Angela Rodrigues é finalista do Miss Brasil Plus Size

 Angela Rodrigues é finalista do Miss Brasil Plus Size

O Empoderamento feminimo está em alta e a finalista  Ângela Rodrigues destaca sua rica trajetória

 

Por Marluce Zanelato

 

E se todos nós tivéssemos plena certeza das causas que defendemos, argumentado de maneira clara nossos pontos de vista e sustentando nossas ideias fundamentadas em resultados sérios obtidos de trabalhos importantes, passaríamos uma imagem forte da pessoa que somos?

Esse seria o conceito de empoderamento, passar a ter domínio sobre a sua própria vida, ser capaz de tomar decisões sobre o que lhe diz respeito. O empoderamento e a superação de preconceitos nunca estiveram tão em evidência como agora, cada vez mais mulheres superam seus limites e mostram a sociedade que não existem barreiras para vencer e enaltecer o seu melhor.

Todos sabem, que um dos principais paradigmas do universo feminino é o culto ao corpo e o estereótipo da perfeição e para expor que não existem barreiras e valorizar a beleza da mulher real.  A Digital Influenciar, Helena Custódio em parceria com o produtor Diniz Ferreira, criaram o concurso de Miss Brasil “Sou gordinha sim”. O evento está sendo realizado de forma on-line através de fotos, vídeos e Lives no Instagran.

Num país que em média 50% da população está acima do peso e se sentem reprimidos por isso, nada é mais relevante do que imprimir na alma feminina a autoestima e o amor próprio.

E para mostrar a importância do tema falamos com uma das finalistas do concurso, a Osasquence, Pedagoga, Psicopedagoga e modelo Plus Size, Ângela Rodrigues de 48 anos, que tem uma trajetória de vida de superação inspiradora.

Mãe de quatro filhos e avó de quatro netos, já foi servente e hoje é diretora da área de Educação Infantil na rede pública. Ela foi além ao participar do concurso descobrindo novas possibilidades de se reinventar, virou musa do calendário de 2021, vem participando de desfiles em canais de TV, eventos e lives sobre temas relevantes do universo feminino.  Ainda ganhou um capítulo no livro “O limite da mulher”, uma coletânea que relata a vida de mulheres que foram vítimas de preconceitos, violências e entre outras situações, mas que venceram e se superaram, da autora Marizeth Maria.

Ângela inclusive está participando da série “Pérola Negra”, com direção de Elaine Souza e Raira Souza, com transmissão pelos canais pagos Multiplay e Estilo TV.

Segundo Ângela, o que a impulsionou a participar do concurso Miss Brasil Plus Size, “foi motivar e mostras a outras mulheres a enfrentar dificuldades, superar obstáculos e servir de exemplo, e nunca se intimidar pelas adversidades, sem se preocupar com a opinião alheia ou estereótipos”. “Ser uma mulher decidida, forte e corajosa cabe a todas nós independente de raça, biótipo ou padrão social”.

Ela enfatizou que ”vencer seus limites foi o maior desafio e que a intenção era somente participar, mas com a sua evolução no concurso, sendo a única negra da disputa, a fez ganhar ainda mais empoderamento e progresso pessoal”.

E hoje, se vê já como uma vencedora recordando como deu a volta por cima, além de tantas atribuições ela ainda arranja tempo para atuar em projetos sociais, na entrega de cestas básicas e marmitas com o apoio de familiares e doações de órgãos, nos quais no passado também precisou de auxilio.

A modelo é a prova que o empoderamento feminino contribui para que as mulheres tenham o direito de participar ativamente dos mais diversos tipos de debates, tomando decisões que influenciarão no futuro da sua região, país ou sociedade como um todo.

Estamos acostumados a ler fatos sobre grandes mulheres que ao longo dos séculos lutaram em revoluções como Anita Garibaldi, Joana Darc, Jacqueline Cochran, Maria Quitéria e Nísia Floresta que publicou em 1832 o livro “Direito das mulheres e injustiças dos homens”, considerado a primeira obra brasileira a tratar do direito feminino ao estudo a ao trabalho digno. Podemos citar também Narcisa Amália, a primeira mulher a se profissionalizar como jornalista e procurava combater tanto a opressão contra a mulher, quanto o regime escravista.

E sem esquecer de Maria Amélia Queiróz que lutou pela abolição da escravatura, redigindo incontáveis colunas em jornais defendendo o direito a liberdade.

Portanto, as vivencias e lutas de Ângela se misturam a dessas mulheres que tiveram a oportunidade de deixar a sua marca registrada, defendendo suas convicções e lutando para ser ouvida em meio á sociedade, retratando que em qualquer circunstancia podemos ser e chegar aonde quiser.

 

 

 

 

 

 

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