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	<title>rios &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Civilizações se Unem: China Promove Diálogo Global Através dos Grandes Rios</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 21:02:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um movimento estratégico para fomentar a cooperação internacional e a compreensão mútua entre diferentes culturas, a China tem se posicionado como articuladora de um diálogo global focado na conexão das civilizações por meio de sua relação com os grandes rios do mundo. O epicentro dessa iniciativa é o lendário rio Yangtzé, a espinha dorsal [&#8230;]</p>
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<p>Em um movimento estratégico para fomentar a cooperação internacional e a compreensão mútua entre diferentes culturas, a China tem se posicionado como articuladora de um diálogo global focado na conexão das civilizações por meio de sua relação com os grandes rios do mundo. O epicentro dessa iniciativa é o lendário rio Yangtzé, a espinha dorsal econômica chinesa, que recentemente serviu como palco para o encontro de representantes de diversas nações banhadas por cursos d&#039;água tão emblemáticos quanto o Amazonas, o Nilo, o Danúbio e o Mississippi.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Fórum da Civilização do Rio Yangtzé: Um Ponto de Encontro Global</h2>



<p>A quarta edição do Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, realizada em Chongqing – uma metrópole industrial chinesa com 32 milhões de habitantes –, reuniu especialistas, jornalistas e artistas de quase 20 países. Brasil, Egito, Sérvia, Austrália, Reino Unido, México, Turquia e Coreia do Sul estiveram entre as nações representadas. O evento, intitulado “Conectando Rios e Mares, compartilhando a sabedoria das civilizações”, é parte integrante da Iniciativa para a Civilização Global, lançada em março de 2023 pelo presidente Xi Jinping, que visa promover valores universais da humanidade através da colaboração internacional. A presença de pesquisadores e jornalistas brasileiros, que acompanharam o fórum após uma longa jornada até Chongqing, sublinhou o destaque do país na discussão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Yangtzé: Berço de Civilização e Rota Econômica Vital</h2>



<p>Além de ser um ponto de convergência para o diálogo intercivilizacional, o Fórum em Chongqing buscou consolidar a projeção da Rota Econômica do Rio Yangtzé. Com seus 6,3 mil quilômetros, este gigante afluente não só corta a China, mas é reverenciado, ao lado do Rio Amarelo, como um dos berços da civilização milenar chinesa, conectando o interior do país ao estratégico porto de Xangai. A experiência dos participantes incluiu uma viagem de cruzeiro de 440 quilômetros pelo Yangtzé, proporcionando a visita a templos e fortalezas ancestrais como Shibaozhai e o templo de Zhang Fei, testemunhando a rica tapeçaria histórica e cultural que se desenvolveu às suas margens ao longo de milênios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Revisando a História e Compartilhando Conhecimento Milenar</h2>



<p>Estudiosos chineses presentes no fórum argumentaram que a historiografia ocidental tem negligenciado a importância do desenvolvimento humano em torno do Yangtzé. Recentes pesquisas arqueológicas na região revelam que a agricultura do arroz data de quase 10 mil anos, desafiando a centralidade dada a outras civilizações fluviais. Li Guoqiang, professor do Instituto de História e membro do Conselho da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), apontou que, por muito tempo, “o centro de gravidade do discurso da pesquisa sobre as civilizações dos grandes rios do mundo inclinou-se para a Mesopotâmia e o Nilo, formando paradigmas analíticos e estruturas disciplinares de estilo ocidental.”</p>



<p>A troca de conhecimentos foi um pilar do evento. Especialistas egípcios, por exemplo, apresentaram seu modelo de medição das águas do Nilo, uma técnica ancestral para antecipar períodos de seca ou cheia. Alaa Hussein Mahmoud Menshawy, professor da Faculdade de Arqueologia da Universidade de Luxor, Egito, enfatizou a relevância desse intercâmbio: “Poluição, mudanças climáticas, crescimento populacional e transformações ambientais podem afetar os rios e as comunidades que dependem deles. Ao compartilhar conhecimentos e trabalhar em conjunto, os países podem aprender maneiras mais eficazes de proteger os rios e as populações que deles dependem.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Da Degradação Ambiental à Doutrina da Civilização Ecológica</h2>



<p>O rápido desenvolvimento econômico da China nas últimas cinco décadas, que transformou o país de uma nação rural para uma potência industrial e tecnológica, impôs um custo ambiental significativo ao Rio Yangtzé. Entre os problemas mais graves, destaca-se a extinção em 2006 do golfinho Baiji, uma das únicas três espécies de golfinhos de água doce do mundo. O professor Li Guoqiang reconheceu que a busca desenfreada por desenvolvimento levou a China por caminhos “tortuosos” que desequilibraram ecologicamente o Yangtzé.</p>



