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	<title>células &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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	<title>células &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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		<title>Butantan sela parceria global por terapia CAR-T contra câncer no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 16:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[São Paulo / Mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto Butantan, uma das mais renomadas instituições de pesquisa biomédica do Brasil, anunciou um acordo de licenciamento de tecnologia que promete revolucionar o tratamento de cânceres hematológicos no país. A parceria internacional com a biofarmacêutica chinesa IASO Bio visa ao desenvolvimento local de uma avançada terapia CAR-T (células T com receptor quimérico de antígeno) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Instituto Butantan, uma das mais renomadas instituições de pesquisa biomédica do Brasil, anunciou um acordo de licenciamento de tecnologia que promete revolucionar o tratamento de cânceres hematológicos no país. A parceria internacional com a biofarmacêutica chinesa IASO Bio visa ao desenvolvimento local de uma avançada terapia CAR-T (células T com receptor quimérico de antígeno) para doenças como leucemia e linfoma. Este tratamento inovador utiliza as células do sistema imunológico do próprio paciente, geneticamente modificadas, para combater diretamente as células cancerosas. A iniciativa, que prevê a produção no Núcleo de Terapias Avançadas de São Paulo (Nutera-SP), coordenado pelo Butantan, representa um marco significativo para a ciência brasileira e para a saúde pública, com o potencial de reduzir drasticamente os custos e ampliar o acesso a uma tecnologia de ponta, hoje restrita à rede privada e com valores proibitivos.</p>
<p> Butantan e IASO Bio: uma aliança estratégica global</p>
<p>O acordo firmado entre o Instituto Butantan e a IASO Bio estabelece um licenciamento de tecnologia crucial para o avanço da medicina no Brasil. A biofarmacêutica chinesa, fundada em 2017, é uma especialista global no desenvolvimento de Medicamentos de Terapia Avançada, com foco em terapias celulares e produtos biológicos para malignidades hematológicas e doenças autoimunes. Esta colaboração permitirá que a complexa tecnologia da terapia CAR-T seja desenvolvida e produzida integralmente no Brasil, especificamente no Nutera-SP.</p>
<p>O Núcleo de Terapias Avançadas de São Paulo, uma estrutura de ponta coordenada pelo Butantan, já possui a infraestrutura e os equipamentos específicos necessários para a manipulação de células e o desenvolvimento de terapias celulares avançadas. Atualmente, a unidade já está engajada em outra pesquisa e produção de terapia CAR-T, em parceria com o Hemocentro de Ribeirão Preto, para tratar outras condições hematológicas. A nova parceria expande significativamente o portfólio de pesquisas do Butantan e fortalece sua capacidade de resposta às necessidades de saúde pública. Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, enfatiza a relevância do acordo: “Este tratamento revolucionou o combate a doenças do sangue, mas seu acesso ainda é um desafio. A nova parceria permite que o Instituto Butantan, uma instituição pública, amplie seu portfólio para atender às necessidades da saúde pública brasileira, expandindo o acesso a tecnologias de ponta”.</p>
<p> Tecnologia CAR-T: a esperança para cânceres do sangue</p>
<p>A terapia CAR-T representa um dos mais promissores avanços na oncologia, particularmente no tratamento de cânceres hematológicos. Originada de mais de 60 anos de estudos e desenvolvida nos Estados Unidos a partir de 2010, essa tecnologia consiste na modificação genética de linfócitos T, que são células de defesa do sistema imunológico do paciente.</p>
<p>O processo inicia-se com a coleta do sangue do paciente, de onde os linfócitos T são isolados. Em laboratório, esses linfócitos são geneticamente modificados para expressar um &#8220;receptor quimérico de antígeno&#8221; (CAR) em sua superfície. Este receptor permite que as células T modificadas (agora chamadas CAR-T) identifiquem e ataquem especificamente as células tumorais, agindo como &#8220;soldados&#8221; treinados para combater o câncer de forma direcionada, sem afetar as células saudáveis ao redor. Após a modificação e expansão em laboratório, as células CAR-T são infundidas de volta no paciente, onde proliferam e atuam na erradicação da doença. Essa abordagem personalizada e altamente eficaz tem demonstrado resultados notáveis em pacientes com tipos específicos de leucemia e linfoma, oferecendo uma nova esperança para aqueles que não respondem aos tratamentos convencionais.</p>
<p> Acesso e custo: a revolução da terapia no SUS</p>
<p>Atualmente, o custo da terapia CAR-T no mercado internacional pode girar em torno de US$ 500 mil, o equivalente a R$ 2,6 milhões por paciente, tornando-a inacessível para a vasta maioria da população brasileira. No Brasil, essa terapia está disponível exclusivamente na rede privada, limitando severamente seu alcance. A produção local dessa tecnologia por uma instituição pública como o Butantan é um divisor de águas, pois permite uma significativa redução de custos, abrindo caminho para sua potencial incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>A possibilidade de ter uma terapia tão avançada disponível no SUS transformaria a vida de milhares de pacientes que hoje não têm acesso a esse tratamento vital. Vanderson Rocha, coordenador do Nutera-SP e professor titular de Hematologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), destaca a importância histórica do projeto: “No futuro, a terapia poderá ampliar as possibilidades de tratamento para os pacientes atendidos pelo SUS que já não respondem às terapias convencionais”. A visão de Jinhua Zhang, fundador e CEO da IASO Bio, alinha-se a essa perspectiva: “Esta parceria com o Butantan é um marco fundamental na estratégia global da IASO Bio para levar nossas terapias celulares inovadoras aos pacientes na América Latina. Ao combinarmos nossa tecnologia proprietária de terapia celular com as excepcionais capacidades de desenvolvimento e produção do Instituto Butantan, temos uma oportunidade única de reduzir significativamente os custos e tornar este tratamento acessível a muito mais pacientes no Brasil por meio do sistema público de saúde”. Essa sinergia entre conhecimento técnico e compromisso público tem o potencial de democratizar o acesso a uma das mais avançadas terapias oncológicas do mundo.</p>
