<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>profissionais negros &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
	<atom:link href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/tag/profissionais-negros/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br</link>
	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 08 Nov 2026 03:02:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.3</generator>

<image>
	<url>https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2020/05/cropped-facebook1-32x32.jpg</url>
	<title>profissionais negros &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
	<link>https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A Cor do Som: Estudo Revela Padrões de Racismo na Indústria Sonora Brasileira</title>
		<link>https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/racismo-industria-sonora-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2026 03:02:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[a cor do som]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[colonialidade do som]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[indústria sonora]]></category>
		<category><![CDATA[Pretuguês]]></category>
		<category><![CDATA[produção de áudio]]></category>
		<category><![CDATA[profissionais negros]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo Estrutural]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/racismo-industria-sonora-brasil/</guid>

					<description><![CDATA[<p>A indústria do som no Brasil, um pilar fundamental da produção audiovisual, esconde em suas engrenagens profundos padrões de racismo estrutural. É o que aponta o recém-lançado dossiê “A Cor do Som”, um estudo abrangente que escancara desigualdades no mercado de trabalho e práticas veladas de “higienização” do produto final, impactando diretamente a voz e [&#8230;]</p>
<p>A postagem <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/racismo-industria-sonora-brasil/">A Cor do Som: Estudo Revela Padrões de Racismo na Indústria Sonora Brasileira</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br">Jornal Digital da Região Oeste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A indústria do som no Brasil, um pilar fundamental da produção audiovisual, esconde em suas engrenagens profundos padrões de racismo estrutural. É o que aponta o recém-lançado dossiê “A Cor do Som”, um estudo abrangente que escancara desigualdades no mercado de trabalho e práticas veladas de “higienização” do produto final, impactando diretamente a voz e a presença de profissionais negros no setor. A pesquisa desafia a noção de neutralidade, revelando como timbres e linguagens são classificados e como as carreiras são desvalorizadas pela lente da discriminação racial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Dossiê e Suas Origens</h2>



<p>O levantamento “A Cor do Som” foi concebido e elaborado por duas instituições privadas com atuação dedicada ao combate ao racismo: a Semiótica Antirracista, focada na oferta de cursos sobre diversidade racial, e o Estúdio Nina, que estabelece conexões entre marcas e o público negro. Lançado estrategicamente no início do Novembro Negro, mês dedicado à Consciência Negra, o estudo recebeu ainda o apoio da empresa Audiolivros. Para fundamentar suas conclusões, os pesquisadores empreenderam uma abordagem qualitativa, entrevistando 24 indivíduos. Deste grupo, 18 eram profissionais negros atuantes nas esferas técnica e criativa, quatro eram acadêmicos e duas personalidades engajadas no debate racial, cujas identidades foram preservadas. A metodologia buscou capturar percepções e vivências, sem recorrer a dados quantitativos, para traçar um panorama fiel das complexidades do racismo na área.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A &#039;Higienização&#039; Sonora e a Colonialidade do Áudio</h2>



<p>Um dos achados mais marcantes do dossiê reside na análise das questões técnicas da produção sonora. O estudo aponta que a indústria brasileira segue um paradigma de áudio de raízes europeias, colonialista e elitista. Essa abordagem se manifesta na busca incessante por uma “higienização do som”, que visa eliminar “ruídos e interferências da rua, da praça, do povo”. Operadores de som, segundo o dossiê, recebem diretrizes que pautam um produto final o mais “limpo” possível, um processo que, na prática, culmina no descarte de elementos sonoros periféricos e de marcas culturais afro-brasileiras. A pesquisa argumenta veementemente pela necessidade de “desconstruir o mito da neutralidade técnica” nessas produções, evidenciando como a suposta objetividade esconde escolhas que reforçam preconceitos raciais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Linguagem e a Hierarquia dos Modos de Falar</h2>



