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	<title>frei &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>Morre frei Sérgio Görgen, ícone da luta camponesa no Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 03:02:15 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta terça-feira, 3 de outubro, o Brasil perdeu uma de suas mais significativas lideranças sociais: Frei Sérgio Görgen, aos 70 anos. O falecimento do religioso franciscano, escritor e intelectual deixa um vazio notável no movimento camponês e nas causas populares. Görgen foi uma figura central na articulação de movimentos sociais, dedicando sua vida à defesa dos direitos dos pequenos agricultores e à luta pela soberania alimentar. Ele foi um dos sobreviventes do trágico Massacre da Fazenda Santa Elmira, em 1989, e um dos pilares na fundação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), em 1996, cuja criação surgiu da urgência das secas e da necessidade de conferir voz aos agricultores familiares em todo o país.</p>
<p> A trajetória de um líder e suas lutas</p>
<p> Da vocação religiosa ao ativismo social</p>
<p>Frei Sérgio Görgen dedicou sua existência à articulação política e espiritual dos excluídos. Membro da Ordem dos Franciscanos, sua fé transcendeu os dogmas para se manifestar em um compromisso inabalável com a justiça social e a dignidade humana. Sua jornada foi marcada por uma profunda imersão nas realidades do campo brasileiro, tornando-o um observador e agente de transformação. O frei não apenas testemunhou as adversidades enfrentadas pelos camponeses, mas as vivenciou de perto, tornando-se um símbolo de resistência.</p>
<p>Um dos momentos mais dramáticos de sua vida foi a sobrevivência ao Massacre da Fazenda Santa Elmira, em Rondônia, em 1989. O episódio, que resultou na morte de nove trabalhadores rurais, foi um marco na luta pela terra no Brasil e reforçou a convicção de Görgen na necessidade de organização e defesa dos direitos camponeses. Essa experiência o impulsionou a intensificar sua militância, convertendo a dor da tragédia em força para a construção de um futuro mais justo.</p>
<p>Além de sua atuação direta nos movimentos, Frei Sérgio foi um intelectual prolífico. Por meio de suas obras referenciais, como &#8220;Trincheiras da Resistência Camponesa&#8221; e &#8220;A Gente Não Quer Só Comida&#8221;, ele teorizou e denunciou as múltiplas formas de exploração que assolam os camponeses. Seus escritos não eram apenas relatos, mas verdadeiros manifestos que articulavam a realidade social com a necessidade de mudança estrutural, educando e inspirando gerações de ativistas e acadêmicos. Ele se tornou uma voz respeitada na academia e nos círculos políticos, capaz de traduzir a complexidade das relações agrárias para um público mais amplo.</p>
<p> Fundação do MPA e defesa da agricultura camponesa</p>
<p>Em 1996, Frei Sérgio Görgen foi peça fundamental na fundação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). A criação do MPA não foi um evento isolado, mas uma resposta organizada à crescente invisibilidade e desamparo dos agricultores familiares diante das políticas públicas e da hegemonia do agronegócio. Em um contexto de intensas secas e falta de apoio governamental, o movimento nasceu para ser a voz dos pequenos agricultores, defendendo seus direitos e a importância da agricultura camponesa como base para a soberania alimentar do país.</p>
<p>Görgen foi uma liderança incansável no combate à fome e na construção da defesa da agricultura camponesa como modo de vida e resistência. Ele articulou pautas essenciais como a reforma agrária, o acesso à terra, a produção agroecológica e a garantia de alimentos saudáveis para toda a população. O MPA, sob sua influência, cresceu e se consolidou como uma das principais organizações do campo, promovendo a articulação nacional e internacional de agricultores familiares. A dedicação do frei à soberania alimentar e à dignidade das pessoas do campo permeou todas as ações do movimento, moldando sua filosofia e métodos de luta. Sua visão abrangente conectava a produção de alimentos à questão da justiça social e ambiental, posicionando a agricultura familiar como um pilar estratégico para o desenvolvimento sustentável do Brasil.</p>
<p> O legado e as homenagens</p>
<p> Reconhecimento político e social</p>
<p>A notícia do falecimento de Frei Sérgio Görgen repercutiu profundamente em todo o país, gerando uma onda de homenagens e reconhecimentos de diversas esferas políticas e sociais. O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) destacou o &#8220;vazio imenso na luta social brasileira&#8221; deixado por sua partida, mas também ressaltou o legado de seu trabalho na defesa da soberania alimentar e da dignidade das pessoas do campo. Sua existência, conforme o MPA, foi dedicada à articulação política e espiritual dos excluídos, sendo ele uma peça fundamental na fundação do movimento.</p>