<p> O papel da IASO Bio e o futuro da inovação</p>
<p>A IASO Bio, parceira estratégica do Instituto Butantan, é uma biofarmacêutica de destaque global no setor de Medicamentos de Terapia Avançada. Fundada em 2017, a empresa se especializou no desenvolvimento de terapias celulares e produtos biológicos, com um foco particular em malignidades hematológicas e doenças autoimunes. Sua expertise abrange todo o ciclo de vida do produto, desde a descoberta e desenvolvimento inicial até a fabricação e eventual comercialização, sustentada por plataformas tecnológicas robustas e inovadoras.</p>
<p>A colaboração com o Butantan é vista pela IASO Bio como um passo crucial em sua estratégia de expansão global, mirando especificamente a América Latina. Ao unir suas tecnologias proprietárias de terapia celular com a capacidade de pesquisa, desenvolvimento e produção do Butantan, a empresa busca não apenas introduzir tratamentos de ponta na região, mas também garantir que esses tratamentos sejam acessíveis. A intenção de reduzir custos e facilitar a incorporação ao sistema público de saúde no Brasil demonstra um alinhamento com a missão de impacto social, transformando a IASO Bio em um parceiro estratégico fundamental para o avanço da saúde pública brasileira.</p>
<p> O pioneirismo do Butantan em terapias avançadas</p>
<p>O Instituto Butantan não é um novato no campo das terapias celulares avançadas. Desde 2022, a instituição tem trabalhado ativamente com a tecnologia de células CAR-T. Este envolvimento inicial foi impulsionado por uma parceria estratégica com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e o Hemocentro de Ribeirão Preto. Essa colaboração resultou na inauguração de dois núcleos de terapia celular, um em São Paulo e outro em Ribeirão Preto, solidificando o Brasil como um polo de pesquisa e desenvolvimento nessa área.</p>
<p>A terapia desenvolvida inicialmente por esta parceria, e que está em estágios avançados de teste, é específica para o tratamento de leucemia linfoide aguda de células B e linfoma não-Hodgkin de células B. Esta tecnologia foi concebida e aperfeiçoada no Centro de Terapia Celular da FMRP-USP, demonstrando a capacidade nacional de inovação. A experiência adquirida com este projeto prévio é inestimável para a nova parceria com a IASO Bio, pois o Butantan já possui o conhecimento técnico, a infraestrutura e a equipe capacitada para desenvolver e produzir terapias CAR-T com padrões de excelência internacional.</p>
<p> Testes clínicos e a esperança para pacientes refratários</p>
<p>O trabalho do Butantan e seus parceiros na área de terapia CAR-T tem progredido significativamente. A terapia desenvolvida localmente, antes desta nova parceria com a IASO Bio, começou a ser testada em pacientes brasileiros já em 2019. Esses ensaios clínicos focaram em indivíduos que não responderam aos tratamentos convencionais, representando um grupo de pacientes com poucas alternativas terapêuticas. Os resultados iniciais foram encorajadores, com a terapia demonstrando uma notável eficácia de 80% na redução de tumores.</p>
<p>Em 2024, este produto avançou para a etapa de ensaio clínico fase 1/2, um passo crucial para a aprovação e disponibilização mais ampla. Esta fase busca confirmar a segurança e a eficácia da terapia em um número maior de pacientes, refinando os protocolos de tratamento. O sucesso nesses testes representa uma luz no fim do túnel para pacientes refratários, aqueles cujas doenças não respondem a quimioterapia, radioterapia ou outras abordagens. A experiência consolidada do Butantan com esses testes clínicos e os resultados positivos obtidos até agora reforçam a competência da instituição para levar a cabo a nova parceria com a IASO Bio, acelerando o desenvolvimento e a eventual disponibilização de mais terapias CAR-T para a população.</p>
<p> Conclusão</p>
<p>A parceria entre o Instituto Butantan e a biofarmacêutica chinesa IASO Bio para o desenvolvimento local da terapia CAR-T contra cânceres hematológicos é um avanço de proporções históricas para a saúde brasileira. Ao permitir a produção de uma tecnologia de ponta no país, por uma instituição pública, este acordo promete não apenas baratear o tratamento, mas também pavimentar o caminho para sua inclusão no Sistema Único de Saúde. Isso significa democratizar o acesso a uma terapia que pode salvar vidas, oferecendo esperança a milhares de pacientes que hoje se veem sem alternativas. O Butantan reafirma seu papel crucial como motor de inovação e equidade em saúde, utilizando sua expertise para enfrentar desafios complexos e melhorar a qualidade de vida da população. Este é um testemunho do compromisso do Brasil com a ciência e com o bem-estar de seus cidadãos, consolidando o país como um polo de excelência em terapias avançadas.</p>
<p> Perguntas frequentes sobre a terapia CAR-T e a parceria</p>
<p> O que é a terapia CAR-T e como ela funciona?<br />
A terapia CAR-T é um tratamento inovador para certos tipos de câncer, especialmente os hematológicos. Ela envolve a coleta das células de defesa (linfócitos T) do próprio paciente, que são então geneticamente modificadas em laboratório para expressar um receptor (CAR). Essas células CAR-T são capazes de reconhecer e atacar especificamente as células cancerosas do paciente, sendo reinfundidas no organismo para combater a doença de forma personalizada.</p>
<p> Quais doenças serão tratadas com esta nova terapia proveniente da parceria?<br />
A nova terapia CAR-T desenvolvida pela parceria entre o Instituto Butantan e a IASO Bio será destinada ao tratamento de doenças hematológicas, como cânceres de sangue, incluindo leucemias e linfomas que já são os alvos de terapias CAR-T existentes. Os alvos específicos para esta nova terapia serão detalhados à medida que os estudos clínicos avançarem.</p>
<p> Qual a importância desta parceria para o Sistema Único de Saúde (SUS)?<br />
A produção local da terapia CAR-T por uma instituição pública como o Instituto Butantan é fundamental para o SUS. Atualmente, o tratamento é extremamente caro e restrito à rede privada. A fabricação nacional visa reduzir drasticamente os custos, tornando a terapia potencialmente acessível para pacientes do SUS que não respondem aos tratamentos convencionais, democratizando o acesso a uma inovação médica vital.</p>
<p> Quando a terapia CAR-T da parceria estará disponível para o público no SUS?<br />
A terapia está atualmente em fase de desenvolvimento e passará por etapas rigorosas de ensaios clínicos para garantir sua segurança e eficácia. Após a conclusão bem-sucedida desses ensaios e a aprovação pelas autoridades regulatórias brasileiras, haverá a possibilidade de incorporação ao SUS. Não há uma data exata definida, mas a parceria visa acelerar esse processo para que a terapia chegue aos pacientes o mais breve possível.</p>
