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	<title>tapajós &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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	<title>tapajós &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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		<title>Vitória histórica: povos do Tapajós revertem decreto sobre hidrovias na Amazônia</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 15:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Últimas Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[amazônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma significativa vitória foi conquistada pelos povos indígenas do Tapajós esta semana, após uma intensa mobilização que resultou na revogação de um controverso decreto governamental sobre hidrovias na Amazônia. A decisão, anunciada pelo governo, representa um triunfo para a causa ambiental e para os direitos dos povos tradicionais, que expressaram profunda preocupação com os potenciais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma significativa vitória foi conquistada pelos povos indígenas do Tapajós esta semana, após uma intensa mobilização que resultou na revogação de um controverso decreto governamental sobre hidrovias na Amazônia. A decisão, anunciada pelo governo, representa um triunfo para a causa ambiental e para os direitos dos povos tradicionais, que expressaram profunda preocupação com os potenciais impactos socioambientais da medida. A resistência organizada e a articulação política demonstraram a força e a união dessas comunidades em defesa de seus territórios e modos de vida, estabelecendo um importante precedente para a governança ambiental e a consulta prévia na região amazônica. A mobilização destacou a relevância de se considerar o conhecimento e as reivindicações dos guardiões da floresta.</p>
<p> O decreto das hidrovias na Amazônia</p>
<p> Contexto e impactos previstos</p>
<p>O decreto em questão, emitido em 2026, propunha novas diretrizes para o desenvolvimento e a exploração de hidrovias na bacia do Tapajós, uma região estratégica e ecologicamente sensível da Amazônia. Embora o governo justificasse a medida como um impulsionador do desenvolvimento econômico e da logística de transporte na região, a sua formulação gerou grande apreensão. Especialistas e comunidades locais alertaram para a falta de estudos aprofundados sobre os impactos ambientais e sociais, que poderiam ser catastróficos. A expansão descontrolada de hidrovias, sem um planejamento sustentável e participativo, ameaçava ecossistemas fluviais únicos, a biodiversidade aquática e as florestas marginais, vitais para o equilíbrio do bioma.</p>
<p>Entre os principais riscos apontados estavam o aumento do desmatamento nas margens dos rios para a construção de infraestrutura portuária, a dragagem de rios que altera seus cursos naturais e ecossistemas, e a intensificação do tráfego de embarcações de grande porte. Tais atividades poderiam levar à erosão do solo, contaminação da água por derramamentos de óleo e outros resíduos, e à perturbação de espécies aquáticas essenciais para a subsistência das comunidades locais. Além disso, a facilitação do escoamento de commodities agrícolas e minerais por essas novas rotas poderia incentivar ainda mais atividades extrativistas predatórias na região, intensificando a pressão sobre recursos naturais já fragilizados. A ausência de mecanismos claros de consulta às comunidades afetadas foi um ponto central da crítica, contrariando legislações internacionais e nacionais que garantem o direito à consulta livre, prévia e informada.</p>
<p> A mobilização dos povos indígenas do Tapajós</p>
<p> Resistência e articulação política</p>
<p>Diante da iminente ameaça, os povos indígenas do Tapajós, juntamente com ribeirinhos e organizações socioambientais, empreenderam uma intensa e coordenada campanha de resistência. Lideranças indígenas de diversas etnias, como Munduruku, Borari e Arapiun, se uniram para denunciar os perigos do decreto, destacando a importância vital do rio Tapajós para sua cultura, espiritualidade e sobrevivência. O rio não é apenas uma via de transporte, mas um ser vivo, a fonte de alimento, medicina e identidade cultural para gerações. A mobilização transcendeu as aldeias, ganhando as ruas, as redes sociais e os gabinetes em Brasília.</p>