<p>O Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual Frei Sérgio era filiado desde 2000 e pelo qual foi deputado estadual, também se manifestou. A legenda afirmou que Görgen foi um exemplo de luta pelo povo do campo, pela agricultura camponesa, pela reforma agrária e pela soberania alimentar, classificando-o como um &#8220;dirigente histórico&#8221; e uma &#8220;liderança incansável&#8221;. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, salientou a trajetória do frei, afirmando que ele &#8220;uniu fé e compromisso com o povo do campo, dedicando a vida à soberania alimentar, à agroecologia e à justiça social&#8221;.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, lamentou a perda e recordou o importante apoio espiritual que recebeu de Frei Sérgio durante o período de sua prisão em Curitiba. Lula destacou que &#8220;a fé e as sábias palavras de Frei Sérgio durante suas visitas em Curitiba me ajudaram a atravessar com força e esperança os momentos difíceis da prisão injusta a que fui submetido&#8221;. O presidente ressaltou que Frei Sérgio carregava uma história de vida exemplar, marcada por lutas e sacrifícios pessoais, incluindo greves de fome, para garantir os direitos daqueles que vivem da agricultura familiar. Concluiu que o frei dedicou sua vida a cumprir o ensinamento cristão de &#8220;Dai de comer a quem tem fome&#8221;, lutando pela alimentação do corpo e da alma, e que sua missão cumprida seguirá servindo de exemplo e inspiração.</p>
<p> Obras e inspiração duradoura</p>
<p>Frei Sérgio Görgen não deixa apenas um vasto legado de ativismo, mas também um conjunto de obras literárias que se tornaram referências para o estudo e a compreensão das questões agrárias no Brasil. Seus livros, como &#8220;Trincheiras da Resistência Camponesa&#8221; e &#8220;A Gente Não Quer Só Comida&#8221;, são mais do que meros registros; são ferramentas de análise, denúncia e inspiração. Neles, Görgen destrinchou a complexidade da exploração camponesa, oferecendo tanto a teoria quanto a prática para a resistência.</p>
<p>Seu trabalho transcendeu as fronteiras do ativismo direto, alcançando salas de aula, centros de pesquisa e comunidades por todo o país. O compromisso de Frei Sérgio com a agroecologia, a justiça social e a defesa dos direitos dos trabalhadores do campo serve como um farol para as novas gerações de líderes e ativistas. A continuidade de sua luta pela reforma agrária e pela soberania alimentar é assegurada pela perpetuação de seus ideais e pela força das organizações que ajudou a construir. O legado de Frei Sérgio, portanto, não é apenas uma memória, mas uma força viva que segue impulsionando a esperança e a resistência no campo brasileiro.</p>
<p> Um legado de resistência e esperança</p>
<p>A partida de Frei Sérgio Görgen representa uma perda inestimável para o movimento social brasileiro, deixando um vazio que será difícil de preencher. No entanto, sua vida e obra constituem um poderoso farol de inspiração. Sua dedicação incansável aos direitos dos pequenos agricultores, à soberania alimentar e à justiça social cimentou as bases para a continuidade de uma luta vital. O legado de Frei Sérgio, marcado pela resiliência, fé e compromisso com os excluídos, segue vivo nas trincheiras da resistência camponesa e na esperança de um Brasil mais justo e equitativo. Sua missão, que uniu o espiritual e o político, continua a guiar aqueles que creem na força da agricultura familiar e na dignidade do povo do campo.</p>
<p> Perguntas frequentes</p>
<p>Quem foi Frei Sérgio Görgen?<br />
Frei Sérgio Görgen foi um religioso franciscano, escritor e proeminente líder histórico do movimento camponês no Brasil. Dedicou sua vida à defesa dos direitos dos pequenos agricultores, à soberania alimentar e à justiça social. Foi também um sobrevivente do Massacre da Fazenda Santa Elmira e um dos fundadores do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).</p>
<p>Qual foi o papel de Frei Sérgio Görgen na fundação do MPA?<br />
Frei Sérgio Görgen foi uma figura central e fundamental na fundação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) em 1996. Ele articulou a necessidade de uma voz para os agricultores familiares, especialmente em face das secas e da falta de apoio, consolidando o movimento como um pilar na defesa da agricultura camponesa e da soberania alimentar.</p>
<p>Que contribuições literárias Frei Sérgio Görgen deixou?<br />