<p>No entanto, Li Guoqiang sublinhou uma mudança de paradigma. “No processo de desenvolvimento contemporâneo, damos mais atenção ao ambiente ecológico porque temos uma concepção: a teoria das duas montanhas, que busca prioridade ecológica e desenvolvimento econômico”, afirmou. Essa nova diretriz reflete a doutrina da civilização ecológica, incorporada às políticas estatais chinesas nos últimos anos. Em 2012, a civilização ecológica tornou-se uma “prioridade nacional” e, em 2018, foi elevada à Constituição, consolidando-se como uma política de Estado permanente. Entre as medidas implementadas para a recuperação do Yangtzé, destaca-se a proibição da pesca profissional, que já dura uma década, ao lado de diversos projetos de restauração ambiental.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão: Um Futuro de Cooperação e Sustentabilidade Fluvial</h2>



<p>O Fórum da Civilização do Rio Yangtzé ilustra o compromisso da China em liderar uma agenda global de cooperação e intercâmbio cultural, utilizando a metáfora dos rios como veias que conectam não apenas terras, mas também povos e suas histórias. Ao destacar a riqueza de sua própria herança fluvial e compartilhar experiências em gestão ambiental e histórica, a China convida o mundo a uma reflexão conjunta sobre os desafios e oportunidades que os grandes rios representam para a humanidade. A transição de um modelo de desenvolvimento focado apenas no crescimento econômico para uma civilização ecológica aponta para um futuro onde a prosperidade é indissociável da preservação ambiental e do diálogo entre as nações, garantindo que esses berços de civilização continuem a fluir para as gerações futuras.</p>