<p>As ações incluíram manifestações pacíficas em cidades da região, bloqueios simbólicos de trechos dos rios e o envio de cartas e petições a autoridades governamentais, parlamentares e organismos internacionais. Representantes dos povos indígenas do Tapajós viajaram à capital federal para audiências públicas e encontros com ministros, diplomatas e membros do Congresso Nacional, onde apresentaram suas preocupações e propostas alternativas. A articulação com entidades da sociedade civil, como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), ampliou o alcance de suas vozes, transformando a questão local em um debate de âmbito nacional e internacional. A pressão resultante dessa ampla coalizão expôs as falhas do decreto e a necessidade urgente de uma abordagem mais respeitosa e sustentável para o desenvolvimento da Amazônia, pautada na proteção ambiental e nos direitos humanos.</p>
<p> A decisão governamental e suas implicações</p>
<p> Revogação e precedentes futuros</p>
<p>A pressão contínua e bem articulada dos povos indígenas do Tapajós e seus aliados culminou na histórica decisão do governo de revogar o decreto. Em um anúncio oficial, o Ministério dos Transportes, responsável pela medida, reconheceu a necessidade de uma revisão profunda da política de hidrovias na Amazônia, admitindo a importância de se realizar consultas mais amplas e aprofundadas com as comunidades afetadas e de incorporar as preocupações socioambientais no planejamento de qualquer projeto futuro. A revogação foi saudada como uma vitória da democracia, da participação social e do reconhecimento da expertise e do papel dos povos tradicionais na gestão do território.</p>
<p>Essa decisão estabelece um precedente significativo para futuras políticas públicas na Amazônia e em outras regiões do Brasil. Ela reforça a importância da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante o direito dos povos indígenas à consulta prévia, livre e informada sobre qualquer medida legislativa ou administrativa que possa afetá-los diretamente. Além disso, demonstra que a mobilização popular, quando bem organizada e fundamentada, tem o poder de influenciar decisões governamentais e de proteger direitos e territórios ameaçados. A vitória dos povos indígenas do Tapajós não é apenas sobre um decreto, mas sobre o reconhecimento de sua soberania sobre suas terras e a necessidade de um modelo de desenvolvimento que seja verdadeiramente inclusivo e sustentável, respeitando a sociobiodiversidade e os múltiplos saberes da floresta.</p>
<p> Perguntas frequentes (FAQ)</p>
<p>1. O que era o decreto sobre hidrovias na Amazônia?<br />
O decreto estabelecia novas diretrizes para o desenvolvimento e a exploração de hidrovias na bacia do rio Tapajós, com o objetivo de impulsionar a logística de transporte e o desenvolvimento econômico na região amazônica.</p>
<p>2. Por que os povos indígenas do Tapajós se opuseram ao decreto?<br />
Eles se opuseram devido à preocupação com os potenciais impactos socioambientais, como desmatamento, alteração de ecossistemas fluviais, poluição, erosão, e a ameaça à sua subsistência e cultura. A falta de consulta prévia, livre e informada também foi um fator chave.</p>
<p>3. Quais foram as principais consequências da revogação do decreto?<br />
A revogação é vista como uma grande vitória para os direitos dos povos indígenas e para a proteção ambiental na Amazônia. Ela reforça a importância da consulta prévia e demonstra o poder da mobilização social em influenciar políticas governamentais, estabelecendo um precedente para futuras decisões de desenvolvimento na região.</p>
<p>Acompanhe as próximas notícias sobre o desenvolvimento sustentável e os direitos dos povos indígenas na Amazônia para entender como esta vitória histórica pode moldar o futuro da região.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://redir.folha.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://redir.folha.com.br</a></em></p>
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		<title>Santarém: povos indígenas intensificam protesto contra desestatização de hidrovias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 03:01:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[hidrovias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mobilização indígena no Pará atingiu um novo patamar com a ocupação do escritório da multinacional Cargill no Porto de Santarém. Na madrugada deste sábado (21), comunidades protestaram veementemente contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que prevê a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A mobilização indígena no Pará atingiu um novo patamar com a ocupação do escritório da multinacional Cargill no Porto de Santarém. Na madrugada deste sábado (21), comunidades protestaram veementemente contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que prevê a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND). Este ato, liderado pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), marca a intensificação de uma série de manifestações que se estendem por mais de um mês, demonstrando a profunda preocupação dos povos originários com a proposta de desestatização de hidrovias estratégicas, consideradas vitais para seus territórios e modos de vida. A ação no Pará foi acompanhada por um protesto simultâneo em São Paulo, diante da sede da mesma empresa.</p>
