Renata Abreu defende que o Dia Internacional da Mulher seja feriado nacional

 Renata Abreu defende que o Dia Internacional da Mulher seja feriado nacional

Fotos: Divulgação

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Dia Internacional da Mulher feriado! Para incluir o 8 de março no calendário nacional de feriados, tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1400/2023 de Renata Abreu, deputada federal em terceiro mandato seguido e presidente nacional do Podemos. Para ela, a data é de grande relevância cívica e política, além de ser considerada uma das mais significativas pelos brasileiros.

“A consagração do 8 de março como feriado nacional significa reconhecer que a transformação em curso nas relações entre homens e mulheres é um processo que se equipara em importância ao das demais grandes transformações por que passamos no Brasil”, esclarece Renata Abreu, uma das mais atuantes defensoras dos direitos da mulher.

A lista de feriados nacionais é curta. São 8 feriados com dia fixo: Confraternização Universal (1º de janeiro), Tiradentes (21 de abril), Dia Mundial do Trabalho (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Finados (2 de novembro), Proclamação da República (15 de novembro) e Natal (25 de dezembro). Há ainda 3 feriados com data móvel: Carnaval, Paixão de Cristo/Sexta-feira Santa e Corpus Christi.

“Como se pode constatar, são datas de grande significado cívico e/ou religioso, cuja relevância se consolidou ao longo da história pátria. Qualquer proposta de ampliar essa lista deve confrontar-se, portanto, com uma questão crucial: o novo feriado nacional sugerido está à altura daqueles poucos consagrados em lei? A nossa resposta neste caso específico é sim”, responde Renata Abreu, que justifica: “Quando se comemora o 7 de Setembro, ou o 15 de Novembro, não estamos apenas recordando o que aconteceu no passado, mas nos provocando a alcançar a total independência e republicanização do País. Ao comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, estamos nos comprometendo com o programa da equidade de gênero, que, repita-se, está longe de completar-se”.

MAIS DE 100 PAÍSES

O Dia Internacional da Mulher é comemorado em mais de 100 países, com a finalidade de lembrar as conquistas femininas, independentemente de divisões sociais, políticas, econômicas, etnia, credo etc. É feriado no Afeganistão, Arménia, Bielorrússia, Camboja, Cuba, Geórgia, Laos, Mongólia, Montenegro, Rússia, Uganda, Ucrânia e Vietnã. Em certos países, como a Albânia, Macedónia, Sérvia e Uzbequistão, a data é festejada juntamente com o Dia da Mãe. E na China, as trabalhadoras recebem meio-dia de folga.

Tudo começou em um movimento operário que acabou se tornando em evento anual reconhecido pela ONU em 1908, quando 15 mil mulheres marcharam pela cidade de Nova York exigindo a redução das jornadas de trabalho, salários melhores e direito ao voto. Um ano depois, o Partido Socialista da América declarou o 1º Dia Nacional das Mulheres.

A proposta de tornar a data internacional veio de uma mulher chamada Clara Zetkin, ativista comunista e defensora dos direitos das mulheres. Em 1910, na Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague, a ideia dela foi aprovada por unanimidade pelas 100 representantes de 17 países.

A data mundial foi celebrada pela primeira vez em 1911 na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, mas só foi formalizada em 1917, após uma greve na Rússia, quando as mulheres exigiram ‘pão e paz’. Quatro dias após a greve, o czar foi forçado a abdicar, e o governo provisório concedeu às russas o direito ao voto. A greve começou em 23 de fevereiro (pelo calendário juliano, utilizado na Rússia na época), que corresponde a 8 de março no calendário gregoriano.

Roxo, verde e branco são as cores que simbolizam o Dia Internacional da Mulher. Roxo significa justiça e dignidade. Verde, esperança. Branco, paz. Cores que se originaram da União Social e Política das Mulheres (WSPU, na sigla em inglês) no Reino Unido em 1908.

Oficializado pela ONU em 1975, dia 8 de março mundialmente é comemorado os avanços femininos na sociedade, na política e na economia e a luta das mulheres pela eliminação da hierarquia centenária que subordinou metade da humanidade à outra metade.

“A consagração do 8 de março como feriado nacional simboliza a luta das mulheres por uma posição não subordinada na sociedade brasileira”, finaliza Renata Abreu.

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