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	<title>Dra Luana Karen Oliveira &#8211; Jornal Digital da Região Oeste</title>
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	<description>Notícias atualizadas da Região Oeste com credibilidade e agilidade. Acompanhe política, economia, cultura, esportes e muito mais no Jornal Digital.</description>
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		<title>O Direito vale para todos? Quem julga, quem tem o poder de julgar?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 17:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por Dra Luana Karen &#8211; Advogada   &#160; Nas faculdades de Direito, os estudantes não aprendem apenas leis, códigos e processos. Estudamos política, economia, filosofia, sociologia e história. Existe uma razão para isso: o Direito é multidisciplinar e está presente em praticamente todas as camadas da sociedade. Talvez uma de suas funções mais importantes seja justamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Dra Luana Karen &#8211; Advogada  </strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas faculdades de Direito, os estudantes não aprendem apenas leis, códigos e processos. Estudamos política, economia, filosofia, sociologia e história. Existe uma razão para isso: o Direito é multidisciplinar e está presente em praticamente todas as camadas da sociedade.</p>
<p>Talvez uma de suas funções mais importantes seja justamente estabelecer limites. Limites para o cidadão, mas também e sobretudo para quem exerce poder.</p>
<p>Governantes, políticos, autoridades, instituições e julgadores não deveriam decidir simplesmente aquilo que consideram melhor, mais conveniente ou moralmente correto. Em um Estado Democrático de Direito, existem Constituição, leis, competências e garantias que determinam até onde cada um pode ir.</p>
<p>O problema começa quando o Direito deixa de funcionar como limite para o poder e passa a ser utilizado como instrumento dele.</p>
<p>Vivemos um período em que todos parecem ter uma opinião sobre como as instituições deveriam agir. Escolhemos lados e, muitas vezes, definimos o que consideramos justo antes mesmo de perguntar o que o Direito efetivamente permite.</p>
<p><strong>E talvez aí esteja um dos maiores perigos do nosso tempo.</strong></p>
<p>O Direito violado não pode ser considerado errado apenas quando a violação atinge alguém de quem gostamos. Direitos fundamentais não existem somente para aqueles com quem concordamos. Garantias individuais não podem depender de popularidade, e o devido processo legal não deveria mudar conforme o nome de quem está sendo julgado.</p>
<p><strong>Caso contrário, deixamos de defender princípios e passamos a defender pessoas.</strong></p>
<p>Essa lógica contribui para a insegurança jurídica. Quando as regras parecem variar conforme as circunstâncias ou os envolvidos, o cidadão começa a se perguntar quais são, afinal, as regras do jogo. E essa insegurança ultrapassa os tribunais. Ela interfere na economia, nos investimentos, nas empresas, nos empregos e na confiança da população nas instituições.</p>
<p>Enquanto os grandes debates institucionais acontecem, existe uma população que acorda cedo, trabalha, empreende, emprega, paga impostos e sustenta diariamente a máquina pública. É justamente essa população que deveria encontrar no Direito proteção contra eventuais excessos de poder.</p>
<p>É também nesse cenário que enxergo a grandeza e a responsabilidade da advocacia. A própria Constituição Federal reconhece o advogado como indispensável à administração da Justiça. A advocacia existe também para provocar debates, questionar excessos, apontar violações e buscar na lei os limites e os caminhos para a solução dos conflitos. Uma advocacia livre, independente e respeitada precisa ser ouvida, especialmente por aqueles que detêm o poder. Questionar uma instituição não significa enfraquecê-la. Muitas vezes, é justamente o questionamento que contribui para fortalecê-la.</p>
<p>Ao longo dos meus anos na advocacia, passei a enxergar com mais atenção algo que, na faculdade, parece elementar: a imparcialidade é um dos pilares da Justiça, mas preservá-la na prática exige muito mais do que simplesmente declará-la.</p>
<p>A representação clássica da Justiça talvez nunca tenha sido tão atual. Seus olhos estão vendados por uma razão. A venda representa uma Justiça que não deveria olhar quem está diante dela antes de aplicar o Direito. A balança representa equilíbrio.</p>
<p>Quando retiramos a venda para escolher quem merece determinada garantia, desequilibramos a balança.</p>
<p>Vivemos em um país profundamente dividido, no qual uma mesma conduta pode ser considerada absurda quando praticada pelo adversário e justificável quando praticada por alguém do nosso próprio campo.</p>
<p>Mas a lei precisa valer inclusive quando o resultado de sua aplicação nos desagrada.</p>
<p>Por isso, precisamos continuar fazendo perguntas. Quem fiscaliza aqueles que exercem poder? Quem responsabiliza quem descumpre a lei? Quem controla aqueles que têm a função de controlar?</p>
<p>Uma democracia saudável não deveria ter medo dessas perguntas. Instituições fortes não são aquelas que estão acima de questionamentos, mas aquelas capazes de respondê-los com transparência, fundamentação e respeito aos limites constitucionais.</p>
<p>Eu acredito na democracia. Mas democracia não é apenas votar. Ela exige instituições fortes, separação de Poderes, liberdade, responsabilidade, respeito às garantias fundamentais e limites para quem exerce autoridade.</p>
<p>Talvez, então, a pergunta mais importante seja:</p>
<p>Estamos dispostos a defender o Estado Democrático de Direito mesmo quando o Direito protege alguém de quem discordamos?</p>
<p>Porque a verdadeira força da lei não aparece apenas quando ela confirma aquilo que queremos. Ela aparece quando, apesar das nossas opiniões, interesses e preferências, aceitamos que ninguém, absolutamente ninguém, deveria estar acima dela.</p>
<p><strong><img decoding="async" class=" wp-image-64889 alignleft" src="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Dra-Luana-Karen-200x300.jpeg" alt="" width="171" height="257" srcset="https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Dra-Luana-Karen-200x300.jpeg 200w, https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Dra-Luana-Karen-682x1024.jpeg 682w, https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Dra-Luana-Karen-768x1153.jpeg 768w, https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Dra-Luana-Karen-1023x1536.jpeg 1023w, https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Dra-Luana-Karen-150x225.jpeg 150w, https://jornaldigitaldaregiaooeste.com.br/wp-content/uploads/2026/09/Dra-Luana-Karen.jpeg 1066w" sizes="(max-width: 171px) 100vw, 171px" /></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dra. Luana Karen Oliveira &#8211; @<span class="x1lliihq x193iq5w x6ikm8r x10wlt62 xlyipyv xuxw1ft">luanafrancadeoliveira.adv</span></strong></p>
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<p>Advogada, militante nas areas de direito civil, bancário, familia e sucessões.</p>
<p>Empresaria, socia da LKO Corretora de Seguros , especializada em planejameto patrimonial e sucessório familiar e empresarial.</p>
<p>Bacharel em direito pela universidade FMU, Pós graduada em direito penal com enfase em crimes financeiros pela faculdade Damasio, certificada em direito bancário pela faculdade Legale e pos graduanda em planejamento patrimonial, familiar e sucessório pela faculdade Legale.</p>
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