Violência contra mulher até aonde ela impera?

 Violência contra mulher até aonde ela impera?
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Segundo dados, a ONU Mulheres divulgou que no ano passado (2020), houve um aumento relevante nos casos de violência contra a mulher em todo o mundo. A violência doméstica é alarmante, acredita-se que o confinamento é o grande motivador e levou a aumentos de denúncias ou ligações para as autoridades por violência doméstica de 30% no Chipre, 33% em Singapura, 30% na França e 25% na Argentina, o que não muda pelo resto do mundo.

A ONU advertiu que seis meses de restrições sanitárias poderiam ocasionar 31 milhões de casos adicionais de violência sexista no mundo, sete milhões de gravidezes não desejadas, além de colocar em risco a luta contra a mutilação genital feminina e os casamentos arranjados. Mundialmente, apenas um país em cada oito adotou medidas para atenuar os efeitos da pandemia em mulheres e crianças, afirma a ONU Mulheres.

O que é fato que a violência impera em todos os campos da sociedade, seja nas empresas, órgãos públicos, parques, meios de transporte e relacionamentos abusivos. Quem nunca presenciou uma cena de abuso, assédio ou constrangimento contra uma mulher?

Estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher na Lei Maria da Penha, n° 11.340/2006física (conduta que ofenda a integridade ou saúde corporal da mulher), psicológica (conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima; prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento da mulher; ou vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões), moral (conduta que configure calúnia, difamação ou injúria), sexual (conduta que constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força) e patrimonial (conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos).

Ainda caracterizado dentro das relações de violência estão os Relacionamentos Abusivos entre jovens, principalmente. Cenas de ciúmes e dominação levam a vítima a caracterizar como “prova de amor”. Determinar “onde vai, com que roupa vai, vigiar, restringir e fiscalizar redes sociais e telefones”, estão entre as maiores ocorrências dentre os casais jovens. O que segue também em menor vastidão aos casais mais velhos, mas acontecem tanto quanto.

Associações e organizações mundiais pedem mais atenção a todos estes Atos de Violência.

Quais destas frases você nunca ouviu? O que é direito?

Relacionamentos Abusivos são formas de violência invisível, mas que causam um desgaste emocional tão profundo  que a vítima jamais esquece, e muitas vezes leva a transtornos psicológicos irreparáveis. O desrespeito abre caminho para ações contínuas e cada vez mais violentas em cenários cotidianos como a “gracinha no local de trabalho”, o “esfregão no transporte público”, a “cantada grosseira na rua” e a “violência em casa, seja ela Doméstica ou Familiar”.

Além do Disque Denúncia, existem institutos e delegacias que atendem estas denuncias, mas são necessárias políticas públicas e ações que ajudem estas vítimas.

As mulheres precisam de ajuda psicológica e médica, precisam de “asilo” para se manter longe do agressor, precisam de condições dignas de retomada a vida social e de trabalho, específico para a motivação da Auto-Estima.

É importante saber que, a vítima pode em inúmeras vezes se sentir culpada, constrangida ao falar sobre este assunto. Muitas delas acreditam que é “só um momento ruim” que causou isso, que “só foi esta vez”, “que é uma prova de amor”, e nem sempre percebem o fato como agressão e abuso, ou não tem controle sobre esta situação e se sentem em um “beco sem saída”; tudo isso afeta instantaneamente a auto estima da mulher, achando que é destino, que ela realmente nasceu para isso, que todos os outros homens se relacionarão com ela desta forma.

A sociedade precisa propor formas mais dignas de amparo, para que as vítimas possam delatar e denunciar a violência.

O Silêncio é o pior remédio!

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