Cuidado: o perigo mora em casa

 Cuidado: o perigo mora em casa

A pandemia do novo coronavírus nos levou a passar mais tempo em casa. Como consequência, os acidentes domésticos aumentaram como relata Dra. Tatiana Moura, Cirurgiã Plástica e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP): “Neste período de quarentena realizei mais atendimentos relacionados a acidentes em casa do que o normal”.

 

Durante a pandemia do novo coronavírus as pessoas estão por mais tempo dentro de casa e os cuidados precisam ser redobrados para evitar acidentes domésticos. Segundo o Ministério da Saúde, 38% dos atendimentos nas áreas de urgência e emergência dos hospitais são causados por esse tipo de acidente (acidentes domésticos). Os riscos atingem todas as faixas etárias, desde crianças que sofrem queimaduras, cortes e intoxicações, até idosos, que são vulneráveis a quedas dentro da residência.

 

De acordo com o Censo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em média são registradas 664.809 cirurgias reparadoras no Brasil, procedimento para casos de deformidades congênitas ou adquiridas.

 

Nesse sentido, é necessário redobrar a atenção em relação aos hábitos e funcionamento da casa para garantir a segurança de toda a família neste período. Dra. Tatiana comenta que o uso do álcool em gel tem sido amplamente divulgado, no entanto, nem todo mundo lembra que, assim como o líquido, ele é altamente inflamável. Por isso, o produto deve ficar bem longe da cozinha. A limpeza das mãos na cozinha pode ser feita com água e detergente. Já para limpar o ambiente, prefira produtos desengordurantes específicos para a higienização do local”, ressalta Dra. Tatiana Moura.

 

As queimaduras podem ser classificadas da seguinte maneira:

 

Quanto à profundidade:

  • 1º grau: atinge a epiderme (camada superficial da pele). Apresentação com vermelhidão sem bolhas e discreto inchaço local. A dor está presente;
  • 2º grau: atinge a epiderme e parte da derme (2ª camada da pele). Há presença de bolhas e a dor é acentuada;
  • 3º grau: atinge todas as camadas da pele, músculos e ossos. Ocorre necrose da pele (morte do tecido), que se apresenta com cor esbranquiçada ou escura. A dor é ausente, devido à profundidade da queimadura, que lesa todas as terminações nervosas responsáveis pela condução da sensação de dor.

 

Quanto à extensão:

A extensão de uma queimadura é representada em percentagem da área corporal queimada.

  • Leves (ou “pequeno queimado”): atingem menos de 10% da superfície corporal;
  • Médias (ou “médio queimado”): atingem de 10% a 20% da superfície corporal;
  • Graves (ou “grande queimado”): atingem mais de 20% da área corporal;

 

Em acidentes com queimaduras Dra. Tatiana Moura da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica explica que o procedimento cirúrgico está indicado quando existem alterações com perda de estética ou função da região acometida pelas queimaduras. Acontece em queimaduras de segundo grau profundo ou terceiro grau. “O tratamento é feito na profundidade e extensão da queimadura. Os casos mais simples podem ser tratados apenas com troca de curativos e pomadas. Casos mais graves podem necessitar de cirurgias com enxertos (usa-se fatias finas de pele saudável do paciente que são transferidas para a área acometida) ou retalhos (transferência de pele e tecido irrigado por artérias para a área acometida). Existem várias técnicas que devem ser particularizadas para cada caso de queimadura.” Explica a especialista.

 

Em casa as causas são classificadas da seguinte maneira:

 

Agentes físicos:

  • Térmicos: líquidos quentes, gordura quente, ferro quente, vapor e através do fogo;
  • Elétricas: corrente de baixa voltagem (eletrodomésticos), alta tensão;

 

Agentes químicos:

  • Substâncias químicas industriais, produtos de uso doméstico, como solventes, soda cáustica, alvejantes ou qualquer ácido ou álcalis.

 

Primeiras medidas diante de uma queimadura:
-Imediatamente, retire roupas e substâncias aderidas à pele;

-Resfriamento com água fria (entre 8oC e 15oC), o quanto antes, é o melhor tratamento de urgência, sobretudo antes da primeira hora do acidente);

– Seque com cuidado o local, sem esfregar a pele;
-Não aplique nenhum tipo de pomada, manteiga, café ou pasta de dente;
-Procure ajuda médica.

 

 

Dra. Tatiana ressalta que o mais importante é estar alerta para evitar acidentes em casa. Durante a pandemia de COVID-19 o movimento nos hospitais tende a aumentar o que dificulta e coloca em riscos pacientes que exigem outros tipos de atendimento, decorrentes de acidentes domésticos por exemplo.

Dra. Tatiana de Moura Cirurgiã Plástica Clinica Tera

http://www.dratatianamoura.com.br/

http://www.facebook.com/DraTatianaMouraCirurgiaPlasticaEsteticaEReparadora/

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