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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Família de casal sumido em travessia para EUA busca óbito presumido na</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 07:01:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cinco anos após o desaparecimento de Daniel San Mourão Almeida, de 31 anos, e Raiane Samira dos Santos, de 23, um casal natural de Ribeirão Preto (SP), suas famílias enfrentam um doloroso processo judicial para que ambos sejam legalmente declarados mortos. Daniel e Raiane não deram mais notícias desde março de 2021, quando se aventuraram [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Cinco anos após o desaparecimento de Daniel San Mourão Almeida, de 31 anos, e Raiane Samira dos Santos, de 23, um casal natural de Ribeirão Preto (SP), suas famílias enfrentam um doloroso processo judicial para que ambos sejam legalmente declarados mortos. Daniel e Raiane não deram mais notícias desde março de 2021, quando se aventuraram em uma perigosa travessia ilegal pelo México, com destino final aos Estados Unidos. A busca por um encerramento, mesmo que formal, motiva a ação de óbito presumido, um recurso jurídico que reconhece a morte de uma pessoa mesmo na ausência de um corpo. A iniciativa visa tirar o casal de um &#8220;limbo jurídico&#8221;, já que seus documentos permanecem ativos, impedindo que as famílias resolvam questões legais e patrimoniais que necessitam da comprovação da morte. A decisão de buscar uma nova vida em outro país, impulsionada por dificuldades econômicas, transformou-se em uma angústia prolongada e sem respostas definitivas.</p>
<p> A saga do desaparecimento e a busca por um novo começo</p>
<p>A história de Daniel e Raiane é um retrato da esperança e dos riscos enfrentados por muitos brasileiros em busca de oportunidades no exterior. O casal, de Ribeirão Preto, alimentava o sonho de construir uma vida melhor nos Estados Unidos, onde o irmão de Daniel já residia. Contudo, a crise econômica, agravada pela pandemia de Covid-19, impulsionou a decisão de recorrer a meios não oficiais para realizar essa jornada, mergulhando-os em uma rota perigosa e clandestina.</p>
<p> O sonho americano e a decisão arriscada</p>
<p>Daniel e Raiane, como tantos outros jovens, viam nos Estados Unidos a chance de prosperar e superar as adversidades financeiras que enfrentavam no Brasil. A perspectiva de uma vida com mais estabilidade e oportunidades motivou-os a planejar uma mudança radical. Em fevereiro de 2021, o casal partiu de Ribeirão Preto com destino ao México, o ponto de partida para a travessia. Eles teriam contratado os serviços de um &#8220;coiote&#8221;, um intermediário ilegal especializado em facilitar a entrada clandestina de pessoas em outro país, um serviço que, segundo investigações, custaria cerca de US$ 42 mil. Antes do desaparecimento, uma parte considerável desse valor, US$ 1,7 mil, já havia sido desembolsada, demonstrando o alto custo e a seriedade do compromisso assumido.</p>
<p> O último contato e o silêncio que se seguiu</p>
<p>O último contato de Raiane e Daniel com seus familiares no Brasil ocorreu no dia 12 de março de 2021. Naquela ocasião, eles haviam embarcado no estado de Baja, no México, com o objetivo de viajar por mar até a Califórnia, nos Estados Unidos. Desde então, o silêncio se instalou. A ausência de qualquer comunicação, de ligações, mensagens ou notícias por quase cinco anos, levou as famílias à dolorosa conclusão de que algo trágico havia acontecido. A mãe de Raiane, Sabrina dos Santos, manifesta o sentimento de incerteza, afirmando que, embora mantenha a esperança, o que mais deseja é uma resposta concreta sobre o paradeiro de sua filha e de Daniel, boa ou não, para que a família possa, finalmente, encontrar algum tipo de encerramento.</p>
<p> A ação judicial e o limbo jurídico</p>
<p>Diante da ausência prolongada e da falta de informações, as famílias do casal se viram obrigadas a recorrer ao sistema judiciário brasileiro em busca de uma solução legal para a situação. A ação de óbito presumido representa o caminho para reconhecer formalmente a morte de Daniel e Raiane, um passo essencial para resolver uma série de pendências que afetam a vida dos parentes.</p>
<p> O que é o óbito presumido?</p>
<p>A ação de óbito presumido é um instrumento jurídico que permite a declaração da morte de uma pessoa mesmo quando seu corpo não foi encontrado. No Brasil, a legislação civil prevê que, passados três anos do desaparecimento sem qualquer notícia do indivíduo, os interessados podem solicitar essa declaração à justiça. O objetivo principal é retirar a pessoa de um &#8220;limbo jurídico&#8221;, onde, apesar de ser considerada &#8220;desaparecida&#8221;, ela ainda é legalmente vista como viva. Essa condição impede a resolução de diversas questões práticas e emocionais para a família.</p>
<p> Implicações legais e a necessidade de encerramento</p>
