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	<title>prep &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Anvisa aprova inovador medicamento injetável semestral para prevenir o HIV</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 05:01:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[HIV]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo significativo na luta contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) ao aprovar o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para a profilaxia pré-exposição (PrEP) do HIV-1. Essa decisão representa um avanço notável na prevenção do HIV, oferecendo uma nova e promissora ferramenta. A principal inovação reside [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo significativo na luta contra o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) ao aprovar o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para a profilaxia pré-exposição (PrEP) do HIV-1. Essa decisão representa um avanço notável na prevenção do HIV, oferecendo uma nova e promissora ferramenta. A principal inovação reside na sua apresentação em injeção subcutânea, que requer administração apenas a cada seis meses, contrastando com os regimes diários de outros fármacos. Essa conveniência é um fator crucial para aumentar a adesão ao tratamento, potencialmente impactando de forma positiva as estratégias de saúde pública. O Sunlenca é indicado para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam em risco de contrair o vírus e que tenham resultado negativo para o HIV-1 antes do início do tratamento.</p>
<p> A revolução na profilaxia pré-exposição</p>
<p>A aprovação do Sunlenca (lenacapavir) pela Anvisa marca um momento crucial para a prevenção do HIV no Brasil. Este fármaco inovador surge como uma opção de alta eficácia para a profilaxia pré-exposição (PrEP), um método que consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas soronegativas, mas com alto risco de infecção pelo HIV. O diferencial mais impactante do Sunlenca é sua formulação. Além da versão em comprimido para uso oral, o medicamento estará disponível como uma injeção subcutânea que necessita ser administrada somente a cada seis meses. Essa periodicidade estendida é um game-changer, pois aborda um dos maiores desafios da PrEP oral diária: a adesão. A facilidade de uma dose semestral pode transformar a vida de muitos, garantindo uma proteção contínua com menor preocupação diária.</p>
<p>O Sunlenca é composto pelo lenacapavir, um antirretroviral de primeira classe que atua inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1. O capsídeo é uma estrutura essencial para o vírus, e ao inibi-lo, o lenacapavir impede a replicação viral. Isso significa que o vírus se torna incapaz de sustentar a transcrição reversa – um processo vital para que o HIV utilize as células do hospedeiro para se multiplicar – e de se integrar ao DNA humano, essencial para a infecção. Essa abordagem inovadora no mecanismo de ação do lenacapavir representa uma nova frente na batalha contra o vírus, que se mostra resiliente a mutações e resistente a outras classes de medicamentos.</p>
<p> Eficácia comprovada em estudos clínicos</p>
<p>A segurança e a eficácia do Sunlenca não são apenas teóricas; elas foram amplamente demonstradas em estudos clínicos rigorosos. Os dados apresentados à Anvisa revelaram resultados impressionantes: o Sunlenca alcançou 100% de eficácia na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero. Além disso, os estudos indicaram 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superior à PrEP oral diária. Esses números destacam o potencial do medicamento em proteger populações vulneráveis e em superar as limitações de regimes existentes.</p>
<p>A superioridade do Sunlenca não se restringe apenas à sua eficácia antiviral. O regime de injeções semestrais demonstrou excelente adesão e persistência entre os participantes dos estudos. A simplicidade de uma administração a cada seis meses minimiza a chance de esquecimento ou interrupção do tratamento, desafios comuns em esquemas diários que exigem disciplina constante. Essa característica é particularmente relevante para indivíduos com rotinas agitadas, dificuldades de acesso regular a farmácias ou que preferem discrição no uso da PrEP. A alta adesão, combinada com a potente ação do lenacapavir, consolida o Sunlenca como uma opção robusta e confiável na prevenção do HIV.</p>
<p> Caminhos para a disponibilidade e impacto na saúde pública</p>