<p>Para se manter atualizado sobre os progressos dessa e de outras iniciativas que transformam a saúde pública brasileira, acompanhe as notícias e os desenvolvimentos do Instituto Butantan.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://www.agenciasp.sp.gov.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.agenciasp.sp.gov.br</a></em></p>
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		<title>Imunidade: a defesa complexa do corpo contra vírus e bactérias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2026 11:47:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A imunidade representa a capacidade extraordinária do corpo humano de se defender contra uma miríade de ameaças invisíveis que nos cercam diariamente. Este sistema de proteção intrincado é fundamental para a sobrevivência, atuando como um escudo contra patógenos como vírus, bactérias, fungos e até mesmo células cancerígenas que surgem internamente. Longe de ser uma entidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A imunidade representa a capacidade extraordinária do corpo humano de se defender contra uma miríade de ameaças invisíveis que nos cercam diariamente. Este sistema de proteção intrincado é fundamental para a sobrevivência, atuando como um escudo contra patógenos como vírus, bactérias, fungos e até mesmo células cancerígenas que surgem internamente. Longe de ser uma entidade única, a imunidade é um conjunto harmonioso de processos e componentes que trabalham em conjunto para identificar e neutralizar invasores. Compreender os mecanismos subjacentes a essa defesa intrínseca é crucial para apreciar a resiliência do organismo e a importância das estratégias de saúde pública e individual. Desde as primeiras barreiras físicas até a sofisticação da memória de longo prazo, o sistema imune é uma orquestra biológica que se adapta e reage, protegendo o organismo de forma contínua e muitas vezes silenciosa, mas sempre eficiente, garantindo o bem-estar e a longevidade humanas.</p>
<p> As duas frentes da imunidade: inata e adaptativa</p>
<p>A complexidade da defesa orgânica reside na sua divisão em dois pilares fundamentais: a imunidade inata e a imunidade adaptativa. Cada uma delas possui características e mecanismos distintos, mas que se complementam para formar uma rede de proteção robusta e multifacetada contra uma vasta gama de ameaças biológicas.</p>
<p> A linha de frente imediata: imunidade inata</p>
<p>A imunidade inata, também conhecida como imunidade natural, é a primeira e mais rápida resposta do corpo a qualquer invasor. Presente desde o nascimento, essa defesa é inespecífica, o que significa que ela reage de forma padronizada a diferentes tipos de patógenos, sem distinção detalhada. Sua ação é imediata, desencadeada segundos ou minutos após o contato inicial com um microrganismo ou substância estranha.</p>
<p>Diversos tipos de células atuam nessa linha de frente. Monócitos, macrófagos e neutrófilos são fagócitos, células que literalmente &#8220;engolem&#8221; e digerem os invasores. As células Natural Killers (NK) especializam-se em destruir células infectadas por vírus ou células tumorais. As células dendríticas, por sua vez, são cruciais para apresentar fragmentos de patógenos (antígenos) às células da imunidade adaptativa, servindo como uma ponte entre os dois sistemas. Todas essas células possuem receptores em suas superfícies que conseguem identificar padrões moleculares comuns a muitos patógenos e sinais de dano tecidual.</p>
<p>Ao detectar uma ameaça, as células da imunidade inata liberam uma grande quantidade de citocinas pró-inflamatórias. Estas moléculas atuam como mensageiros químicos, intensificando a resposta inflamatória local – o que pode se manifestar como calor, vermelhidão e inchaço – e recrutando mais células de defesa para o local da infecção, ajudando a eliminar o microrganismo de forma eficaz. Além da destruição direta, a capacidade de apresentar antígenos é vital para o desenvolvimento de uma resposta mais específica e duradoura.</p>
<p> A defesa especializada e com memória: imunidade adaptativa</p>
<p>Enquanto a imunidade inata oferece uma resposta generalista e rápida, a imunidade adaptativa, ou adquirida, entra em ação para fornecer uma defesa altamente específica e com &#8220;memória&#8221;. Este sistema é mais sofisticado e exclusivo dos vertebrados, incluindo peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, como os humanos.</p>
<p>O principal componente da imunidade adaptativa são os linfócitos, divididos em dois tipos cruciais: linfócitos T e linfócitos B. Quando o corpo é exposto a um antígeno – um fragmento de patógeno que as células da imunidade inata apresentaram –, esses linfócitos aprendem a reconhecê-lo. Este processo os prepara para combater o mesmo patógeno de forma muito mais rápida e eficaz em exposições futuras, um fenômeno conhecido como memória imunológica.</p>
<p>Os linfócitos T desempenham um papel central na destruição de células do próprio corpo que foram infectadas por vírus ou que se tornaram cancerígenas. Eles agem diretamente, identificando e eliminando essas células comprometidas. Já os linfócitos B são os grandes produtores de anticorpos, proteínas especializadas que se ligam especificamente aos antígenos circulantes (vírus, bactérias, toxinas) para neutralizá-los ou marcá-los para destruição por outras células do sistema imune. A capacidade de gerar essa memória imunológica é o que torna a vacinação tão eficaz.</p>
<p> Vacinas: como a ciência potencializa a imunidade</p>
<p>A imunidade não se desenvolve apenas através de infecções naturais. A ciência moderna encontrou uma maneira de treinar o sistema imune para reconhecer e combater patógenos sem a necessidade de uma doença real: as vacinas. Elas representam uma das maiores conquistas da medicina, salvando milhões de vidas anualmente.</p>
<p> O mecanismo dos imunizantes: simulando a ameaça</p>
<p>O princípio por trás das vacinas é engenhoso: elas simulam a presença de um invasor, apresentando antígenos ao sistema imune sem provocar uma infecção de fato. Em vez de causar a doença, o imunizante induz uma resposta imunológica, levando o corpo a produzir linfócitos T e B específicos e anticorpos contra aquele patógeno. Dessa forma, quando o organismo entra em contato real com o microrganismo, ele já possui as &#8220;armas&#8221; necessárias – a memória imunológica – para se proteger de forma rápida e eficiente, impedindo ou atenuando a doença.</p>
