Semana do Orgulho LGBTQIA+ inicia com domingo de ativismo digital

 Semana do Orgulho LGBTQIA+ inicia com domingo de ativismo digital
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Com a pandemia do novo coronavírus, o evento global e anual da Parada Gay foi transferido para a plataforma digital

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Por Renata Juliotti

Movimentos sociais, ONGs e marcas comerciais falaram em uma linguagem uníssona no último domingo (28). Celebrado mundialmente como o Dia do Orgulho LGBTQIA+, a data traz à tona umaimportante discussão sobre a conscientização, direitos, respeito e inclusão de lésbicas, gays,bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersex.

Por toda a web o assunto principal foi a luta das siglas por visibilidade. Com campanhas especiais, lives, documentários e programas televisivos, que divulgaram o movimento ao redor do mundo. Alguns locais que já estão na segunda fase de flexibilização como Madrid, Nova Iorque e Taiwan, pessoas foram às ruas em manifestação de apoio. No Brasil, segundo país com maior número de pessoas contaminadas pelo vírus no mundo, a parada teve de ser inteiramente digital. Mas isso não impediu os protestos e apoio nas redes sociais.

Algumas marcas criaram campanhas especiais para a celebração, como é o caso da Coca-cola e Havaianas, que criou chinelos coloridos, que lembram a bandeira LGBTQIA+, símbolo do movimento. O canal GNT também trouxe uma programação especial para manifestar o apoio à causa.

 

Quando tudo começou

O mês de junho não foi escolhido como o mês do Orgulho LGBTQIA+, à toa. A escolha da data se deve a fatos que aconteceram há 50 anos, mais precisamente em 28 de junho de 1969, nos Estados Unidos.

O surgimento simbólico do movimento LGBTQIA+se deu no bar Stonewall Inn, frequentado principalmente por homossexuais em Nova York. Ali, eram comuns as batidas policiais e cenas de preconceito, até que os frequentadores resolveram se insurgir.

Os confrontos abertos chamaram a atenção para a situação a que aquele grupo era submetido e levaram à maior articulação das pessoas LGBTI+, que naquele momento reivindicavam, sobretudo, direito à visibilidade.

As manifestações se tornaram uma marca histórica em todo o mundo, e a primeira Parada Gay, de Stonewall, será para sempre lembrada como a revolta que gerou consciência.

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