<p>A aprovação pela Anvisa é um marco, mas o caminho para a ampla disponibilização do Sunlenca no Brasil ainda envolve etapas regulatórias e de acesso. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) será responsável por definir o preço máximo do medicamento. Esta é uma fase crucial que determinará a acessibilidade do fármaco no mercado privado. A incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS), vital para garantir o acesso universal, será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde. Este processo envolve análises de custo-efetividade e impacto orçamentário, buscando equilibrar a inovação com a sustentabilidade do sistema de saúde público.</p>
<p>A potencial inclusão do Sunlenca no SUS teria um impacto transformador na saúde pública brasileira. O Brasil é um dos poucos países que oferece PrEP gratuitamente através do sistema público, e a adição de uma opção semestral com alta adesão poderia expandir significativamente o alcance da prevenção, especialmente para populações mais vulneráveis e em áreas de difícil acesso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia destacado a importância do lenacapavir, com a previsão de recomendá-lo, a partir de julho de 2025, como uma opção adicional para PrEP, classificando-o como a melhor alternativa após uma vacina, que ainda não está disponível para a prevenção do HIV. Isso sublinha a relevância global e a promessa do medicamento no cenário da saúde.</p>
<p> PrEP e a estratégia de prevenção combinada</p>
<p>A profilaxia pré-exposição (PrEP) é uma estratégia fundamental e comprovada para prevenir a infecção pelo HIV. Ela consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que não possuem o vírus, mas estão sob risco elevado de contraí-lo, como indivíduos com múltiplos parceiros sexuais, casais sorodiscordantes (um parceiro vivendo com HIV e outro não) ou usuários de drogas injetáveis. A PrEP funciona ao criar uma barreira protetora no organismo, impedindo que o vírus se estabeleça caso haja exposição.</p>
<p>A PrEP é um pilar da chamada &#8220;prevenção combinada&#8221;, uma abordagem integral que reúne diversas medidas para maximizar a proteção contra o HIV. Além da PrEP, a prevenção combinada inclui:<br />
   Testagem regular para HIV: essencial para o diagnóstico precoce e para o direcionamento adequado das estratégias de prevenção e tratamento.<br />
   Uso de preservativos: barreira física comprovada contra o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).<br />
   Tratamento Antirretroviral (TARV): para pessoas que vivem com HIV, o tratamento eficaz reduz a carga viral a níveis indetectáveis, tornando o vírus intransmissível (indetectável = intransmissível, I=I).<br />
   Profilaxia Pós-Exposição (PEP): uso de antirretrovirais após uma possível exposição ao vírus, para prevenir a infecção.<br />
   Cuidados específicos para gestantes soropositivas: garantindo o tratamento adequado para evitar a transmissão vertical do HIV da mãe para o filho.</p>
<p>A chegada do Sunlenca com sua injeção semestral promete fortalecer ainda mais a estratégia de prevenção combinada, oferecendo uma opção mais prática e com maior potencial de adesão, contribuindo para a meta de zero novas infecções por HIV.</p>
<p> Perspectivas futuras no combate ao HIV</p>
<p>A aprovação do Sunlenca pela Anvisa representa um marco significativo na evolução das estratégias de prevenção do HIV. A introdução de um medicamento com administração semestral e alta eficácia tem o potencial de revolucionar a adesão à profilaxia pré-exposição, um desafio persistente nos regimes diários. Este avanço tecnológico não apenas oferece uma ferramenta poderosa para indivíduos em risco, mas também fortalece o compromisso global com a erradicação de novas infecções por HIV. À medida que o Sunlenca se torna mais acessível, espera-se uma diminuição substancial na incidência do HIV-1, aproximando o Brasil e o mundo da meta de controlar e, eventualmente, eliminar a epidemia. A inovação continua sendo a chave para um futuro sem HIV.</p>
<p> Perguntas frequentes sobre o Sunlenca e a PrEP</p>
<p> 1. O que é o Sunlenca e qual sua principal inovação?<br />
Sunlenca (lenacapavir) é um medicamento aprovado pela Anvisa para a prevenção do HIV-1, conhecido como profilaxia pré-exposição (PrEP). Sua principal inovação é a apresentação em injeção subcutânea que necessita ser administrada apenas a cada seis meses, facilitando a adesão ao tratamento em comparação com as opções diárias existentes.</p>
<p> 2. Quem pode utilizar o Sunlenca para prevenção do HIV?<br />
O Sunlenca é indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos de idade, com peso mínimo de 35 kg, que não possuem o vírus HIV-1, mas estão sob risco de contraí-lo. É obrigatório realizar um teste com resultado negativo para HIV-1 antes de iniciar o tratamento.</p>
<p> 3. Qual a diferença entre o Sunlenca e outras formas de PrEP?<br />
A principal diferença é a frequência de administração. Enquanto outras formas de PrEP oral exigem o uso diário de comprimidos, o Sunlenca oferece a conveniência de uma única injeção a cada seis meses. Além disso, ele atua de maneira inovadora inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1.</p>