<p>Essa simulação é crucial. Uma infecção natural pode ser grave ou até fatal, enquanto a vacina oferece um meio seguro de adquirir proteção. As vacinas podem conter vírus atenuados, inativados, fragmentos do patógeno, toxinas inativadas ou até mesmo material genético que instrui as células a produzir o antígeno.</p>
<p> Estratégias de aplicação e desafios</p>
<p>A maioria das vacinas é administrada por via injetável, geralmente no braço. Essa escolha não é aleatória; a camada superficial da pele é rica em células do sistema imune inato, como as células dendríticas, que são excelentes em reconhecer e apresentar antígenos. Essa concentração de células imunes garante que o &#8220;treinamento&#8221; seja eficiente e que a resposta adaptativa seja devidamente iniciada.</p>
<p>As mucosas, como as da boca e do nariz, também possuem uma grande quantidade de células imunológicas. Essas regiões são as principais portas de entrada para microrganismos e, por isso, necessitam de uma camada extra de proteção. Essa característica levou ao desenvolvimento de imunizantes de aplicação oral, como a tradicional &#8220;gotinha&#8221; contra a poliomielite. No entanto, a administração oral apresenta desafios consideráveis. O antígeno da vacina pode ser degradado por barreiras como a acidez do estômago antes de ser absorvido. A pesquisa científica, contudo, tem avançado com tecnologias como nanopartículas, que &#8220;encapsulam&#8221; e protegem o antígeno, garantindo que ele chegue intacto ao seu destino.</p>
<p>Mais recentemente, vacinas de aplicação intranasal também têm sido desenvolvidas, como alguns imunizantes contra a Covid-19 aprovados em 2023 na Índia. Essa via de administração tem o potencial de gerar uma imunidade local nas vias respiratórias, local de infecção primária para muitos patógenos.</p>
<p> A proteção contínua e o futuro da imunização</p>
<p>As vacinas são inegavelmente uma das maiores aliadas da saúde pública. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação previne anualmente entre 3,5 milhões e 5 milhões de mortes em todo o mundo por doenças como difteria, tétano, coqueluche, gripe e sarampo. Doenças que antes eram flagelos da humanidade, como a varíola, foram completamente erradicadas graças aos esforços globais de imunização.</p>
<p>Manter a carteira de vacinação atualizada é a forma mais eficaz e segura de proteger-se contra enfermidades graves e de contribuir para a saúde coletiva, gerando a chamada imunidade de rebanho. A ciência continua a explorar novas abordagens e tecnologias para aprimorar as vacinas existentes e desenvolver imunizantes para doenças que ainda carecem de prevenção eficaz. A pesquisa em imunologia é um campo dinâmico, sempre buscando fortalecer nossa defesa inata e adaptativa contra os desafios biológicos que surgem.</p>
<p> Perguntas frequentes (FAQ)</p>
<p> Qual a principal diferença entre imunidade inata e adaptativa?<br />
A imunidade inata é a primeira linha de defesa, atuando de forma imediata e inespecífica contra qualquer invasor. Já a imunidade adaptativa é mais lenta para se iniciar, mas oferece uma resposta altamente específica e desenvolve memória imunológica, permitindo reações mais rápidas e eficazes em futuras exposições ao mesmo patógeno.</p>
<p> Como as vacinas conseguem proteger o corpo sem causar a doença?<br />
As vacinas funcionam apresentando ao sistema imune antígenos do patógeno – partes ou versões enfraquecidas do microrganismo – que são suficientes para &#8220;treinar&#8221; o corpo a reconhecê-lo e a produzir anticorpos e linfócitos específicos. Contudo, esses antígenos não são capazes de causar a doença real, apenas simulam a ameaça para que o corpo crie sua memória imunológica de forma segura.</p>
<p> Por que algumas vacinas são administradas pela boca ou nariz?<br />
A administração de vacinas por vias como a oral ou intranasal visa estimular a imunidade nas mucosas, que são as principais portas de entrada para muitos patógenos. Embora existam desafios para garantir que o antígeno não seja degradado (como no estômago para vacinas orais), essa abordagem pode gerar uma proteção local robusta e é particularmente útil para doenças que afetam essas regiões primariamente, como a poliomielite ou certas infecções respiratórias.</p>
<p>Consulte o calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde e converse com um profissional de saúde para garantir que sua carteira de vacinação esteja sempre em dia. Proteja-se e proteja a todos!</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://www.agenciasp.sp.gov.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.agenciasp.sp.gov.br</a></em></p>
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		<title>Própolis verde revela potencial promissor contra Alzheimer e Parkinson, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 14:01:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma pesquisa pioneira da Universidade de São Paulo (USP) acende uma nova esperança no combate a doenças neurodegenerativas, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo, conduzido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), revelou que a própolis verde, uma resina natural produzida por abelhas, possui compostos com notável potencial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pesquisa pioneira da Universidade de São Paulo (USP) acende uma nova esperança no combate a doenças neurodegenerativas, que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. O estudo, conduzido na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), revelou que a própolis verde, uma resina natural produzida por abelhas, possui compostos com notável potencial de atuação contra males devastadores como o Alzheimer e o Parkinson. Os testes iniciais, realizados em laboratório e cujos resultados foram publicados em um artigo científico na prestigiada revista Chemistry &amp; Biodiversity, indicam que essa substância milenar pode oferecer proteção vital às células nervosas. Essa descoberta inovadora não apenas abre caminhos para o desenvolvimento de terapias futuras, mas também sublinha a riqueza da biodiversidade brasileira e a capacidade das abelhas na criação de compostos com profundo impacto na saúde humana.</p>
<p> Própolis verde: um escudo para neurônios</p>
