Emoções á flor da pele, devido às consequências psíquicas do período que estamos vivendo.

 Emoções á flor da pele, devido às consequências psíquicas do período que estamos vivendo.
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Iniciamos o ano em meio ao desejo de renovação e dos resquícios ainda latentes de 2020. Pensando em entender e registrar os impactos da quarentena e nos seus efeitos emocionais, aonde as pessoas se veem propensas a enlouquecer várias vezes ao dia, já que em momentos como esse as situações antes tidas como normais se tornam mais agudas e a semente da inquietação se expande dentro de nós.

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Diante do medo, da raiva e da euforia, todas as facetas da irremediável angústia, alguns tendem a achar culpados, replicando o ódio involuntário, enquanto outros escolher eliminar o objeto no problema, negando o momento atual. Os mais ansiosos impossibilitados de se deixar atravessar pelo tempo presente e com a atenção sempre deslocada para fora, geram um ambiente fantasioso de domínio sobre o futuro.

Mas existem aqueles que vivenciam momentos adversos de forma presa ao abismo e ao vazio, pois viram as suas rotinas que eram estruturadas e desenhadas, serem lançadas ao total desamparo estrutural. Tal sentimento de insuficiência gera inúmeros vícios comuns durante a pandemia, como compulsão por comida, bebida, drogas, sexo, redes sociais, consumo e consequentemente a procura por terapias.

Sem falar sobre os relacionamentos amorosos, aonde uma metáfora bastante sugestiva nos faz refletir sobre estarmos vivendo enlouquecidos no automático e de repente alguém gritou: Estátua! E tivemos que cancelar o movimento. A partir daí, foi possível olhar como uma lupa e a real importância de se estar com o outro.

Diante de todos esses conflitos todos estamos á procura de uma forma de se viver melhor e para isso é necessário eliminarmos a cultura o exagero, a busca incessante pela felicidade instantânea que nos protege do confronto com o nosso próprio vazio.

Em resumo está cada vez mais evidente que o planeta está em clara exaustão, nos convidando a parar a roda da “viagem obsessiva do eu” e abrir um espaço subjetivo para pensar no todo. Precisamos refletir  que depois das dificuldades  vem a facilidade, o que nos encoraja na construção de um novo tempo aonde a solidariedade e o equilíbrio sejam nossos pilares.

 

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