<p>A permanência dos CPFs de Daniel e Raiane ativos é um exemplo claro desse &#8220;limbo&#8221;. Embora não haja qualquer notícia do casal há quase cinco anos, eles continuam registrados como cidadãos vivos, o que gera impedimentos legais. A declaração de óbito presumido é crucial para que as famílias possam dar andamento a processos como a divisão de bens, o encerramento de eventuais dívidas ou o recebimento de seguros, funcionando como um inventário de uma pessoa falecida, mas neste caso, presumidamente. Além das implicações patrimoniais, a declaração de óbito representa um passo fundamental para o processo de luto e encerramento emocional para os familiares, que buscam paz e um fim para a incerteza que os consome.</p>
<p> As investigações e o perigo da travessia ilegal</p>
<p>A complexidade do caso de Daniel e Raiane se estende às investigações sobre a rota da travessia ilegal e os riscos inerentes a essa prática. A Polícia Federal brasileira tem acompanhado o caso, fornecendo detalhes cruciais sobre o que pode ter ocorrido.</p>
<p> A confirmação do naufrágio pela Polícia Federal</p>
<p>As investigações conduzidas pela Polícia Federal trouxeram uma peça-chave para o entendimento do desaparecimento. Foi informado que Daniel e Raiane estavam a bordo de uma embarcação que naufragou. Em 2023, uma operação da Polícia Federal que resultou na prisão de um &#8220;coiote&#8221; em Goiânia revelou que ele teria sido o responsável por organizar a travessia do casal pelo México. Os detalhes obtidos nas investigações corroboraram a hipótese de que o plano de chegada aos Estados Unidos por meio ilegal não obteve sucesso, solidificando a crença das famílias de que o pior aconteceu. A confirmação do naufrágio, embora dolorosa, confere um grau de certeza sobre o destino final do casal.</p>
<p> O papel dos &#8220;coiotes&#8221; e os riscos envolvidos</p>
<p>A atuação dos &#8220;coiotes&#8221; é uma realidade sombria nas rotas de migração ilegal. Esses intermediários se aproveitam da vulnerabilidade e do desespero de pessoas que buscam uma vida melhor, cobrando valores exorbitantes e, muitas vezes, submetendo os viajantes a condições desumanas e perigosas. A promessa de uma travessia segura muitas vezes se desfaz em cenários de abandono, exploração e, como no caso de Daniel e Raiane, tragédia. As embarcações utilizadas nessas travessias marítimas são frequentemente superlotadas e precárias, sem condições mínimas de segurança, aumentando exponencialmente o risco de acidentes, como naufrágios, que ceifam a vida de inúmeros migrantes a cada ano. A história do casal de Ribeirão Preto serve como um alerta contundente sobre os perigos e as consequências devastadoras de se confiar em redes de tráfico humano.</p>
<p> O fim de uma espera e o início de um novo luto</p>
<p>A busca pela declaração de óbito presumido, após quase cinco anos de incerteza, marca um capítulo doloroso e necessário para as famílias de Daniel San Mourão Almeida e Raiane Samira dos Santos. A decisão de recorrer à justiça reflete a exaustão emocional de viver em um limbo, a meio caminho entre a esperança e a aceitação de uma perda irreparável. A confirmação do naufrágio, embora tragicamente reveladora, oferece um caminho para o encerramento legal e emocional, permitindo que os familiares iniciem, de fato, um processo de luto e reorganizem suas vidas, agora com a dolorosa certeza de uma despedida que nunca pôde ser feita. A história do casal serve como um pungente lembrete dos perigos inerentes às travessias ilegais e do impacto devastador naqueles que ficam à espera, eternamente marcados pela ausência.</p>
<p> Perguntas frequentes (FAQ)</p>
<p> O que é uma ação de óbito presumido?<br />
É um processo judicial que permite a declaração oficial da morte de uma pessoa mesmo na ausência de seu corpo, quando há um desaparecimento prolongado e sem notícias. Seu objetivo é resolver pendências legais e patrimoniais que necessitam da comprovação da morte.</p>
<p> Qual o prazo legal para solicitar o óbito presumido no Brasil?<br />
De acordo com a legislação brasileira, após três anos sem qualquer notícia do paradeiro de uma pessoa desaparecida, os interessados podem dar entrada com uma ação de óbito presumido na justiça.</p>
<p> Quais são as principais consequências de ter um CPF ativo de uma pessoa desaparecida?<br />
Um CPF ativo mantém a pessoa legalmente viva, o que impede a resolução de diversas questões como a divisão de herança, o encerramento de contratos, o pagamento de dívidas ou o recebimento de benefícios. Isso cria um &#8220;limbo jurídico&#8221; que afeta diretamente os familiares.</p>
<p> Quais os riscos de tentar uma travessia ilegal para os Estados Unidos?<br />
As travessias ilegais envolvem riscos extremos, como a exposição a criminosos (os &#8220;coiotes&#8221;), condições de viagem precárias e perigosas (como naufrágios em embarcações superlotadas), extorsão, abandono, violência e, em muitos casos, a morte.</p>
<p>Para mais informações sobre os perigos das travessias ilegais e os direitos de famílias de desaparecidos, continue acompanhando nossos conteúdos e as atualizações sobre este tema crítico.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://g1.globo.com" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://g1.globo.com</a></em></p>
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