<p>A essência da descoberta reside na capacidade de determinados compostos da própolis verde em proteger as células nervosas contra danos e a subsequente morte celular, um processo comum e devastador em doenças neurodegenerativas. Cientistas identificaram que esses componentes são capazes de inibir os mecanismos associados à degeneração neurológica, que incluem a perda progressiva de neurônios, fator comum tanto no Alzheimer quanto no Parkinson. Os achados sugerem que a própolis verde age como um verdadeiro escudo para a integridade neural, oferecendo uma perspectiva otimista para a prevenção e tratamento dessas condições.</p>
<p> Compostos bioativos e a proteção celular</p>
<p>O estudo aprofundou-se na extração e análise de compostos específicos da própolis verde, destacando-se a artepelina C e a bacarina. Observou-se que essas substâncias demonstraram a capacidade de estimular os neurônios a se diferenciarem, aprimorarem suas conexões e, crucialmente, a evitarem a perda celular. Em termos mais acessíveis, os componentes da própolis verde auxiliam as células cerebrais a mitigar os processos que causam danos, a manterem seu funcionamento de forma mais eficaz e a ativarem mecanismos naturais de adaptação. Isso se traduz em células mais resistentes, capazes de se reorganizar e de formar novas conexões, um feito notável em face das enfermidades que causam sua degradação.</p>
<p>Os testes foram realizados in vitro com células nervosas cultivadas em laboratório, o que permitiu aos pesquisadores observar diretamente os efeitos promissores das propriedades bioativas da própolis verde. O farmacêutico Gabriel Rocha Caldas, autor principal do estudo e fruto de sua pesquisa de doutorado, explicou a ação demonstrada pelos compostos: &#8220;Essas doenças têm em comum a perda progressiva de neurônios. Os compostos presentes na própolis verde mostraram potencial para ajudar na proteção das células do cérebro e em processos ligados à regeneração e adaptação dos neurônios&#8221;, afirmou. Os resultados são um forte indício do potencial dessa substância como fonte natural de ativos com atividade biológica relevante para a saúde do sistema nervoso, pavimentando o caminho para o desenvolvimento de futuras terapias.</p>
<p> A singularidade da própolis verde brasileira</p>
<p>A própolis, em sua forma mais conhecida, é uma substância resinosa coletada pelas abelhas de diversas fontes botânicas para proteger e higienizar suas colmeias. É mundialmente reconhecida por suas propriedades antissépticas, anti-inflamatórias, antifúngicas, antioxidantes e por atuar como um antibiótico natural. No entanto, a própolis verde distingue-se das demais variedades, como a própolis marrom (polifloral), por sua origem botânica específica, que lhe confere um perfil químico único e de grande interesse para a ciência.</p>
<p> Da abelha ao alecrim-do-campo: a origem de um supercomposto</p>
<p>O diferencial da própolis verde reside no fato de que as abelhas responsáveis por sua produção coletam a resina predominantemente de uma única planta: o alecrim-do-campo (cientificamente conhecido como Baccharis dracunculifolia), uma espécie abundante no Brasil. Essa especificidade botânica resulta em uma composição química particular, rica em substâncias como a já mencionada artepelina C e bacarina, que não são encontradas em outras variedades de própolis ou são encontradas em concentrações muito menores.</p>
<p>As abelhas utilizam a própolis como um mecanismo de defesa e higiene da colmeia, vedando frestas contra intempéries, reforçando a estrutura interna e até embalsamando invasores mortos para impedir sua decomposição. A escolha da própolis verde para a pesquisa não foi aleatória. Gabriel Rocha Caldas destacou a motivação principal: &#8220;A motivação principal foi o fato de a própolis verde ser um produto tipicamente brasileiro, muito rico em substâncias naturais e já conhecido por apresentar ações antioxidantes e anti-inflamatórias. Já existiam estudos mostrando que alguns compostos da própolis tinham potencial para proteger células; com isso, nosso objetivo foi investigar se esses compostos poderiam atuar diretamente em células do sistema nervoso.&#8221; Essa particularidade da própolis verde brasileira é o que a coloca no centro das atenções da comunidade científica global.</p>
<p> Próximos passos e a esperança para o futuro</p>
<p>Os resultados promissores do estudo da USP representam um avanço significativo na compreensão do potencial da própolis verde contra doenças neurodegenerativas. Contudo, é fundamental ressaltar que, para que os compostos específicos da própolis verde possam ser efetivamente utilizados como medicamentos para fins neurológicos, ainda são necessários estudos mais aprofundados. O cientista Gabriel Caldas enfatiza a importância de etapas futuras, que incluirão a definição da dose adequada, a comprovação da segurança em organismos vivos, a forma de uso mais eficaz e a validação de sua eficácia em modelos experimentais mais complexos.</p>
<p>Mesmo para o uso como suplemento alimentar, a procedência e a qualidade do produto são aspectos essenciais. A composição da própolis pode variar consideravelmente de acordo com a origem geográfica, a época de coleta e os processos de produção, o que sublinha a necessidade de regulamentação e controle rigorosos para garantir a integridade e a eficácia do produto final. Este estudo robustece a crescente evidência de como o conhecimento da natureza e seus recursos pode impulsionar o avanço da medicina, destacando o papel indispensável das abelhas na criação de um composto com tamanho potencial científico. A pesquisa da USP não só abre portas para novas terapias, mas também reforça a importância da preservação da biodiversidade e do ecossistema das abelhas.</p>
<p> Perguntas frequentes sobre a própolis verde e doenças neurodegenerativas</p>
<p> O que é própolis verde e de onde ela vem?<br />
A própolis verde é uma resina natural produzida por abelhas, que a coletam especificamente da planta Baccharis dracunculifolia, conhecida popularmente como alecrim-do-campo. Essa origem botânica confere à própolis verde uma composição química única e rica em compostos bioativos, diferenciando-a de outras variedades de própolis.</p>
<p> Como a própolis verde atua contra Alzheimer e Parkinson?<br />
A pesquisa da USP identificou que compostos como a artepelina C e a bacarina, presentes na própolis verde, têm potencial para proteger as células nervosas. Eles inibem processos de degeneração, estimulam os neurônios a se diferenciarem, se conectarem e a evitarem a morte celular, tornando-os mais resistentes e capazes de reorganizar suas conexões.</p>
<p> Posso usar própolis verde como tratamento para essas doenças agora?<br />
Não. Embora a pesquisa mostre um potencial promissor, os testes foram realizados in vitro (em laboratório com células). Ainda são necessários estudos clínicos aprofundados para definir doses, segurança, forma de uso e eficácia em seres humanos. O uso da própolis verde como suplemento deve sempre considerar sua procedência e qualidade, e ser acompanhado por um profissional de saúde.</p>