<p>Além das técnicas de áudio, a pesquisa também se debruça sobre a dimensão da linguagem no produto final. O estudo constata a prevalência de uma norma padrão que cria hierarquias entre diferentes modos de expressão, marginalizando a pluralidade linguística e classificando-a como “erro” ou indignidade. Para ilustrar essa questão, o dossiê resgata o conceito de “Pretuguês”, formulado pela intelectual e ativista Lélia Gonzalez. O “Pretuguês” refere-se a um modo de falar português enriquecido por elementos fonéticos e sintáticos de línguas africanas, frequentemente alvo de escárnio na sociedade brasileira – como a troca do &#039;L&#039; pelo &#039;R&#039; em certas palavras (&#039;probrema&#039;) ou a substituição do &#039;LH&#039; por &#039;I&#039; (&#039;faia&#039;). A desvalorização dessas formas de expressão representa mais uma faceta do racismo presente na indústria, que reprime a autenticidade cultural em nome de uma artificial neutralidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Desigualdades no Mercado de Trabalho: O Impacto nos Profissionais Negros</h2>



<p>O dossiê “A Cor do Som” dedicou uma parte significativa de suas entrevistas a expor as condições do mercado de trabalho para profissionais negros em produtoras, estúdios e agências de publicidade. As queixas são alarmantes e revelam um sistema de disparidades sistêmicas. É comum que profissionais negros recebam remunerações inferiores em comparação a colegas brancos que exercem funções equivalentes, ou que sejam contratados justamente por aceitarem salários menores. A dificuldade de cobrar valores condizentes com a própria qualificação é uma constante, exigindo que trabalhem em dobro para provar sua competência e, mesmo assim, enfrentem a falta de reconhecimento, ainda que sejam os responsáveis pelo desenvolvimento de projetos cruciais.</p>



<p>Essas dinâmicas se manifestam em relatos pungentes, como o de um profissional da área criativa que, após desempenhar múltiplas funções – de produção de palco à captação e edição –, foi demitido por e-mail ao reivindicar um salário justo, sendo substituído por uma &#039;influencer branca&#039;. Outro entrevistado descreveu a frustração de ser &#039;a pessoa que mais trabalhava&#039;, a mente por trás do projeto, mas &#039;a pessoa menos ouvida&#039;, precisando lutar intensamente para que suas ideias fossem consideradas. Além disso, a pesquisa destaca que, no setor audiovisual, profissionais negros são frequentemente relegados a “trabalhos braçais” ou técnicos, enquanto os espaços de decisão, criação e liderança permanecem majoritariamente brancos. Um profissional do cinema questionou: &#039;Por que eu não podia ser produtor?&#039;, evidenciando a barreira imposta à ascensão e à oportunidade de contar suas próprias histórias.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão: Um Chamado à Desconstrução do Racismo Sonoro</h2>



<p>O dossiê “A Cor do Som” não apenas diagnostica a presença do racismo na indústria sonora brasileira, mas também lança um imperativo para sua desconstrução. Ao expor a “higienização” do som, que silencia as marcas culturais afro-brasileiras, e a hierarquização das linguagens, que desvaloriza o “Pretuguês”, o estudo revela como o preconceito racial se manifesta em níveis técnicos e artísticos. As desigualdades salariais, a falta de reconhecimento e a restrição a funções subalternas no mercado de trabalho completam um quadro desolador para profissionais negros. O levantamento serve como um alerta crucial de que a neutralidade é um mito, e que a inclusão e a equidade exigem um esforço consciente para desmantelar as estruturas coloniais e elitistas que ainda ecoam no panorama audiovisual brasileiro, promovendo um ambiente onde a diversidade de vozes e talentos possa verdadeiramente ressoar.</p>


<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p><p>A postagem <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/racismo-industria-sonora-brasil/">A Cor do Som: Estudo Revela Padrões de Racismo na Indústria Sonora Brasileira</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br">Jornal Digital da Região Oeste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