Entre suas obras mais notáveis estão &#8220;Trincheiras da Resistência Camponesa&#8221; e &#8220;A Gente Não Quer Só Comida&#8221;. Nesses livros, Frei Sérgio Görgen teorizou sobre a exploração dos camponeses e denunciou as injustiças, tornando-se uma referência para o estudo e a compreensão das questões agrárias no Brasil.</p>
<p>Como foi a relação de Frei Sérgio Görgen com o presidente Lula?<br />
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Frei Sérgio e mencionou o importante apoio espiritual que recebeu dele durante sua prisão em Curitiba. Lula destacou que as &#8220;sábias palavras&#8221; do frei o ajudaram a atravessar os momentos difíceis, reconhecendo sua trajetória de luta e sacrifícios pessoais em favor da agricultura familiar.</p>
<p>Para aprofundar seu conhecimento sobre as pautas do campo e a importância da agricultura familiar, explore os princípios e as ações do Movimento dos Pequenos Agricultores.</p>
<p><em>Fonte: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://agenciabrasil.ebc.com.br</a></em></p>
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		<title>Primeiro santo brasileiro, frei galvão é celebrado anualmente em 25 de outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 08:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Devotos em todo o Brasil celebram anualmente, em 25 de outubro, Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro e Patrono da Construção Civil e dos Profissionais da Engenharia Civil. Uma característica notável é que, além de pioneiro no Brasil, ele foi o primeiro santo do mundo a ser canonizado fora do Vaticano, conforme informações do Santuário [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Devotos em todo o Brasil celebram anualmente, em 25 de outubro, Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro e Patrono da Construção Civil e dos Profissionais da Engenharia Civil. Uma característica notável é que, além de pioneiro no Brasil, ele foi o primeiro santo do mundo a ser canonizado fora do Vaticano, conforme informações do Santuário de Frei Galvão, localizado em Guaratinguetá, São Paulo, sua cidade natal.</p>
<p>A canonização ocorreu em 11 de maio de 2007, durante uma missa no Campo de Marte, em São Paulo, presidida pelo Papa Bento XVI.</p>
<p>De acordo com Frei Costa, vigário do Santuário de Frei Galvão, canonizações geralmente acontecem na Praça São Pedro, no Vaticano. A canonização no Brasil representou um evento histórico e incomum.</p>
<p>A beatificação, etapa que antecede a canonização, ocorreu em 25 de outubro de 1998, data que se tornou o dia de celebração do santo.</p>
<p>Antônio de Sant&#8217;Anna Galvão nasceu em 1739 em Guaratinguetá, em uma família rica de descendência portuguesa e profundamente ligada à religião. Seu pai era capitão-mor da vila de Guaratinguetá, e sua mãe exerceu grande influência religiosa sobre ele.</p>
<p>Aos 13 anos, Antônio foi estudar com os jesuítas na Bahia, uma experiência transformadora. Retornou a Guaratinguetá por volta dos 20 anos, já tendo ingressado na ordem franciscana.</p>
<p>A partir de então, dedicou-se ao serviço ao próximo, principalmente em São Paulo, onde viveu a maior parte de sua vida e ganhou fama de santidade. Frei Galvão construiu o Recolhimento de Santa Teresa para irmãs religiosas, que não possuíam um lar. Atualmente, o prédio é o Mosteiro da Luz, um monumento histórico em São Paulo, onde ele viveu e faleceu.</p>
<p>Essa dedicação o tornou padroeiro dos construtores civis, arquitetos, engenheiros, pedreiros e pintores. Em 2016, uma lei nacional instituiu o dia 25 de outubro como o ‘Dia Nacional do Patrono da Construção Civil e dos Profissionais da Engenharia Civil’.</p>
<p>Os milagres de Frei Galvão estão associados às pílulas da fé: pequenos papéis enrolados contendo uma oração. O religioso entregava essas pílulas a pessoas que enfrentavam aflições e buscavam uma graça. Um dos casos mais conhecidos é o de uma gestante com complicações que colocavam em risco sua vida e a do bebê. Ao receber a pílula, o parto foi bem-sucedido e ambos ficaram saudáveis.</p>
<p>As pílulas sacramentais continuam sendo distribuídas gratuitamente aos devotos no santuário. Feitas de papel de arroz comestível, contêm a mesma oração escrita por Frei Galvão e são consumidas no 1º, 5º e 9º dia da novena de Frei Galvão.</p>
<p>Devotos de todo o Brasil viajam a Guaratinguetá em busca das pílulas, atribuindo a elas milagres por intercessão de Frei Galvão, inexplicáveis pela ciência.</p>
<p>Frei Galvão faleceu aos 83 anos no Mosteiro da Luz, em São Paulo, no ano de 1822.</p>
<p><em>Fonte: g1.globo.com</em></p>
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