<p> Ocupação e confrontos em Santarém e São Paulo</p>
<p> Ação no porto paraense<br />
O epicentro da mais recente escalada de protestos foi o terminal operado pela Cargill no Porto de Santarém, no Pará. Dezenas de representantes de comunidades indígenas paraenses e mato-grossenses, ligadas ao Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), ocuparam as instalações do escritório da multinacional nas primeiras horas deste sábado. Este ato seguiu-se a mais de um mês de mobilização e bloqueio do acesso de caminhões ao terminal portuário, uma situação que, segundo a Cargill, já havia sido objeto de uma determinação judicial para desocupação da área. A empresa reportou que, diante da iminente ocupação do terminal paraense, funcionários em serviço buscaram refúgio em um local seguro, de onde foram posteriormente retirados. Até o momento, não há registros de feridos entre trabalhadores ou manifestantes, e a multinacional está verificando a integridade de máquinas e equipamentos. Em nota, a Cargill classificou as ações como “violentas” e reforçou que mantém contato com as autoridades para que as providências de desocupação sejam tomadas de forma ordeira e segura, amparada por uma ordem judicial favorável.</p>
<p> Manifestação em São Paulo e resposta da Cargill<br />
Simultaneamente à ocupação em Santarém, a cerca de 3,2 mil quilômetros de distância, na capital paulista, ambientalistas e integrantes de entidades sociais também se manifestaram. Eles protestaram diante do escritório central da Cargill, na Avenida Chucri Zaidan, na Vila São Francisco, zona sul de São Paulo, bloqueando duas faixas da via. A multinacional, através de sua assessoria, reiterou sua posição, afirmando que as manifestações, tanto em Santarém quanto em São Paulo, impactam suas operações e a segurança de seus colaboradores. A empresa tem enfatizado a necessidade de resolução dos conflitos por meios legais e pacíficos, sem prejuízo às operações logísticas, que são consideradas essenciais para o escoamento da produção agrícola.</p>
<p> A indignação indígena e as reivindicações do Cita</p>
<p> Razões do protesto e ameaças percebidas<br />
A ocupação do escritório da Cargill, após mais de 30 dias de acampamento diante do terminal paraense, foi motivada por uma profunda indignação dos povos indígenas. Conforme comunicado pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) nas redes sociais, a principal reivindicação é a revogação integral do Decreto nº 12.600. Para as comunidades, os efeitos da inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND) representam uma séria ameaça à &#8220;qualidade da água, à pesca, à soberania alimentar e à integridade da floresta&#8221;. O Cita enfatiza que a luta transcende questões de segurança pública, sendo uma questão de &#8220;justiça socioambiental, responsabilidade constitucional e direitos humanos&#8221;. &#8220;Estamos aqui porque defendemos o direito de existir&#8221;, declarou a entidade, sublinhando que as comunidades buscam proteger seu modo de vida e seus territórios ancestrais.</p>
<p> Exigências e compromisso de luta<br />
Durante o período de ocupação do pátio do terminal, o Cita afirma ter liberado, de forma pacífica e organizada, as vias de acesso e os espaços necessários à operação de carga e descarga, demonstrando uma estratégia de protesto que busca minimizar impactos diretos, enquanto mantém a pressão sobre o governo e as empresas. As exigências do conselho incluem explicações claras das autoridades federais sobre os critérios que fundamentaram a “privatização dos rios da região”. Além disso, demandam a realização de estudos aprofundados para avaliar os impactos sociais, ambientais e culturais decorrentes de tais empreendimentos. O Cita reforçou seu compromisso de permanência nas mobilizações &#8220;até que haja compromisso concreto com a revogação do Decreto nº 12.600 e com a garantia de consulta prévia, livre, informada e de boa-fé antes de decidirem sobre qualquer empreendimento que avance sobre nossos corpos e nossos territórios&#8221;.</p>
<p> A postura do governo federal e os compromissos assumidos</p>
<p> Suspensão da dragagem e consulta prévia<br />