<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p><p>A postagem <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/civilizacoes-se-unem-china-promove-dialogo-global-atraves-dos-grandes-rios/">Civilizações se Unem: China Promove Diálogo Global Através dos Grandes Rios</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br">Jornal Digital da Região Oeste</a>.</p>
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		<title>Governo de SP faz a maior retirada de resíduos dos rios Tietê e Pinheiros desde 2015</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Apr 2024 14:17:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p> Foram removidos o equivalente a 99 mil caminhões cheios de sedimentos dos rios, contribuindo para o combate a enchentes na capital e na Grande SP O Governo de SP realizou no primeiro ano do programa IntegraTietê a maior remoção de resíduos de nos rios Tietê e Pinheiros, desde 2015. Foram removidos 1,4 milhão de metros [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4> <i>Foram removidos o equivalente a 99 mil caminhões cheios de sedimentos dos rios, contribuindo para o combate a enchentes na capital e na Grande SP</i></h4>
<p>O Governo de SP realizou no primeiro ano do programa IntegraTietê a maior remoção de resíduos de nos rios Tietê e Pinheiros, desde 2015. Foram removidos 1,4 milhão de metros cúbicos de sedimentos, volume equivalente à carga de 99.508 caminhões basculantes. Se esses caminhões fossem enfileirados, ocupariam uma distância de quase 1.000 km – o suficiente para uma viagem de ida entre São Paulo e Brasília.<br />
O desassoreamento é executado pelo DAEE – órgão regulador de recursos hídricos do Estado. Com a retirada dos materiais (sedimentos diversos, principalmente areia, além de lixo, galhos, folhas e terra das margens no processo de erosão), o objetivo é aumentar a capacidade dos rios de absorver as chuvas, contribuindo para evitar enchentes, além de melhorar as condições dos cursos d’água.<br />
O Departamento realiza a intervenção ao longo de 165 quilômetros do Tietê, da barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba, até a barragem de Ponte Nova, em Salesópolis. Executa, ainda, a retirada de sedimentos ao longo dos 25 quilômetros de extensão do Pinheiros, desde o canal da represa Guarapiranga até o encontro com o rio Tietê. O investimento previsto até 2026 no desassoreamento é de R＄ 1,3 bilhão. Em 2023, foram aplicados R＄ 145,8 milhões.<br />
Dentro do IntegraTietê, o DAEE possui ainda mais dois eixos de atuação. Um deles, a gestão de pôlderes (piscininhas), permitiu que os 12 equipamentos existentes ao longo da marginal Tietê operassem normalmente na atual temporada de chuvas. Essas estruturas entram em operação durante os temporais para evitar alagamentos nos dois sentidos da marginal. O investimento previsto no programa até 2026 é de R＄ 10 milhões; apenas no ano passado, foram aplicados R＄ 5,9 milhões. Ainda no combate às enchentes, o DAEE realizou manutenções preventivas e corretivas nos 27 piscinões que opera na Região Metropolitana de São Paulo, que juntos podem absorver até 7 bilhões de litros d&#8217;água.<br />
Há mais cinco estruturas desse tipo em construção atualmente. O RM-19 (córrego Jaboticabal), por exemplo, fica na divisa com São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul e vai absorver as chuvas nas bacias do ribeirão dos Couros (que passa embaixo da via Anchieta) e do córrego dos Meninos (que faz a divisa da capital com São Caetano). Será o maior piscinão do Brasil, com capacidade para armazenar 900 milhões de litros de água de chuva &#8211; o equivalente a 360 piscinas olímpicas cheias.<br />
Outro piscinão novo na capital é o RA-01 (córrego Antonico), que vai beneficiar a região do Morumbi, próximo ao estádio do São Paulo Futebol Clube, e o entorno de Paraisópolis. Já em Franco da Rocha, estão em obras os piscinões TG-09 (córrego Tapera Grande), EU-08 e EU-09 (ambos no ribeirão Euzébio). Eles vão armazenar águas das chuvas na própria cidade e beneficiar também toda a região.</p>
<h4><strong>Novas tecnologias e soluções para um problema histórico:</strong></h4>
<p>Ainda dentro do trabalho de retirada de sedimentos do Tietê, o governo prepara uma solução para um problema de décadas: o assoreamento do rio na região da barragem de Pirapora do Bom Jesus. O grande volume de sedimentos acumulado no local não permite usar o modelo tradicional de desassoreamento. São vários impeditivos, como a falta de área disponível para o chamado bota-espera, feito às margens do rio para a secagem do material removido; o transporte exigiria o uso de tantos caminhões que provocaria forte impacto no meio ambiente e no trânsito, tanto de Pirapora quanto das cidades da região; e não há uma área próxima que seja grande o suficiente para receber tantos resíduos.<br />
Para dar uma solução a esse problema histórico, duas frentes serão adotadas. Em 2025, o DAEE iniciará uma operação de retirada de macrófitas (plantas aquáticas) e a abertura de um canal para aumentar e melhorar o fluxo de água na barragem, com a remoção de sedimentos. Essa iniciativa já trará melhorias efetivas no curto prazo tanto para as condições do rio quanto para a operação das comportas, o que vai trazer benefícios também para as cidades que ficam à frente, como Salto e Itu.<br />
Outra solução, de médio e longo prazo, é a inclusão da remoção de sedimentos na PPP do desassoreamento, que está sendo desenvolvida pelo Governo do Estado, com o depósito dos materiais numa cava de mineração exaurida em Pirapora. Na PPP, o parceiro privado terá um prazo mais longo para a operação e, com isso, poderá investir em novas tecnologias para dar destino aos sedimentos e evitar impactos ambientais e viários.<br />
Com essa mudança, o programa passa a adotar novas metas anuais. Em 2023, a meta atualizada ficou em 885.000 m³ de sedimentos retirados (sendo que, no ano passado, foram desassoreados efetivamente 1.159.775 m³). Os valores atualizados das metas propostas para os próximos anos são: 1.670.000 m³ em 2024; 2.696.100 m³ em 2025; e 3.017.100 m³ em 2026.</p>
<h4><strong>Novos parques, reflorestamento e proteção das várzeas:</strong></h4>
<p>O terceiro eixo de atuação do DAEE é focado na preservação das várzeas, a fim de garantir que o rio continue com sua área alagável protegida, uma vez que, com as chuvas fortes, as águas ocupam as margens, em um processo natural. A iniciativa visa criar opções de lazer para a população e evitar invasões e ocupações nas várzeas, o que colocaria em risco a vida dos moradores. Para isso, a ação contará com um investimento de US＄ 100 milhões (R＄ 500 milhões na conversão atual), com financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), e benefícios diretos para 12 municípios: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Paraibuna, Poá, Ribeirão Pires, Salesópolis, São Paulo e Suzano.<br />
Nas próximas semanas está prevista a visita de uma comitiva da direção do BID para a liberação dos investimentos e lançamento das licitações de obras. Alguns dos destaques são: reflorestamento de 61 hectares (mais de 85 campos de futebol); a construção de um novo núcleo do Parque Nascentes do Tietê e a renovação do núcleo existente, em Salesópolis, onde está a nascente do rio; obras que vão aumentar o tratamento de esgoto em Mogi das Cruzes, melhorando a qualidade da água do Tietê; e a retirada de sedimentos de dentro do rio na região do Alto Tietê.<br />
Vale lembrar que, atualmente, 14,5 km2 de áreas de várzea estão protegidas por áreas verdes estruturadas, incluindo o Parque Ecológico do Tietê e os núcleos Parque Helena, Vila Jacuí e Itaim Biacica, o equivalente a 9 parques do Ibirapuera.</p>
<p>A postagem <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/governo-de-sp-faz-a-maior-retirada-de-residuos-dos-rios-tiete-e-pinheiros-desde-2015/">Governo de SP faz a maior retirada de resíduos dos rios Tietê e Pinheiros desde 2015</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br">Jornal Digital da Região Oeste</a>.</p>
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