crescimento seja cada vez mais inclusivo e sustentável.
Celebrar o Dia do Trabalho em Osasco é reconhecer que nossa cidade foi construída pelo esforço coletivo de gerações. É reafirmar o valor do trabalho como instrumento de transformação social e desenvolvimento.
Seguiremos trabalhando com responsabilidade, compromisso e visão para que cada osasquense tenha acesso a oportunidades reais e para que nossa cidade continue sendo referência não apenas em riqueza, mas em justiça social.
Porque, mais do que uma cidade de trabalho, Osasco é uma cidade de gente que luta, constrói e transforma.