Diante da intensa mobilização dos povos indígenas do Pará e do Mato Grosso, o governo federal tem acompanhado de perto a situação. A Secretaria-Geral da Presidência da República reconhece e defende o direito a manifestações pacíficas e reiterou seu compromisso de, em conjunto com outros órgãos federais, consultar previamente as comunidades que vivem sob a área de influência dos empreendimentos sobre os eventuais impactos socioambientais. Como um “gesto de negociação” e em resposta aos protestos, o governo federal anunciou, no último dia 6, a suspensão do processo de seleção e contratação de uma empresa para realizar a dragagem do Rio Tapajós, no Pará. Embora a dragagem seja descrita como uma ação de rotina, sem relação direta com o projeto de conceder a hidrovia à exploração comercial privada, sua suspensão sinalizou uma abertura para o diálogo.</p>
<p> Histórico de diálogo e a Convenção 169 da OIT<br />
O governo federal assumiu outros compromissos importantes. Dentre eles, a instituição de um grupo de trabalho interministerial, com a participação de órgãos e entidades da administração pública federal e de representantes indicados pelos povos indígenas da região. Este grupo terá a missão de discutir, sistematizar e orientar os processos de consulta prévia às comunidades afetadas, além de apresentar um cronograma para a realização dessas consultas, definido em comum acordo com as entidades representativas. As condições técnicas para a instalação desse grupo de trabalho já estão garantidas, aguardando o aval das lideranças indígenas. Em novembro do ano passado, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP30), o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, já havia se comprometido a realizar uma consulta livre, prévia e informada com os povos do Rio Tapajós antes de qualquer projeto ser implementado. Na mesma época, a Casa Civil assegurou que não faria intervenções nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins sem o devido licenciamento ambiental e estudos de impacto, garantindo a consulta prévia, livre e informada a comunidades locais, indígenas, quilombolas e ribeirinhas, em conformidade com a Convenção 169 da OIT, da qual o Brasil é signatário. O propósito de transferir para a iniciativa privada a responsabilidade pela manutenção da navegabilidade das hidrovias é justificado pelo governo como uma forma de garantir um escoamento &#8220;mais seguro e ambientalmente protegido&#8221;.</p>
<p> Resumo dos desdobramentos e perspectivas futuras</p>
<p>A tensão em torno da desestatização das hidrovias do Norte do Brasil reflete um embate complexo entre interesses econômicos, desenvolvimento de infraestrutura e a proteção dos direitos e territórios dos povos indígenas. A ocupação do terminal da Cargill em Santarém e os protestos simultâneos em São Paulo são um sinal claro da determinação das comunidades em defender seus recursos naturais e modos de vida contra projetos que percebem como ameaçadores. Enquanto o governo federal busca um equilíbrio entre a implementação de políticas de desenvolvimento e o respeito aos direitos constitucionais dos povos originários, a exigência de consulta prévia, livre e informada, conforme a Convenção 169 da OIT, permanece central na agenda. A suspensão da dragagem do Rio Tapajós e a proposta de um grupo de trabalho interministerial representam passos no diálogo, mas a revogação do Decreto nº 12.600 continua sendo a principal demanda indígena. O futuro dessas hidrovias e a maneira como esses conflitos serão resolvidos terão implicações profundas para a região amazônica e para a relação do Estado brasileiro com seus povos tradicionais.</p>
<p> Perguntas frequentes</p>
<p>Quais rios estão sendo incluídos no Programa Nacional de Desestatização (PND)?<br />
Os rios Madeira, Tocantins e Tapajós são as hidrovias que o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, prevê incluir no Programa Nacional de Desestatização (PND), visando à concessão para a exploração comercial privada.</p>
<p>Por que os povos indígenas estão protestando contra a desestatização das hidrovias?<br />
Os povos indígenas, representados pelo Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), protestam por entenderem que a privatização dessas hidrovias ameaça a qualidade da água, a pesca, a soberania alimentar e a integridade da floresta, além de desconsiderar seus direitos territoriais e a necessidade de consulta prévia.</p>
<p>Qual é a posição do governo federal em relação aos protestos e ao decreto?<br />
O governo federal reconhece o direito a manifestações pacíficas e reiterou o compromisso de realizar consultas prévias, livres e informadas com as comunidades afetadas. Instituiu um grupo de trabalho interministerial para discutir o tema e suspendeu a dragagem do Rio Tapajós como um gesto de negociação, embora mantenha a política de desestatização como um objetivo de infraestrutura.</p>