<p> 4. Quando o Sunlenca estará disponível no SUS?<br />
Após a aprovação da Anvisa, o medicamento passará por outras etapas. O preço máximo será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) dependerá da avaliação e decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e do Ministério da Saúde. Não há uma data exata definida para sua inclusão no SUS.</p>
<p>Para mais informações sobre a prevenção do HIV e acesso a recursos de saúde, procure uma unidade de saúde ou visite o portal do Ministério da Saúde.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Hiv/aids: brasil insiste em acordo por prevenção de longa duração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2025 05:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde considera prioritário o acesso a novas tecnologias de prevenção ao HIV/Aids, incluindo medicamentos de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS). A incorporação desses medicamentos ainda não tem data prevista para ocorrer.</p>
<p>A iniciativa envolve o lenacapavir, um medicamento desenvolvido pela farmacêutica Gilead, que aguarda registro sanitário no Brasil. O lenacapavir é uma formulação injetável de longa duração para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV, administrada a cada seis meses. Essa abordagem preventiva pode substituir o uso diário de comprimidos e as consultas regulares para renovação de receita.</p>
<p>Estudos clínicos demonstraram alta eficiência do lenacapavir na neutralização da infecção viral.</p>
<p>O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o lançamento da campanha &#8220;Nascer sem HIV, viver sem Aids&#8221;, e de uma exposição que celebra os 40 anos da resposta brasileira à epidemia de Aids, afirmou que o governo participou, com pacientes, pesquisadores e instituições brasileiras, da avaliação e estudo clínico da medicação. Padilha destacou a importância da transferência de tecnologia desse produto para o Brasil.</p>
<p>A exposição, realizada no SESI Lab, em Brasília, integra a programação do Dezembro Vermelho 2025, dedicado à promoção de políticas de saúde sobre HIV/Aids e ao combate ao preconceito.</p>
<p>O ministro Padilha enfatizou que o medicamento pode ser decisivo na profilaxia de populações vulneráveis, como os jovens que têm dificuldade em aderir ao uso diário da PrEP oral.</p>
<p>O governo brasileiro pretende insistir na construção de uma parceria para transferência tecnológica, sem mencionar a possibilidade de quebra de patente, já que o produto ainda não está registrado no país.</p>
<p>Países da América Latina, incluindo o Brasil, foram excluídos de uma versão genérica do novo medicamento, que será disponibilizada a 120 países de baixa renda e com alta incidência de HIV.</p>
<p>Padilha criticou o preço proposto pela empresa, considerado impraticável para programas de saúde pública. Ele questionou o fato de uma inovação, que recebeu subsídios governamentais, ser oferecida a um preço acessível apenas para países de renda muito baixa, excluindo países de renda média com alta necessidade de resposta à pandemia de HIV.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o lenacapavir foi registrado com um custo estimado de mais de 28 mil dólares por pessoa ao ano.</p>
<p>A Articulação Nacional de Luta contra a Aids defende que, caso não haja acordo para transferência tecnológica, o governo brasileiro deve considerar a quebra de patente.</p>
<p>A política de prevenção e tratamento do HIV/Aids no Brasil inclui a PrEP e a PEP, que reduzem o risco de infecção antes e depois da exposição ao vírus. O Ministério da Saúde também lançou novas camisinhas texturizadas e sensitivas para dialogar com o público jovem, que tem reduzido o uso de preservativos.</p>
<p>O acesso à PrEP foi ampliado, com um aumento de mais de 150% no número de usuários desde 2023. Atualmente, 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente.</p>
<p>Houve expansão na oferta de exames, com a aquisição de 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis, e a distribuição de 780 mil autotestes. O SUS oferece gratuitamente terapia antirretroviral e acompanhamento a todas as pessoas diagnosticadas com HIV.</p>
<p>O Brasil registrou uma queda de 13% no número de óbitos por aids entre 2023 e 2024, com menos de 10 mil mortes em 2024, o menor número em três décadas. Os casos de aids também apresentaram redução.</p>
<p>O país avançou na eliminação da transmissão vertical da doença, da mãe para o bebê, como problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde deve reconhecer essa conquista do Brasil.</p>
<p><em>Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br</em></p>
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