<p>Descubra mais sobre os avanços científicos e o potencial da natureza para a sua saúde. Fique atento às novidades e consulte sempre especialistas para as melhores orientações.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://g1.globo.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://g1.globo.com</a></em></p>
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		<title>Moléculas de RNA mostram potencial inovador no tratamento do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 17:01:01 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Cancer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pesquisadores em nível internacional têm destacado a identificação de moléculas de RNA com uma notável capacidade terapêutica no combate ao câncer de mama, abrindo caminho para novas e mais eficazes abordagens. Este avanço, que já está sob análise de importantes entidades médicas brasileiras, como a Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Rio de Janeiro, representa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisadores em nível internacional têm destacado a identificação de moléculas de RNA com uma notável capacidade terapêutica no combate ao câncer de mama, abrindo caminho para novas e mais eficazes abordagens. Este avanço, que já está sob análise de importantes entidades médicas brasileiras, como a Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Rio de Janeiro, representa um marco significativo na busca por tratamentos mais precisos e personalizados contra a doença. Ao explorar o papel fundamental do RNA na síntese de proteínas e na regulação genética, a ciência vislumbra métodos que não apenas atacam as células tumorais diretamente, mas também fortalecem as defesas naturais do organismo, promovendo uma resposta imunológica mais robusta. Esta pesquisa pode transformar a forma como o câncer de mama é enfrentado, especialmente em casos que demonstram resistência às terapias convencionais.</p>
<p> A inovação das moléculas de RNA na oncologia</p>
<p>Avanços recentes na biotecnologia permitiram que cientistas explorassem o potencial terapêutico de moléculas de RNA de uma forma sem precedentes. Este tipo específico de ácido nucleico, crucial para a expressão gênica e inúmeros processos celulares, está se revelando uma ferramenta poderosa na oncologia. A capacidade de manipular ou bloquear a ação dessas moléculas abriu uma nova fronteira no tratamento do câncer. Em testes laboratoriais, a intervenção direcionada ao RNA demonstrou ser capaz de reduzir significativamente a agressividade dos tumores, oferecendo uma nova via para o controle da progressão da doença.</p>
<p> Mecanismo de ação e potencial terapêutico</p>
<p>O RNA, muitas vezes visto como um mero mensageiro genético, possui funções complexas que vão desde a regulação da expressão de genes até a catálise de reações bioquímicas. No contexto do câncer de mama, a identificação de moléculas de RNA específicas que podem ser moduladas para fins terapêuticos é revolucionária. Ao modificar ou bloquear a ação de certas moléculas de RNA, os pesquisadores conseguiram observar uma diminuição na proliferação de células tumorais e uma redução na sua capacidade invasiva. Este mecanismo de ação não se limita apenas à supressão do crescimento tumoral; a pesquisa indica que estas moléculas podem induzir a destruição seletiva de células cancerosas, um processo conhecido como apoptose, minimizando danos aos tecidos saudáveis circundantes.</p>
<p>Além disso, a estratégia com RNA pode potencializar a eficácia de terapias já existentes, especialmente em tumores que desenvolveram resistência a medicamentos convencionais. A capacidade de aumentar a resposta a quimioterapias e radioterapias, por exemplo, representaria um avanço substancial para pacientes com prognóstico mais desafiador. Isso sugere que as moléculas de RNA poderiam atuar como sensibilizadores, tornando as células tumorais mais vulneráveis aos tratamentos padrões, ou como agentes adjuvantes, que melhoram os resultados terapêuticos globais. A personalização do tratamento, baseada no perfil genético do tumor da paciente, é uma das grandes promessas dessa abordagem, permitindo intervenções mais direcionadas e com menor toxicidade sistêmica.</p>
<p> Desafios atuais e a promessa da nova abordagem</p>
<p>O câncer de mama continua a ser um desafio global de saúde pública, com formas agressivas e casos de resistência terapêutica que demandam novas estratégias. A pesquisa com RNA surge como uma resposta promissora a esses desafios. A abordagem vai além do mero ataque direto às células malignas, incorporando um componente imunoestimulante que pode reverter o ambiente imunossupressor frequentemente encontrado em tumores. Esse duplo mecanismo de ação – destruição tumoral e ativação imunológica – confere a esta modalidade terapêutica um diferencial significativo.</p>
<p> Além da destruição tumoral: imunidade e sinergia com terapias existentes</p>
<p>Um dos aspectos mais empolgantes desta nova linha de pesquisa é a capacidade das moléculas de RNA investigadas não só de destruir células tumorais, mas também de ativar os mecanismos de defesa do próprio organismo. Ao estimular a resposta imune, essas moléculas podem transformar um &#8220;tumor frio&#8221;  em um &#8220;tumor quente&#8221; , tornando-o mais responsivo a imunoterapias e outras abordagens. Esta ativação imunológica é crucial, pois um sistema imunológico fortalecido pode reconhecer e eliminar células cancerosas residuais, prevenindo a recorrência da doença.</p>
<p>Estudos realizados por importantes instituições, como a Universidade de Yale, nos Estados Unidos, têm explorado a combinação de moléculas de RNA com anticorpos, um casamento de tecnologias que pode superar barreiras de entrega em tumores de difícil acesso. Essa combinação tem demonstrado, em modelos experimentais, não apenas a redução do tamanho tumoral, mas também um aumento expressivo na sobrevida. A sinergia entre o RNA e os anticorpos permite uma entrega mais eficiente do agente terapêutico diretamente nas células cancerosas, minimizando efeitos adversos em tecidos saudáveis. A precisão na entrega é um dos maiores obstáculos no desenvolvimento de novas terapias oncológicas, e essa combinação parece oferecer uma solução robusta.</p>