<p>O que é a consulta prévia, livre e informada (CPLI) e por que ela é importante neste contexto?<br />
A consulta prévia, livre e informada (CPLI) é um direito dos povos indígenas e tribais, garantido pela Convenção 169 da OIT, da qual o Brasil é signatário. Ela exige que governos consultem essas comunidades de boa-fé antes de tomar decisões que afetem seus territórios ou modos de vida, assegurando que a consulta seja transparente, informada e que os povos tenham a liberdade de aceitar ou rejeitar a proposta. É crucial neste contexto para garantir que os interesses e direitos indígenas sejam respeitados na tomada de decisões sobre as hidrovias.</p>
<p>Para aprofundar seu entendimento sobre os complexos desafios que os povos indígenas enfrentam e as políticas de desenvolvimento na Amazônia, siga as atualizações e análises sobre este tema.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Após protesto, mundurukus têm diálogo sobre cop30 e projetos no tapajós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 03:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lideranças do povo Munduruku foram recebidas em Belém pelo presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), André Corrêa do Lago, após um protesto. A manifestação ocorreu na entrada principal do evento, impactando o tempo de acesso dos participantes, mas transcorreu de forma pacífica. O encontro, além de Corrêa do Lago, contou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lideranças do povo Munduruku foram recebidas em Belém pelo presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), André Corrêa do Lago, após um protesto. A manifestação ocorreu na entrada principal do evento, impactando o tempo de acesso dos participantes, mas transcorreu de forma pacífica.</p>
<p>O encontro, além de Corrêa do Lago, contou com a presença das ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima). O presidente da COP30 descreveu o diálogo como construtivo e positivo, mencionando que recebeu documentos com as preocupações dos indígenas, as quais se comprometeu a levar adiante.</p>
<p>Entre as principais reivindicações do povo Munduruku está a revogação do Decreto nº 12.600/2025, que prevê a privatização de empreendimentos públicos federais do setor hidroviário, incluindo no Rio Tapajós. Eles também manifestaram forte oposição à construção da Ferrogrão, ferrovia que ligará o Mato Grosso ao Pará para escoamento de produção agrícola, temendo os impactos sobre seu modo de vida e a pressão sobre suas terras. Segundo o Movimento Munduruku Ipereg Ayu, o corredor Tapajós-Arco Norte é um dos principais vetores de avanço do agronegócio sobre a Amazônia.</p>
<p>Adicionalmente, os indígenas protestam contra as negociações climáticas internacionais, alegando que estas tratam as matas nativas como meros ativos de crédito de carbono. Cartazes exibiam mensagens como &#8220;Nossa Floresta não Está à Venda&#8221; e &#8220;Não Negociamos a Mãe Natureza&#8221;.</p>
<p>A ministra Sônia Guajajara classificou a manifestação como legítima e informou que os indígenas solicitaram esclarecimentos sobre processos demarcatórios envolvendo as áreas Sawre Ba&#8217;pim e Sawré Muybu, ambas em Itaituba, na bacia do Rio Tapajós. Segundo a ministra, o processo demarcatório do Sawré Muybu já foi assinado e está com a Funai para a demarcação física. O processo de demarcação do território Sawre Ba&#8217;pim está no Ministério da Justiça para assinatura da portaria declaratória.</p>
<p>A ministra Marina Silva afirmou que não há pedido de licenciamento da Ferrogrão em análise pelo Ibama, visto que o processo está judicializado e o EIA/RIMA foi devolvido para correções. Ela se comprometeu a encaminhar a demanda dos indígenas sobre a privatização das hidrovias para o Ministério dos Transportes.</p>
<p>Guajajara também informou que 360 lideranças indígenas de todo o Brasil estão credenciadas para acompanhar as negociações na Zona Azul da COP30, sendo 150 de povos da Amazônia.</p>
<p>Alessandra Munduruku reforçou o pedido de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente para tratar da revogação do decreto que autoriza a concessão de hidrovia na bacia do Tapajós. Ela enfatizou a necessidade de maior consulta e participação do povo Munduruku nas decisões que afetam seu território, ressaltando que &#8220;a decisão é coletiva, a decisão é quando está todo mundo junto e decidimos juntos&#8221;.</p>
<p><em>Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br</em></p>
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