<p>Contudo, apesar dos resultados promissores, especialistas ressaltam que esta terapia ainda se encontra em fase de pesquisa e não está disponível para pacientes. São necessários estudos clínicos adicionais para confirmar a eficácia, segurança e dosagem ideais em seres humanos. O caminho desde a bancada do laboratório até o leito do paciente é longo e rigoroso, envolvendo múltiplas fases de testes e aprovações regulatórias.</p>
<p> A importância do diagnóstico precoce e os próximos passos da pesquisa</p>
<p>Enquanto a ciência avança em novas fronteiras terapêuticas, a base do sucesso no combate ao câncer de mama permanece inalterada: o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. A identificação dos sintomas em estágios iniciais e a pronta procura por assistência médica são fatores determinantes para um prognóstico favorável. As práticas de monitoramento e prevenção, como mamografias regulares e autoexames, continuam sendo as ferramentas mais eficazes disponíveis para a população.</p>
<p> O papel crucial da detecção e prevenção</p>
<p>O presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Eduardo Bruno Giordano, enfatiza a importância inegável do diagnóstico precoce e do tratamento em tempo hábil. &#8220;O sucesso do tratamento do câncer de mama depende do diagnóstico precoce e tratamento adequado. Eu acrescentaria, ainda, o tratamento em tempo adequado, que não se postergue o início do tratamento. No início do menor sintoma, que se procure ajuda. É importante que você, mulher, procure seu médico para solicitar o exame. E que os homens incentivem suas esposas e parentes de forma regular&#8221;. Essa orientação reforça a necessidade de conscientização e acesso facilitado aos serviços de saúde, garantindo que as mulheres busquem atendimento ao primeiro sinal de alteração. A prevenção e o acompanhamento médico são pilares que, mesmo com os avanços terapêuticos, jamais perderão sua relevância. A educação em saúde para homens e mulheres, incentivando a participação ativa na detecção e prevenção, é fundamental para reduzir a mortalidade pela doença.</p>
<p>A perspectiva de uma nova terapia baseada em RNA é entusiasmante, mas a comunidade científica e médica mantém um olhar realista sobre os desafios que ainda precisam ser superados. A validação desses achados em ensaios clínicos robustos é o próximo passo crítico, o que pode levar anos. Enquanto isso, a vigilância, a conscientização e o acesso a diagnósticos e tratamentos existentes continuam sendo a espinha dorsal da luta contra o câncer de mama. A integração de novas descobertas, como as relacionadas ao RNA, com as melhores práticas clínicas atuais será a chave para otimizar os resultados e oferecer esperança a milhões de pacientes em todo o mundo.</p>
<p> Conclusão</p>
<p>A descoberta de moléculas de RNA com potencial terapêutico no câncer de mama representa um horizonte promissor na oncologia moderna. Com a capacidade de modular a agressividade tumoral, ativar a resposta imune e potencializar terapias existentes, esta abordagem pode revolucionar o tratamento, oferecendo opções mais personalizadas e eficazes, especialmente para casos resistentes. Embora a jornada até a disponibilidade clínica seja longa, a ciência avança rapidamente, e o impacto potencial dessas inovações é imenso. Contudo, a mensagem crucial permanece: a detecção precoce e o acesso a um tratamento ágil e adequado são, e continuarão sendo, fundamentais para o sucesso na luta contra o câncer de mama, complementando cada novo avanço científico com a sabedoria das práticas preventivas e de saúde pública.</p>
<p> Perguntas frequentes (FAQ)</p>
<p>1. O que são as moléculas de RNA e como elas atuam no combate ao câncer de mama?<br />
As moléculas de RNA são ácidos nucleicos essenciais para a síntese de proteínas e a regulação genética nas células. No contexto do câncer de mama, pesquisadores identificaram RNAs específicos que, ao serem modificados ou bloqueados, podem reduzir a agressividade dos tumores, induzir a morte de células cancerosas e até mesmo ativar o sistema imunológico do paciente para combater a doença.</p>
<p>2. Quando esta nova terapia com RNA estará disponível para pacientes?<br />
Apesar dos resultados promissores em testes laboratoriais e modelos experimentais, a terapia com RNA ainda está em fases iniciais de desenvolvimento. Ela não está disponível para pacientes atualmente. São necessários estudos clínicos rigorosos em seres humanos para confirmar sua eficácia, segurança e dosagem adequada. O processo até a aprovação e disponibilidade clínica pode levar vários anos.</p>
<p>3. Esta terapia substituirá os tratamentos atuais para o câncer de mama?<br />
Não necessariamente. A pesquisa indica que a estratégia com RNA pode aumentar a resposta a terapias já existentes, sobretudo em casos mais resistentes aos tratamentos convencionais. Isso sugere que ela pode atuar como uma terapia complementar ou adjuvante, potencializando os resultados de quimioterapias, radioterapias e imunoterapias, em vez de substituí-las completamente. O objetivo é oferecer abordagens mais eficazes e personalizadas.</p>
<p>Não espere pelo amanhã para cuidar da sua saúde. Procure seu médico para consultas de rotina e exames preventivos do câncer de mama.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Car-t: registro na anvisa pode ocorrer em 2026, aponta pesquisador</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 07:01:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O estudo que utiliza a terapia Car-T Cell, um tratamento inovador que visa combater a leucemia e o linfoma através da modificação das células do sistema imunológico, pode ter seu pedido de registro submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no segundo semestre de 2026. A informação foi divulgada por um médico do Hemocentro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O estudo que utiliza a terapia Car-T Cell, um tratamento inovador que visa combater a leucemia e o linfoma através da modificação das células do sistema imunológico, pode ter seu pedido de registro submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no segundo semestre de 2026. A informação foi divulgada por um médico do Hemocentro de Ribeirão Preto (SP), um dos principais centros de pesquisa envolvidos no estudo.</p>
<p>O foco atual da pesquisa reside no recrutamento de um número maior de voluntários, com o objetivo de validar a eficácia do tratamento. A segurança do método já foi comprovada há cerca de um ano, após a conclusão da primeira fase do estudo, que envolveu a aplicação da terapia em quatro pacientes. Os dados obtidos nesta fase inicial foram encaminhados à Anvisa, resultando na autorização para o início da etapa subsequente.</p>
<p>Atualmente, cinco hospitais estão engajados no recrutamento de pelo menos 77 voluntários: o Hospital das Clínicas, a Beneficência Portuguesa e o Sírio Libanês, em São Paulo (SP), o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e o Hospital de Clínicas de Campinas (SP).</p>
<p>A expectativa é que o processo de recrutamento ganhe um impulso significativo nos próximos meses. Inicialmente, a Anvisa exigiu que cada hospital tratasse um paciente e aguardasse para verificar a segurança do procedimento antes de permitir a inclusão simultânea de vários participantes. Todos os centros já cumpriram essa exigência e estão agora empenhados em recrutar mais pacientes.</p>
<p>O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto se destaca como a instituição que aplicou a terapia em um número maior de pacientes até o momento. Aproximadamente um quarto dos tratamentos previstos no estudo já foram realizados.</p>
<p>A terapia Car-T Cell, embora potencialmente aplicável a outros tipos de doenças, está sendo utilizada neste estudo especificamente contra a leucemia linfoide aguda de células B e o linfoma não Hodgkin de células B.</p>
<p>Após a conclusão dos testes, o grupo de pesquisa planeja formalizar o pedido de registro da terapia na Anvisa. Embora a previsão inicial fosse para 2025, o prazo precisou ser ajustado. O registro na Anvisa é um passo crucial para que o tratamento possa ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O atraso no cronograma se deveu, em grande parte, à lentidão inicial no recrutamento de voluntários, causada pela gravidade do perfil dos pacientes. No entanto, o ritmo atual de inclusão de pacientes está sendo considerado adequado.</p>
<p>Para que o registro seja possível em 2026, é essencial que os centros de pesquisa consigam recrutar os pacientes restantes e concluir os testes dentro do prazo estabelecido.</p>
<p>Ainda é prematuro tirar conclusões definitivas sobre a eficácia da terapia Car-T Cell, devido à natureza sequencial dos testes. No entanto, a taxa média de 50% de cura observada nos primeiros pacientes tem se mantido consistente. Até o momento, o tratamento tem se mostrado seguro, sem relatos de eventos adversos graves.</p>
<p>O tratamento com o Car-T Cell envolve a coleta de glóbulos brancos do paciente, que são reprogramados geneticamente em laboratório para identificar e atacar as células cancerígenas específicas da leucemia linfoide aguda de células B e do linfoma não Hodgkin de células B. As células modificadas são então expandidas em laboratório e devolvidas ao paciente através da corrente sanguínea.</p>
<p><em>Fonte: g1.globo.com</em></p>
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		<title>Microplásticos ameaçam a saúde óssea, aponta revisão científica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 08:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Partículas microscópicas derivadas do plástico, já encontradas no sangue, placenta e cérebro humanos, podem estar impactando a saúde dos ossos. Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) levanta esse alerta, após analisar 62 pesquisas internacionais. O Laboratório para o Estudo Mineral e Ósseo em Nefrologia (Lemon) da Unicamp encontrou indícios de que os microplásticos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Partículas microscópicas derivadas do plástico, já encontradas no sangue, placenta e cérebro humanos, podem estar impactando a saúde dos ossos. Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) levanta esse alerta, após analisar 62 pesquisas internacionais.</p>
<p>O Laboratório para o Estudo Mineral e Ósseo em Nefrologia (Lemon) da Unicamp encontrou indícios de que os microplásticos podem interferir nas células-tronco da medula óssea, o que potencialmente leva ao enfraquecimento ósseo. Embora a maioria dos estudos tenha sido conduzida em animais, os resultados sugerem um impacto generalizado nos seres vivos. Os cientistas buscam agora determinar a extensão desses impactos.</p>
<p>&#8220;Será que o microplástico pode causar osteoporose? Está ligado à fragilidade e às fraturas ósseas?&#8221; questiona Rodrigo Bueno de Oliveira, coordenador do Lemon. &#8220;Não sabemos ainda, mas é possível. Nosso laboratório está estudando o efeito do microplástico no agravamento e no desenvolvimento da osteoporose. Em breve, esperamos poder contribuir e dar uma resposta científica a essa questão.&#8221;</p>
<p>A pesquisa identificou que fragmentos de microplásticos foram encontrados dentro do tecido ósseo humano. As células-tronco da medula óssea podem ter suas funções comprometidas, favorecendo a formação desordenada de células que degradam o tecido. Um experimento com camundongos jovens expostos a um tipo de microplástico resultou na redução do crescimento ósseo. Estudos in vitro com células do tecido ósseo demonstraram que o microplástico prejudica a viabilidade celular, acelera o envelhecimento e causa inflamações.</p>
<p>Os microplásticos são fragmentos que se desprendem de materiais plásticos, como garrafas e sacolas, durante sua degradação. Eles são minúsculos e entram no corpo humano pelas vias oral e inalatória. A ingestão de alimentos e água contaminados é a forma mais provável de entrada, com o material sendo absorvido pelas células intestinais e depositado em diferentes órgãos e tecidos. A inalação também é uma via possível, com os microplásticos sendo absorvidos pelas células do pulmão.</p>
<p>Embora os mecanismos exatos de como isso ocorre ainda não sejam totalmente compreendidos, sabe-se que as células reconhecem o microplástico como um material estranho e tentam dissolvê-lo, liberando uma parte na circulação.</p>
<p>Ainda há poucos estudos sobre os efeitos diretos do microplástico em células humanas. A ciência ainda não sabe as consequências exatas dessa exposição para o ser humano, mas os estudos em animais e células mostram que a exposição causa implicações.</p>
<p>Para o futuro, espera-se o desenvolvimento de métodos para medir a quantidade de microplástico na urina e associá-la a condições como fraturas ósseas.</p>
<p>Diante dos potenciais riscos, o cientista enfatiza que a forma como convivemos com o plástico precisa ser revista, priorizando a redução do consumo. &#8220;A gente produz no mundo 400 milhões de toneladas de plástico, aproximadamente, todos os anos. Existe uma expectativa de que isso aumente 50% nos próximos anos. A sociedade precisa que cada indivíduo colabore reduzindo o consumo de plástico.&#8221; Ele recomenda priorizar vestuário com fibras naturais e optar por alimentos in natura, que não precisam de embalagens plásticas.</p>
<p><em>Fonte: g1.globo.com</em></p>
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